Conhecido pelas suas passagens por equipas como a McLaren, a Toro Rosso e mais recentemente a Manor, Luca Furbatto é crítico em relação aos novos regulamentos da Fórmula 1
O projetista considera que as novas regras talvez sejam nocivas para a modalidade. O primeiro motivo de preocupação de Furbatto é que as equipas de topo consigam distanciar-se ainda mais de todas as outras. “A Mercedes e a Red Bull constroem sempre chassis melhores do que os adversários com recursos mais modestos”, referiu o técnico em declarações ao blog do jornalista italiano Leo Turrini.
Além disso Luca Burbatto acha que os maiores e mais largos pneus da Pirelli vão incrementar o grip mecânico, que também irá favorecer as grandes equipas que possuem melhores recursos aerodinâmicos. Quanto às unidades de potência, o engenheiro transalpino está preocupado que a importância de tecnologia complexa continue a dominar a F1 em 2017, mesmo que o ênfase das alterações pareça estar na aerodinâmica. “Não penso que vejamos uma mudança para melhor. Aliás, penso que sucederá o oposto. Um carro de 2017 passa a maior percentagem de uma volta de acelerador a fundo, por isso o benefício das equipas com maior potência apenas vai aumentar”, considerou Furbatto.
O projetista italiano é de opinião de que a potência extra significará também que os pilotos irão conservar mais combustível, e que o encurtamento das zonas de travagem vão tornar as ultrapassagens mais difíceis. “Não quero criticar os novos regulamentos, mas olhei para os dados objetivos e para os resultados e cálculos. No que se refere ao entretenimento em minha opinião não está relacionado com a velocidade, Em Mugello, por exemplo, uma moto de MotoGP é 25 segundos mais lenta do que um carro de F1, mas não posso dizer que o MotoGP é menos espetacular”, enfatizou Luca Furbatto.










