Pilotos de Fórmula 1 protelam Halo

Por a 3 Fevereiro 2017 10:08

Apesar de alguns concordarem que ajuda na segurança, uma pequena maioria dos pilotos de F1 não parece muito interessada em permitir à FIA a introdução do Halo nos monolugares, e conseguiram junto da federação adiar para 2018, depois de se discutir mais o assunto. Só que esta é apenas uma ‘manobra’ dos pilotos para adiarem ‘sine die’ a sua introdução, ou seja protelam até entrar no rol do esquecimento.

Segundo o se sabe, uma pequena maioria recusou a sua introdução, e segundo a Auto Motor und Sport, das 16 respostas recebidas pela FIA, sete votaram contra , cinco a favor e quatro abstiveram-se. E por isso a FIA continua à procura de alternativas. Segundo Nico Rosberg, que foi ‘apanhado’ num congresso em Dusseldorf: “É impressionante como a segurança na F1 melhorou tanto nos últimos anos, mas infelizmente perdemos um colega, e isso teve grande impacto no desporto. É por isso que devemos sempre tentar torná-lo melhor”, disse Rosberg. Jean Todt acrescenta que a F1 “É a disciplina mais segura do desporto automóvel, mas há sempre espaço para pequenos melhoramentos”

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4 comentários

  1. Jabba

    3 Fevereiro, 2017 at 10:29

    Um grande bem haja aos pilotos. Afinal têm bom senso. Espero que continuem uma voz activa contra o halo. Quem não quiser correr de monolugar pode sempre ir para os turismos ou protótipos.
    Infelizmente são erros como o que aconteceu com Jules que fazem as regras ser criadas, e as devidas precauções tomadas. Neste momento acho que o nível de segurança da F1 é excelente. Basta lembrar-nos de acidentes como o do Alonso o ano passado. Num F1 de há anos atrás não estava cá para contar como foi (noc noc noc).

    PS: Podiam ter falado com um piloto de F1, e não com Rosberg, que fugiu com medo, e deve ter votado no halo de certeza eheheh!!!

  2. Speedway

    3 Fevereiro, 2017 at 10:30

    O destino disto espero que seja o lixo e bem. Embora houvesse muita gente a afiar as unhas para ganhar dinheiro à custa de tal chinelo. Os monolugares não são seguros, são seguríssimos. Este device ia matar a silhueta dos carros e o doente não morria da doença, mas ia morrer seguramente da cura.
    Se não houver acidentes graves este ano tudo deverá ficar em águas de bacalhau. Se houver,lá virá a reacção emocional do costume, e mudam tudo como tem sido no passado. Este histerismo veio, é bom recordar dum acidente que matou um piloto da Indy Car ( Wilson) numa oval rápida que nada tem a ver com a F1.
    O Bianchi morreu e morreria sempre com isto ou sem isto, dado que ir enfiar-se debaixo dum guindaste de ferro não havia nada que o safasse. Teve azar apenas.
    Agora corridas 100 seguras nem na Playstation – pode-se cair da cadeira e magoar as perninhas !

    • João Pereira

      3 Fevereiro, 2017 at 11:16

      Tem razão em relação ao Justin Wilson, e nesse caso, até subsiste a dúvida sobre a eficácia do Halo, uma vez que a peça não foi projectada na direcção do piloto, caiu-lhe em cima. Também acho que todos concordam em que o Halo também não seria eficaz no caso do Bianchi, porque ocorreria sempre a concussão cerebral, porque o problema foi a dinâmica do acidente e a energia originada, e nem sequer é para este tipo de acidente que o Halo está a ser desenvolvido, nem sequer para capotamento.
      Até no caso do Massa, duvido da eficácia do equipamento, embora a versão da Red Bull pudesse ser eficaz neste caso, e o mesmo se aplica ao acidente de Helmut Marko.
      No entanto se formos ao acidente do Henry Surtees na F2, acredito que o Halo lhe teria salvo a vida.
      De qualquer forma são acidentes raros aqueles em que a “coisa” seria verdadeiramente eficaz, e não justificam que se “mutilem” os carros daquela maneira.
      Talvez o conceito da “bolha” sobre o cockpit ao estilo da motonáutica fosse o mais sensato e eficaz em maior número de situações, até porque continua a permitir ver o piloto, e se fosse dotado de um sistema que o soltasse rápida e completamente (não estou a falar de abertura) de forma a permitir a rápida extracção do piloto em caso de incêndio, poderia ser mesmo uma boa ideia. Obviamente que é capaz de ser algo claustrofóbico para alguns pilotos, que por vezes já não se sentem bem nos protótipos fechados, que até são mais espaçosos.
      Provavelmente, o melhor é deixar assim em banho-maria até a água evaporar toda e a coisa se queime definitivamente.

  3. Iceman07

    3 Fevereiro, 2017 at 20:30

    Ó Rosberg, o halo não salvaria o Jules Bianchi.
    O tractor iria esmagar o halo e o piloto ainda levava com restos na viseira como o Ayrton Senna. A força do impacto teria os mesmos G’s e o “santo antónio” ia ser arrancado na mesma.

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