Os recordes (quase) imbatíveis da F1
Que os recordes foram ‘feitos’ para ser batidos é um lugar comum, mas na F1 há alguns que nunca o poderão ser. Ou quase! É o caso do que sucedeu na qualificação do GP da Europa de 1997, quando Jacques Villeneuve (Williams-Renault), Michael Schumacher (Ferrari) e Heinz-Harald Ftrntzen (Williams-Renault) realizaram, os três, 1m21.072s. Quebrar este recorde, só quatro ou mais pilotos fazerem o mesmo. Impossível não é, mas…
Este é só um exemplo de uma situação inusitada, mas são este tipo de coisas que ficam para a história. Vamos recordar alguns dos recordes mais significativos da história da F1. Muita gente achava que quando Ayrton Senna chegou às 65 pole positions, o recorde ficaria para sempre, mas Michael Schumacher achou que para sempre é muito tempo. O alemão tem 68 pole-position, e Lewis Hamilton já vai em 62… As 91 vitórias de Michael Schumacher são um caso que pode bem durar, durar, e durar. Mas também alguém disse o mesmo das 51 vitórias de Alain Prost…
Bom, mas o recorde do arranque de temporada mais cedo na F1, só se o Grande Prémio começar mais cedo. Entre 1965 e 1968 a F1 arrancava a… 1 de janeiro. Hoje em dia a F1 começa em março, mas até aos anos 80 era normal começar em janeiro. Outro recorde que não vai ‘entregar’ o seu recorde facilmente é o GP do Canadá de 2011, que durou 4h04m39.537s. Uma ‘chuvita’ interrompeu a corrida durante cerca de duas horas, e de acordo com as regras da F1, o relógio continua a contar. Quando terminaram as 70 voltas, já passava das ‘tais’ quatro horas… Para a história fica o facto de Jenson Button ter vencido a corrida mais longa da história da F1.
Pedro Matos Chaves falhou a pré-qualificação para uma corrida de Fórmula 1, 13 vezes. Mas não esteve sozinho nessa luta, pois o recordista é e continuará a ser, Gabriele Tarquini, que falhou 24 vezes o acesso à qualificação para o Grande Prémio. Rezam as estatísticas que o italiano tem 38 Grandes Prémios de Fórmula 1 em…78 tentativas!
Hoje em dia é difícil que um Grande Prémio precise de pré-qualificações, pois a F1 está pela “hora da morte”, mas no passado, faziam fila. O recorde pertence ao GP da Alemanha de 1953, 34 concorrentes. Mas há uma explicação. Havia poucos F1, e por isso os F2 também participavam… As grelhas de hoje só permitem 26. No pólo oposto, todos nos lembramos (ou quase) da corrida que detém o recorde negativo. Seis carros à partida do GP dos EUA de 2005, o ‘tal’ do pódio de Tiago Monteiro. Por falar em pódio, o GP da Suíça de 1950 somava 140 anos e 93 dias (Giuseppe Farina, Luigi Fagioli e Louis Rosier), uma média de 46 anos e 27 por piloto. Com a geração Playstation a crescer, não há-de tardar muito que 46 anos, seja a soma dos três, passe a expressão e fique a ideia…
Hoje em dia isso é quase impossível, mas no passado era normal haver pilotos de F1 acima dos 40 anos. Mais recentemente, Michael Schumacher correu até aos 43 anos. O primeiro GP da história da F1 só teve um piloto com menos de 30 anos…
E os recordes continuam. Mais pódios numa época, Michael Schumacher, 2002: 100% (17 de 17); Ir ao pódio em toda a sua carreira na F1 é que dificilmente acontecerá mais vezes. Aconteceu, uma vez, com Dorino Serafini, que terminou a única corrida que fez no pódio…
Houve, como se sabe, muitas corridas aborrecidas na F1, mas nenhuma como o GP da Bélgica de 1963, corrida ganha por Jim Clark, em Lotus Climax. Só que o Cooper Climax do segundo classificado, Bruce McLaren, chegou… 4m54s depois. Bom mas pelo menos não levou nenhuma volta de avanço, pois Spa tinha 14.1 km e aquele GP foi à chuva. Há muitos mais exemplos que podiam aqui ser referidos, mas a F1 vai continuar a produzir números para a história. Qual será o próximo?
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Iceman07
27 Março, 2017 at 23:39
Schumacher para o Monteiro: “Fds tás a festejar o quê?”
João Pereira
28 Março, 2017 at 13:29
É uma bonita foto para se mostrar a quem não souber da história.
Iceman07
28 Março, 2017 at 22:10
Ou a quem não seja português. Para um português que goste da F1 foi apesar de tudo a única vez que um português foi ao pódio.
João Pereira
28 Março, 2017 at 22:59
Vá lá iceman7, sejamos realistas. O Tiago só tinha que chegar ao fim de uma corrida e bater um indiano que era lá na terra dele o melhor piloto de tuktuks, e que também era 1,5 segundos por volta mais lento que o ele com carro igual, isto só para chegar ao podium, porque os Minardi…
Não terá mais valor o ponto do 8º lugar em Spa no mesmo ano? Isto para quem como nós, é português, gosta de F1, e percebe disto.
