“Uma Montanha-Russa Incrível”: a reação dos pilotos de F1 à pista de Portimão em 2020

Por a 17 Dezembro 2025 14:24

O regresso da Fórmula 1 a Portugal em outubro de 2020, após 24 anos de ausência, foi marcado por uma estreia absoluta do Autódromo Internacional do Algarve (AIA) no calendário do ‘Grande Circo’. A reação geral do paddock dividiu-se em dois grandes eixos: um entusiasmo generalizado pelo traçado “old school” e desafiante, e uma crítica (ou adaptação) ao asfalto novo, que oferecia níveis de aderência muito baixos.

O traçado: ‘Montanha-Russa’ de emoções

A topografia única do circuito algarvio, com as suas constantes subidas e descidas cegas, foi a característica mais elogiada pelos pilotos, que compararam a experiência a uma montanha-russa de alta velocidade.

Lewis Hamilton (Mercedes, na altura): O vencedor da corrida descreveu o traçado como “incrivelmente difícil” e “física e mentalmente exigente”. Destacou as ondulações “incríveis” e o desafio das curvas cegas: “Há muitos sítios onde não consegues ver para onde vais. Na saída da Curva 8, estás a olhar para o céu durante algum tempo e não fazes ideia do que está para lá do topo.”​

Pierre Gasly (AlphaTauri, na altura): Foi um dos mais vocais sobre a sensação física da pista. “As primeiras voltas deram-me aquela sensação no estômago que temos numa montanha-russa! Depois da Curva 8, a subir e a descer… nunca tinha sentido isso num carro de Fórmula 1.”​

Charles Leclerc (Ferrari): Classificou a pista como “espantosa”, admitindo que demorou algumas voltas a encontrar o ritmo devido à falta de referências visuais nos ‘pontos de corda’, mas que, uma vez dominada, a sensação era “muito boa”.​

Lando Norris (McLaren): Elogiou o caráter “puro” da pista, afirmando que é um teste de bravura e perícia, muito diferente dos circuitos modernos planos e ‘estéreis’.

O asfalto: o desafio do “gelo”

O Autódromo tinha sido reasfaltado poucas semanas antes do evento. O betume novo, ainda a libertar óleos e muito fechado, combinado com as temperaturas amenas de outubro e os pneus mais duros trazidos pela Pirelli, criou condições de aderência extremamente baixas que apanharam muitos desprevenidos.

Max Verstappen (Red Bull): Embora tenha gostado do traçado em si, foi crítico em relação ao nível de aderência, descrevendo a experiência de condução como “não muito agradável” devido à falta de grip. O holandês referiu que o asfalto novo tornava o carro imprevisível, levando a muitos erros e correções constantes.​

Carlos Sainz (McLaren, na altura): O espanhol, que liderou a corrida nas voltas iniciais aproveitando a chuva ligeira, teve uma abordagem diferente. Comparando a situação aos ralis (influência do seu pai), Sainz afirmou que se sente confortável em condições de baixa aderência e que é “da sua natureza” encontrar grip onde ele não existe, gostando do desafio extra que isso impôs.​

Sebastian Vettel (Ferrari, na altura, agora ‘reformado’): Notou que o asfalto era “muito liso”, o que causava o escorregamento, mas apreciou o desafio técnico que isso representava, obrigando os pilotos a “acordar” e a estarem totalmente concentrados.​

Resumo Geral

A opinião consensual foi a de que Portimão é um circuito de “pilotos”, onde a coragem e a técnica fazem a diferença. Apesar das dificuldades com o asfalto escorregadio — que muitos compararam a conduzir no gelo —, a comunidade da F1 (pilotos, equipas e jornalistas) considerou a pista uma adição espetacular ao calendário, elogiando o seu caráter único que contrasta com os autódromos modernos desenhados por computador.

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