Opinião: Pascal Wehrlein merece o lugar de Nico Rosberg
A Mercedes pode não ter pressa para escolher um substituto para Nico Rosberg, mas a escolha óbvia, que é Pascal Wehrlein, tem na sua carreira os números necessários para suceder ao campeão, até porque muitos dos passos que levou para lá chegar são semelhantes.
Tal como Lewis Hamilton esteve inicialmente ligado à McLaren, desde uma fase muito precoce da sua carreira, também Pascal Wehrlein está ligado à Mercedes. Aos 17 anos de idade, com o título da ADAC Formula Masters no bolso, o piloto alemão entrou para a equipa Mücke Motorsport na Fórmula 3 Euro Series em 2012. Logo no ano de estreia, o único em que correu na categoria, sagrou-se vicecampeão com uma vitória no Nürburgring e mais nove pódios.
Ao contrário dos seus antecessores, Wehrlein foi levado imediatamente para o DTM em 2013, em vez de ser colocado na GP2. Foi uma decisão controversa, mas compreensível, dada inércia recente da GP2 em servir como catapulta para uma boa carreira na F1. Wehrlein começou no DTM com 18 anos, conquistou a sua primeira vitória em 2014, um mês antes de completar 20, e foi campeão em 2015, conquistando o título antecipadamente, três semanas antes de completar o 21º aniversário, precisamente no dia em que terminou a temporada do DTM.
E foi este apoio da Mercedes que o levou à F1, começando como piloto de reserva logo em 2014. A sua passagem para a F1 era apenas um questão de tempo, ainda que tenha sido raro, nesta encarnação do DTM, chegar à F1, sendo Paul DiResta uma exceção de nota. Wehrlein impressionou na sua época de estreia, marcando um ponto na Áustria, ao serviço da Manor, possivelmente a pior equipa do plantel.
Nico Rosberg também foi campeão na ADAC Fórmula, esteve dois anos na F3 (foi quarto em 2004, com três vitórias) e campeão da GP2 (em vez do DTM) no ano antes de ascender à F1. Considerando que Rosberg fez a sua estreia pela Williams, o ponto único de Wehrlein será tão impressionte quanto os quatro do atual campeão da F1 (teriam sido 17, com o atual sistema de pontuação).
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Cágado1
2 Dezembro, 2016 at 17:17
Não vejo razão nenhuma para o Wehrlein merecer o lugar. É verdade que foi muto bom no DTM, mas tb excessivamente agressivo, conflituoso e arrogante. Na Manor não abriu a diferença que devia para o Haryanto, sendo que o indonésio o bateu várias vezes nos treinos. Com o Ocon ainda mais, o Wehrlein não marcou diferença substancial, apesar de já levar 10 corridas de prática a mais, o que é importantíssimo. Não o acho mau, reconheço-lhe potencial, mas não o acho nenhum suprassumo neste momento, ainda tem de se desenvolver muito mais. Mais que as qualidades como piloto, ou falta delas, antipatizo profundamente com a sua arrogância e conflituosidade. Espero que a Mercedes arranje alguém melhor.
MVM
2 Dezembro, 2016 at 17:36
Não, não merece. O Pascal Wehrlein não fez nada que o pusesse acima de um piloto como o Rio Haryanto, é (ao que se diz) detestado pelos adversários e foi batido consistentemente pelo Esteban Ocon, que entrou para a Manor com mais de meia época decorrida. O piloto ideal para a Mercedes, neste momento e nestas circunstâncias, seria o Valtteri Bottas.
Iceman07
2 Dezembro, 2016 at 17:52
Wehrlein?? Mas é para responsável da limpeza??