Silverstone foi hino à F1: novos carros permitem (ainda) melhores corridas

Por a 6 Julho 2022 11:58

A corrida de Silverstone foi um hino à Fórmula 1 e um excelente exemplo do sucesso que estas novas regras, que redundaram em monolugares bem mais fáceis de rodar junto uns dos outros, o que permitiu o tipo de corrida que vimos no passado fim de semana.

E para “juntar à festa”, não foi só em Silverstone que houve uma boa corrida, bem longe disso: umas mais do que outras, é verdade, mas em todas as corridas tem havido muitos pontos de interesse bem mais que há alguns anos atrás. Lembra-se por exemplo da fantástica luta que travaram Max Verstappen e Charles Leclerc em Jidá na Arábia Saudita?

A bem da verdade, não é só este ano que a F1 está a melhorar em termos de espetáculo, já vinha sucedendo em 19, 20 e 21. Mas este ano de 2022, as coisas estão ainda melhores, e ainda só passou meia época com os novos carros.

Para melhorar a questão, não foi só na frente que a corrida foi boa. Lá no meio da grelha não faltaram lutas. Sendo apenas uma curiosidade, devido aos problemas de um dos pilotos, com o seu carro, foi interessante ver Mick Schumacher a ‘apertar’ com Max Verstappen nos metros finais da corrida.

Outra das coisas a que se assistiu e isso tem muito a ver com as características da pista de Silverstone, é que não só é possível aos pilotos seguir mais perto dos outros monolugares, como também quando se perde posição é possível de imediato lutar para a recuperar: veja-se o caso de quando Lewis Hamilton passou Sergio Pérez e Charles Leclerc com o piloto da Red Bull a reagir de imediato na sequência de curvas seguinte.

Houve quem tivesse falado nos primeiros tempos da sua carreira nos monolugares e mesmo que tivesse falado nas corridas de Karting.

É óbvio que as diferenças nos pneus tiveram importância, mas isso faz parte das dinâmicas das corridas, em que tudo pode mudar muito repentinamente devido a um Safety Car, por exemplo.

Seja como for, parece claro que é possível rodar muito mais perto, durante mais tempo, junto ao carro da frente e isso foi sempre muito complicado durante a era híbrida, especialmente por causa da complexidade da aerodinâmica, já se percebeu que mesmo em curvas de alta velocidade é possível aos pilotos posicionarem-se para ultrapassar, não faltaram ultrapassagens em Jidá na Arábia saudita, só há mesmo uma questão que é difícil resolver: os ‘comboios’ de DRS. Por exemplo, em Imola, foram um anti-clímax.

Falta meio campeonato, estão para surgir algumas pistas chatas, como Paul Ricard, Hungaroring, em Spa temos tudo para uma corrida épica, Zandvoort deve voltar a ser ‘chata’, mas a ver vamos, Monza não precisa de apresentações, regressa Singapura, vamos ver como corre, não é fácil ultrapassar ali, será um bom barómetro aos novos carros.

Japão, Estados Unidos, México, Brasil e Abu Dhabi completam o calendário. Nos EUA e Brasil estão garantidas boas corridas, no México, provavelmente, Japão mais do que Abu Dhabi, mas nenhuma delas é má. Metade do calendário já passou, a outra metade, promete…

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