Alain Prost é de opinião que uma das formas de ‘apimentar’ um pouco mais as corridas de Fórmula 1 era dar livre escolha aos pilotos para escolherem livremente os sets de pneus para cada Grande Prémio, pois o francês entende que a liberdade na escolha dos pneus significaria muito mais emoção nas corridas.
Com os novos regulamentos a tornarem os monolugares mais rápidos e difíceis de pilotar em 2017, muitos continuam preocupados com as ultrapassagens, mas as próprias estratégias de paragem serão cada vez menos, pois os pneus são este ano mais duráveis, porque a Pirelli não quis arriscar e construiu-os dessa forma. Mas o quatro vezes campeão do mundo de F1, e atual conselheiro da Renault, pensa que a liberalização dos pneus poderia ajudar ambos os casos: “Deixem os pilotos fazer as suas próprias escolhas entre os cinco compostos diferentes e fazer 13 conjuntos de acordo com o que desejarem”.
Atualmente a Pirelli escolhe três compostos por GP e controla o que as equipas podem escolher. Prost acrescentou ainda: “Eu até deixaria que eles misturassem pneus, por exemplo, duros na direita e macios na esquerda”. Estas mudanças resultariam num aumento significativo das estratégias de corrida, o que levaria a mais competitividade, além de dar mais personalidade aos pilotos. “Tiraria ainda a regra de usarem dois tipos diferentes de compostos por GP. Se queres usar sempre os mesmos sem parar então faz isso. Quem sabe se alguém fazendo duas paragens mas sempre com macios não seriam mais rápidos”, terminou Prost.
Percebe-se a ideia de Alain Prost, mas isto teria aqui um conjunto de complicações que teriam de ser bem analisadas. Em primeiro lugar, o pesadelo logístico da Pirelli, especialmente nas primeiras provas do ano, em segundo lugar, a segurança, pois duvidamos que a Pirelli aceitasse uma questão que nunca foi testada. Sabe-se os problemas que existiram com os pilotos e as equipas a levarem a questão das pressões aos limites dos limites, e os problemas de segurança que isso criou, por isso não parece que esta sugestão tenha um grande acolhimento. Mas que seria interessante, nuinguém duvide…
Rodrigo Fernandes









