Lewis Hamilton voltou a não conseguir bater os Red Bull, O inglês assumiu a liderança na volta de abertura, antes da perder fruto de um ‘undercut’ de Max Verstappen depois da Mercedes ter desencadeado a sequência de pit stops com Valtteri Bottas na volta 17, devido a uma vibração crescente dos pneus do Mercedes do finlandês.
Verstappen voltou a colocar pneus médios na volta 32, a Mercedes não quis seguir uma estratégia de duas paragens devido a ter de ceder a posição da pista a Perez, Lewis Hamilton e Valtteri bottas mantiveram a posição bem os seus pneus desgastados, mas Verstappen apanhou Hamilton na penúltima volta e passou-o. Também Perez conseguiu passar Valtteri Bottas já que o finlandês tinha os pneus mais velhos dos quatro.
Lewis Hamilton garantiu o 170º pódio da sua carreira na F1 com o seu segundo lugar.
Lewis, isto pareceu uma inversão de Barcelona. Desta vez foste tu o perseguido. Como foi perder a corrida tão perto do fim?
“Nada de especial, penso que fizemos um excelente trabalho. Apenas não resultou, mas não me sinto particularmente mal. Não estou massivamente desapontado. Penso que fiz o melhor trabalho que pude e, claro que houve coisas que podíamos ter feito um pouco melhor, mas no geral eles foram mais rápidas do que todos nós no fim-de-semana, por isso é um verdadeiro reflexo do ritmo que eles têm”.
Tendo em conta onde começaste o fim-de-semana e as mudanças que tiveste de fazer antes da qualificação, quão melhor sentiste o carro na corrida?
“Em comparação com os treinos, não diria que esteve muito melhor. Na corrida, a pista tinha muita poeira e estava escorregadia, por isso foi bastante complicado. Foi apenas inconsistente em todas as voltas”.
Dado o ritmo da Red Bull, achas que uma estratégia mais agressiva poderia ter feito alguma diferença?
“Ao olharmos à posteriori, se tivéssemos parado mais cedo, antes deles terem parado, e se saíssemos à frente, provavelmente poderia ter ganho a corrida mas ainda assim teria sido muito difícil. O seu ritmo era geralmente muito, muito forte. Consegui mantê-los à distância quando ele estava atrás de mim, mas se ele não tivesse cometido um erro na Curva 1, eles teriam apenas liderado a corrida do princípio ao fim, provavelmente”.
O Nico Rosberg disse que ficou um pouco surpreendido ao ver que não te defendeste mais duramente contra o Max, quando ele passou por ti. Haveria algo mais que pudesses ter feito naquela situação ou foi apenas uma indicação de quanto os teus pneus tinham ‘desaparecido’?
“Em primeiro lugar, havia muita borracha fora da trajetória no interior, por isso não queria tornar os meus pneus piores do que já estavam. Ele tinha o DRS aberto, por isso se não passasse por mim ali, teria passado na reta a seguir, por isso teria feito zero diferença e eu não ‘tinha’ nenhuma frente, por isso ele ter-me-ia apanhado de qualquer maneira.
Era inútil defender com mais vigor. Acho que viram o que aconteceu ao Valtteri. Portanto, já não fazia sentido estragar mais os pneus.
Duas paragens, provavelmente teriam potencialmente feito o trabalho, mas não estava de todo nas cartas para nós, por isso vamos fazer algumas análises e tentar perceber porquê”.
Porque achas ter sido a degradação dos pneus tão inesperadamente elevada?
“Não sei bem porquê. Obviamente que no dia anterior estava mais quente, por isso, talvez se assumisse que a pista mais quente tivesse mais degradação. Mais fresco – não faço ideia, mas o degrau era muito maior do que alguém da minha equipa pensava que pudesse ser”.
A tua paragem nas boxes foi de 2,2s, o que é excelente, por isso…
“Bom pit stop, sim, grande pit stop, grande esforço por parte dos rapazes. De resto não sei. Terei de voltar atrás e olhar para tudo, mas estive em baixo na minha volta, os meus pneus estavam a piorar, por isso não há muito mais a acrescentar…”