Vá lá, deixe lá a foto para ele mostrar aos netos, porque como todos sabemos, o podium de Indianápolis, foi como que apenas cumprir o que se esperava dele, sem ter que andar muito depressa, porque nunca conseguiria bater os dois Ferrari, e era demasiado fácil ser melhor que o Karthikeyan e os dois Minardi. Guiou o Jordan até casa, e nada mais, numa corrida de “lá vem um” de meia dúzia.
No entanto, saliento que o Tiago conseguiu nesse ano ficar em 8º em Spa e marcar um ponto (melhor que o “lucky point” de Lamy 6º em Adelaide), num circuito que todos sabemos ser muito difícil, e terminar todas as corridas nessa época (se não me engano), o que terá sido na altura um recorde para um estreante, que o Sr. Abreu se esqueceu de referir neste artigo, em que mencionou outros que seriam mais difíceis de bater, mas também já o foram.
Cumprimentos.
Iceman07
29 Março, 2017 at 0:04
Também li algures que completou todos os GP mas no Brasil desistiu na volta 55 com problemas de transmissão.
Mas mesmo que tivesse completado não seria um recorde exclusivo dele, o Nick Heidfeld esteve 33 GP sem desistir (incluindo a temporada 2008 na integra) e o Chilton repetiu o feito em 2013. O Schumacher também conseguiu em 2002 tal como o Kimi em 2012.
Speedway
28 Março, 2017 at 10:39
As 91 vitórias do Schumacher, grande parte delas muito fáceis por nítida superioridade técnica, mas são vitórias quand même, poderão ser alcançadas tanto pelo Hamilton como pelo Vettell, embora seja algo realmente muito difícil. Depende dos anos que estes 2 campeões se mantiverem na F1. Vejo o Vettell ficar mais tempo que o Hamilton que julgo irá abandonar a competição mais cedo do que muita gente pensa.
Agora hoje há muito mais corridas do que antigamente e as carreiras também duram muito mais, ( e não morrem !). Quanto aos pontos não tem nada a ver com o passado.Não há comparação possível.
Uma das coisas mais interessantes é dividir o nº de vitórias e poles pelo nº de provas disputados.
Os resultados são mais esclarecedores.
Iceman07
28 Março, 2017 at 22:15
O Rosberg também não se imaginava que ia abandonar, isso é certo.
Dividindo as vitórias pelas provas disputadas creio que a vantagem é do Fangio de certeza. Esclarecedor não sei porque vários pilotos de topo como o Senna começaram em equipas do fim do pelotão.
Pity
28 Março, 2017 at 11:13
Ai que o JLA só sabe contar até cinco… (just joking), pois foram seis os participantes nesse tal de GP dos USA: Ferrari, Jordan e Minardi.
Iceman07
28 Março, 2017 at 22:16
Provavelmente foram só 4, porque os Ferrari mesmo a dormir ganhavam a corrida.
dxico
28 Março, 2017 at 12:52
E as 6 vitorias de Se na no Mónaco, das quais 5 foram consecutivas?87, 89,90,91,92,93
João Pereira
28 Março, 2017 at 14:39
Permitam-me corrigir o meu comentário ao artigo do Sr. Abreu.
Onde se lê 70-38=40 deve ler-se 78-38=40. Pelos vistos, também eu preciso de um revisor de texto cá em casa, mas menos que o Sr. Abreu, como é obvio.
Também sou mais educado, e desde já apresento as minhas desculpas pelo meu erro, a todos os foristas, incluindo o Sr. Abreu.
João Pereira – Carnaxide
João Pereira
28 Março, 2017 at 15:22
Pelos vistos o Sr, Abreu resolveu passar o lápis azul sobre o meu comentário inicial, e fez ligeiras correcções. No entanto, deve ter ficado tão nervoso, que subsiste uma trapalhada:
…”Gabriele Tarquini, que falhou 24 vezes o acesso à qualificação para o Grande Prémio. Rezam as estatísticas que o italiano tem 38 Grandes Prémios de Fórmula 1 em…78 tentativas! 40 vezes nem chegou à qualificação”… Ou seja: Tarquini falhou 24 vezes o acesso aonde 40 vezes nem chegou!!! OK, o contrário era um pouco mais ridículo, porque não chegar 40 vezes aonde se falhou apenas 24, isso sim, é que nem um cientista de física quântica…
Já agora, os erros que o Sr. Abreu corrigiu, foram estes:
– …”todos nos lembramos (ou quase) da corrida que detém o recorde negativo. Cinco carros à partida do GP dos EUA de 2005, o ‘tal’ do pódio de Tiago Monteiro”… (Todos sabemos que eram seis)
– …”Por falar em pódio, o GP da Suíça de 1950 somava 140 anos e 93 dias (Giuseppe Farina, Luigi Fagioli e Louis Rosier), uma média de 46 anos e 27 por piloto. Com a geração Playstation a crescer, não há-de tardar muito que 46 anos, seja a soma dos três”… (Todos sabemos que 3×18=54)
Seja humilde Sr. Abreu, assuma os seus erros e peça desculpa por eles antes de os corrigir, e a não censurar as criticas mais causticas que muito merece.
A razão porque volto ao assunto, é porque o meu comentário rectificativo acima, ficou deslocado por o Sr. Abreu ter censurado o primeiro.
Cumprimentos a todos os foristas, incluindo o Sr. Abreu.
João Pereira – Carnaxide