Porque vamos ver as rodas patinar muito na Fórmula 1 em 2017…
Enquanto nos carros do dia a dia se caminha para a condução autónoma, na F1 já perceberam que quanto mais ‘autónomos’ os pilotos forem, maior é o espetáculo…
Os pilotos de Fórmula 1 têm normalmente atrás de si equipas com várias centenas de pessoas, todas elas a trabalhar para lhes facilitar a vida, quer seja a desenhar e desenvolver carros melhores que os das restantes formações, mas também a darem-lhes meios para fazerem o seu trabalho da forma mais eficaz possível. Só que a FIA também gosta de contribuir para o espetáculo e para a incerteza e por isso, as novas regras da Fórmula 1 vão dificultar ainda mais a vida aos pilotos.
Para além da própria revolução nas regras já ser bastante mais penalizadora para os pilotos, em termos físicos, por exemplo, eis que a partir do GP da Austrália de 2017 os arranques terão ainda mais ‘jeito’ dos pilotos do que ‘ajudas-que-fazem-quase-tudo’. E porquê? É simples. Já se tinha chegado ao ponto dos pilotos terem uma ‘baby-sitter’ que lhes dizia o que tinham de fazer para arrancar com o carro, mas os engenheiros fizeram uma ‘greve’, disseram que com o que os pilotos ganham bem podiam fazê-lo sozinhos e vai daí a FIA proibiu ‘conversas’ antes da partida. Mas os pilotos fizeram birra e por isso as equipas desenvolveram-lhes um sistema de duas patilhas para melhor controlar os arranques. Com uma encontravam o ponto de embraiagem, mantinham-no no ‘sítio’, e com a outra, só tinham que largar quando se apagassem a luzes, e lá iam eles. Claro que não foi nada disto que Hamilton fez no Japão, claro…
Mas agora, a FIA foi ainda mais longe e vai daí proibiu as duas patilhas. Ou seja, não há cá “pontos de embraiagem para ‘tótos’, como aqueles famosos livros que todos nós gostamos de ler… Agora passa a haver só uma, como se fosse um pedal, e para não a queimarem, os pilotos têm que encontrar o ponto de embraiagem, e largá-la no ponto e momento certo.
Mas afinal, como tudo funcionava? Com as duas patilhas atrás do volante, os pilotos conseguiam fazer uma espécie de ‘pre load’ do ponto de embraiagem. Procuravam o ponto de embraiagem com uma das patilhas, e com a outra ‘fechavam’ para a embraiagem ficar ‘engatada’ (no ponto certo) e não queimar. A segunda patilha sobrepunha-se à outra, e com essa, esperavam o apagar das luzes. Quando estas se apagavam, era só largar. Uma delas, estava no ‘ponto’, a segunda, largava-se quando necessário…
Agora, vão deixar de poder fazer isso, passam a ter só uma patilha, só uma ‘lever’ como se fosse o pedal, e dessa forma não podem procurar logo o ponto certo (de embraiagem) porque senão queimam-na. Tudo isto, como se calcula, vai criar mais imprevisibilidade. Já o ano passado, para facilitar ainda mais a vida aos pilotos, as equipas começaram a alinhar mais ou menos as patilhas, onde era o ponto da embraiagem, mas também isso foi proibido. Dessa forma o piloto tinha uma referência, pois bastava uma alinhar uma com a outra, e era ali, mais ou menos, o ponto de embraiagem. Em resumo, vai ter que ser o piloto a procurar o ponto por sensibilidade, e só vão poder fazê-lo por poucos momentos porque senão queimam a embraiagem.
Portanto, se no início de 2016 deixaram de ouvir os engenheiros, agora passam a fazer como aprenderam quando tiraram a carta… Diz quem sabe que nos arranques de 2017, será bem mais comum assistir-se a rotações a cair demasiado ou a rodas a patinar demais.
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Renato Antunes
15 Dezembro, 2016 at 19:58
Pois eu sei, aliás já estou a ver….claro esta que haverá sempre quem dê um jeitinho de dar a volta para facilitar as coisas naquele momento….ohhhh se não vão dar!
Iceman07
15 Dezembro, 2016 at 21:55
Quanto mais os pilotos tiverem influência no resultado melhor será para todos.