Ordens de equipa da McLaren em Monza: justiça ou precedente perigoso?
Poucos discordarão da atitude da McLaren em inverter a ordem dos seus pilotos, que, como é sabido, disputam o Campeonato de Pilotos. A equipa cometeu um erro que prejudicou Lando Norris, e Oscar Piastri foi instruído a trocar de posição para corrigir a falha e evitar que Norris fosse penalizado.
Aparentemente, a decisão foi acertada, uma vez que, conforme revelado por Andrea Stella, Chefe de Equipa, a equipa pautou-se pelos seus “valores e princípios” internos: “Mostrámos novamente os valores e os princípios que temos na McLaren.”
As questões levantadas pela decisão
Contudo, impõe-se agora clarificar em que situações a equipa voltará a “corrigir” um erro. Existem questões que necessitam de ser esclarecidas internamente. Quanto à falibilidade, é certo que a mecânica e a sorte são fatores incontroláveis. Mas e se um erro de montagem de uma peça, um erro da equipa, levar a um abandono?
E se ‘erros de equipa’ acontecerem sempre ou maioritariamente ao mesmo piloto?
Será que a McLaren irá elaborar uma lista de situações e explicar o procedimento em cada uma delas?
O desafio da McLaren
A McLaren tem agora o desafio de redefinir ou clarificar as suas políticas para evitar futuras ambiguidades e garantir que a sua intenção de promover uma competição justa entre os seus pilotos não acabe por se tornar uma fonte de controvérsia interna ou externa.
Por fim, resta uma questão crucial: e se, na última corrida do campeonato, Lando Norris estiver à frente de Piastri, garantindo o título nessa posição, mas uma paragem nas boxes semelhante à de Monza o prejudicar, permitindo que Piastri o ultrapasse e se sagre campeão?
A situação de Monza poderá ainda gerar muita discussão…
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Pity
8 Setembro, 2025 at 15:01
Sim, foi uma decisão discutível, tal como aconteceu, ao contrário, o ano passado na Hungria. Pelo lado da equipa, fizeram certo, pelo lado do Piastri, nem tanto.
O facto é que o Norris foi melhor do que o Piastri durante todo o fim de semana, seria injusto ficar atrás por um erro da equipa, mas o Piastri não teve culpa disso.
Não acredito que a McLaren tivesse a mesma decisão, se os dois pilotos estivessem mais próximos em pontos.
A McLaren tem uma filosofia completamente diferente de todas as outras equipas. Espero que, mal garantam o título de construtores, libertem os dois completamente, para lutarem livremente, sem compensações por possíveis erros da equipa. Eu torço para Norris campeão, mas que o consiga por mérito, não por “compensações”
Canam
8 Setembro, 2025 at 16:42
Sendo , em principio campeonato uma questão interna do team (a menos que o Vestappen comece a ganhar tudo até ao fim, o que é improvável), eles devem tentar manter o ganhas, tu, ganho eu, o mais possível. A vantagem do australiano é pouco, atendendo ao que ainda falta.O inglês acena com “a antiguidade é um posto, e eu passei as passas do Algarve nos maus tempos do team.Portanto venha a mim”. Será que a narrativa pega ?
[email protected]
8 Setembro, 2025 at 18:03
São ingleses… o Lando Norris é inglês. O Piastri é “vizinho” do fundador Bruce McLaren. Talvez esse facto possa justificar alguma coisa. E, sim, não estou de acordo com a tomada de decisão. O Piastri estava na frente por motivos que lhe eram alheios, mas estava. E devia ter permanecido.
Pity
8 Setembro, 2025 at 20:09
Já cá faltava a treta da nacionalidade.
“São ingleses” fiquei a saber que o Stella e o Zak Brown são ingleses 🙂
jo baue
9 Setembro, 2025 at 1:04
Estou muito de acordo que a McL mostrou os seus valores e princípios. E na seguinte, em Baku, deviam meter uma chave inglesa no motor do Piastri para reequilibrar a classificação depois do problema na Holanda ( e quem se lembra que a McL… fez um coisa semelhante em Melbourne 1988, ou a do “açucar no reservatório de combustível)?)
E mais : O Lando mostrou astúcia ontem: Jogou com esta situação decidindo ele a troca com o OP. Assim conseguindo o que queria, isto é, 1) ficar mais protegido do risco de um SC , 2) pneus novos marginalmente com menos voltas, isto por entrar mais tarde, e 3), uma condição que exigiu à equipa : que o colega de equipa ficasse proibido de lhe fazer o “undercut” ( “well , only if he doesn´t undercut, otherwise I´ll box first”. E dpois, já se sabe, o cândido ( será mesmo?) Piastri lá seguiu o guião deles. Querem mesmo compará-lo com o Schumacher?
