O que muda na F1 2018: Penalizações
As penalizações por mudança de motor antes do seu ciclo de vida regulamentar terminar foram introduzidas já no longínquo ano de 2004, quando cada unidade motora – então V10 de 3000 cc – tinha obrigatoriamente que ultrapassar todo o fim de semana. Não cumprir esta premissa, equivalia a uma queda de 10 lugares na grelha de partida.
Com o intuito de reduzir custos, este número foi aumentado para oito Grandes Prémios em 2009, então já com V8 de 2400 cc, distância que foi mantida até 2014, uma vez que o desenvolvimento dos motores ficou congelado no final de 2007.
Até 2014, a questão das penalizações foi profundamente pacífica, não levantando grandes polémicas, mas com a introdução das atuais unidades de potência, com todos os seus elementos e complexidades, tudo se alterou.
Para além das penalizações passarem a ser mais frequentes, o facto de a troca de inúmeros componentes – motor de combustão interna, turbocompressor, MGU-H, MGU-K, baterias e centralina eletrónica – valer a perda de posições na grelha de partida tornou tudo demasiado confuso para os adeptos – e até para alguns dos intervenientes – chegando-se à situação crítica de pilotos sofreram perdas de lugares largamente superiores ao número de carros em pista.
Para evitar esta prática confusa, a FIA, juntamente com a FOM, resolveu alterar o sistema.
Assim, a partir de 2018, qualquer piloto que receba penalizações que exceda 15 posições terá que alinhar automaticamente no final da grelha de partida.
Se mais que um piloto estiver nesta mesma situação, serão colocados no final do pelotão de acordo com a ordem com que modificaram os elementos.
Na prática, esta modificação não será determinante, sendo mais uma operação de cosmética que não terminará com algumas confusões, sem se perceber qual será a grelha de partida antes de esta ser oficializada, mantendo-se a situação em que o resultado da qualificação não escalonará a ordem de partida, caso existam penalizações, que, no fundo, é o que realmente confunde os adeptos.
Na ótica de Giancarlo Minardi: “Sinceramente, não estou de acordo com este sistema de penalizações, dado que continuará a prejudicar os pilotos, que não têm culpa dos problemas de motor. Para além disso, continuará a criar confusão entre os espetadores que em cada Grande Prémio terão grelhas de partida diferentes dos resultados da qualificação. Seria oportuno penalizar os construtores ou equipas através de pontos.”
Já Patrick Head considera: “15 lugares de penalização na grelha de partida não será muito diferente. Não espero que altere muito os eventos.”
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