Ron Dennis acredita que continua a ser a pessoa certa para liderar a McLaren, apesar de a equipa britânica ter sofrido a pior temporada da sua história na Fórmula 1. O cenário é ainda mais desolador se pensarmos que a McLaren não vence há 57 corridas (a última vitória ocorreu no GP do Brasil de 2012) e que esse regresso aos triunfos ainda está longe a julgar pela distância que a separa das equipas da frente, em particular da Mercedes e da Ferrari.
Se é verdade que é a Ron Dennis que se devem a maior parte dos sucessos da McLaren na modalidade, bem como a expansão da marca para um construtor de automóveis desportivos de topo, o inglês sabe que será constantemente julgado pelo presente da equipa e os seus resultados desportivos, longes dos tempos áureos de outrora. Dennis, ainda assim, julga que ainda se encontra à altura do desafio:
“Sinto-me extremamente saudável, tanto quanto sei. Cuido de mim e não me sinto cansado. Estou altamente motivado e irei morrer com ambição. Serei sempre ambicioso”, referiu. O antigo mecânico e atual dirigente da segunda equipa com maior palmarés da Fórmula 1 referiu que apesar de a Fórmula 1 estar a mudar, esse não é o seu desafio: “É um desafio em que eu escolho as pessoas certas para executar um trabalho específico. Esse é o desafio de qualquer empresa – garantir que escolhes líderes. Nem sempre acertas nas tuas decisões, mas esse é o desafio. Continuo altamentte motivado e focado, e estou a contribuir para o futuro da McLaren. É esse o meu objetivo. Partindo do pressuposto de que as minhas visões são partilhadas, então é aqui onde quero estar.”
O responsável máximo pela companhia disse ainda que a responsabilidade pelo desempenho dos carros não é sua: “Em primeiro lugar, a responsabilidade da performance dos carros e a forma como eles são geridos no circuito não é minha”, referiu, deixando no ar que é a Eric Boullier que devem ser pedidas satisfações. Ainda assim, mostra-se satisfeito com os quadros à sua disposição:
“Ainda tenho a forte convição de que há muito tempo que não tínhamos um grupo tão bom de pessoas. Fizemos um grande esforço para melhorar o nosso grupo técnico e à medida que o tempo passa vamos começar a ver esses dividendos. Se tivesse de pesar quem nos deixou e os que chegaram à equipa nos últimos dois anos, então o balanço está claramente a favor do futuro”, concluiu.