Pity, O Leclerc é monegasco, o HAM é inglês, o Zhou Guanyu é chinês, o Vasseur é francês, o Vice-Director d´Ambrosio é francês,o Directo Técnico Loic Serra é francês,… e íamos até às larguíssimas dezenas. Também vai dizer que não é uma equipa italiana ?
Lagafe
9 Setembro, 2025 at 1:26
Muito drama por nada. A MCl tem os dois campeonatos no bolso e o Piastri quase pode dizer o mesmo.
Não há muito mais a falar do GP por isso há que criar polémica. Foi uma cagada monumental de um mecânico numa corrida onde os dois pilotos fizeram a mesma estratégia. Fizeram um precedente o ano passado e oxalá que todas as equipas tivessem o mesmo comportamento de gentlemen. E de certeza que há mais casos mas normalmente não são de top level.
Mais interessante é entender que o Max continua a ser um individuo egocêntrico e invejoso!!
Breno Mascarenhas
9 Setembro, 2025 at 1:27
Com certeza Piquet, Senna, Prost, Mansell, Hamilton entre outros não acatariam essa ordem.
NOTEAM
9 Setembro, 2025 at 8:31
A Mclaren está uma posição privilegiada, no sentido em que tem os dois títulos no bolso, e portanto podem dar-se ao luxo de fazer estas “brincadeiras”.
Se o Max estivesse nesta luta pelo título, se isto fosse uma luta a três, não acredito que fosse possível.
Dito isto, parece-me que é um caminho apertado este em que a Mclaren parece querer entrar, ser 100% correcta com ambos os pilotos, num desporto com tantos dados imponderáveis parece-me arriscado.
Veja-se o que aconteceu na Hungria, O Piastri não tirou máximo partido do facto de ter sido melhor que o seu colega de equipa, pelo contrário, viu o Lando ficar com a vitória que lhe caiu do céu após herdar a melhor estratégia para a corrida.
A Mclaren irá argumentar que foi a única forma da equipa vencer aquela corrida, mas foi o mais justo tendo em conta o que se passou em pista durante aquele fim de semana?
Contudo a chave em relação a tudo isto, passa por esperar para ver o comportamento futuro da equipa em situações semelhantes, se mantiver coerência pode não passar de algo menor, se não houver coerência pode ter um gigante problema nas mãos.
Miguel Costa
9 Setembro, 2025 at 8:47
Sou completamente contra as ordens de equipa, na pista é que se decide, “It’s call racing”. Abro excepções quando um dos pilotos da equipa já não pode atingir o titulo e o outro pode, e está em competição com outras equipas, aí sim, é o tal jogo de equipa. Tenho a opinião que metade da equipa, chefe incluído, prefere o Norris como campeão, tenha ou não a ver com a nacionalidade, ser prata da casa e etc. Considero o Piastri mais completo que o Norris, aliás acho que o Norris, com a vantagem da experiência que tem em relação ao Australiano, se fosse melhor, estaria em vantagem, comete 3 vezes mais erros que o colega, já na F2 o fazia, falta-lhe frieza e consistência, coisa que o colega tem para dar e vender. Continuo a ter como referência, nestas situações, um piloto que nunca gostei, Reutemann, com um rotundo não a ordens de equipa, com um piloto que sempre gostei Jones, e se não me engano foi logo no primeiro GP da temporada e o Australiano era o campeão em título.
asfonseca
9 Setembro, 2025 at 9:55
No ano passado na Hunria a MCL fez undercut aoPiastri quando ele ia À frente, não é a mesma situação deste GP, em que os mecanicos fizeram asneira o Piastri não tem culpa e forma 6 pontos perdidos para ele, também concordo com o forista Miguel Costa disse, a MCL tem uma ligira preferencia pelo Norris, que não é de estranhar dado a antiguidade na equipa e também concordo com a diferença como pilotos, a grande oportunidade do Norris foi no ano passado, este ano o Piastri está ainda melhor (4 anos de diferença em experiÊncia). O Norris até pode ganhar, mas este ano cometeu demasiados erros inclusivé nos trieonos que prejudicaram a posição na grelha, qu ecomo se tem visto cada vez é mais importante e com isso pode ter perdido uma ou duas vitórias que agora lhe fazem falta.