Não é novidade para muita gente, um piloto de Fórmula 1, para chegar ao topo dificilmente deixa de ser egoísta e Toto Wolff acredita que não está no ADN de um piloto acreditar que a Fórmula 1 é um desporto de equipa. E dá exemplos da luta entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, o ano passado. Numa entrevista ao Auto Motor und Sport, quando o tema chegou ao último Grande Prémio de 2016, em Abu Dhabi, prova onde Hamilton tentou atrasar o máximo possível Rosberg, quando “ele tinha dito antes que não o faria… fomos ingénuos. Eles estão ‘calibrados’ de uma maneira desde o karting para correrem sozinhos. Mais tarde vem um chefe de equipa dizer que têm de correr em equipa porque estão a representar uma marca global com 100 mil funcionários no mundo todo. Para um piloto, a F1 não é um desporto de equipa”, disse o chefe da Mercedes.
Valtteri Bottas chegou este ano à equipa, e em apenas três Grandes Prémios já começou a receber ordens de equipa, como se viu no Bahrein, em que teve de deixar passar Hamilton duas vezes. Esta atitude de Bottas foi o motivo porque foi contratado, explicou Wolff: “Decidimos por um piloto que puxasse pelo Lewis, mas que não trouxesse qualquer animosidade para a equipa”. Ter um piloto como Hamilton na equipa não é fácil, mas Wolff está muito satisfeito com o seu piloto que desde que chegou à equipa em 2013 venceu 33 Grandes Prémios e foi duas vezes campeão do mundo.
“Hoje estamos lidando com uma inflação de super estrelas através da Internet e dos media digitais. Ele é uma ‘marca’ e precisa posicionar-se através do Twitter, Facebook e Instagram. Acho que o Lewis Hamilton é realmente o melhor piloto desta nova geração. O impressionante sobre a sua personalidade é que ele está em constante evolução, absorve coisas que são boas para ele como uma esponja”, revelou Wolff.









