O esperado ‘sábado negro’ da Aston Martin no GP da Austrália F1: Stroll repescado pela FIA

Por a 7 Março 2026 10:13

No Grande Prémio da Austrália, a Aston Martin enfrentou sérios problemas de fiabilidade. Fernando Alonso qualificou-se em 17.º, enquanto Lance Stroll não conseguiu participar devido a problemas técnicos persistentes. Alonso reconheceu falta de quilometragem e problemas com as baterias, enquanto Stroll lamentou a falta de tempo em pista.

Apesar dos problemas, Adrian Newey vê potencial no AMR26 e a equipa ‘negociou’ com a FIA para permitir a participação de Stroll na corrida, apesar de não ter cumprido a regra dos 107%. Stroll partirá de 22.º, com a equipa a sublinhar os desafios de fiabilidade e desempenho no início da temporada de 2026.

Aston Martin: problemas e mais problemas

A Aston Martin enfrentou um sábado complicado na qualificação do Grande Prémio da Austrália, com Fernando Alonso a ficar pela Q1 e Lance Stroll impedido de rodar devido a problemas técnicos persistentes no AMR26.

O espanhol partirá de 17.º, enquanto o canadiano não registou qualquer tempo, num fim de semana marcado por falhas de unidade motriz e limitações de quilometragem.

Sem ter participado no terceiro treino livre por suspeitas de problema na unidade de combustão interna (ICE), Stroll voltou a ficar de fora na qualificação, depois de a equipa não conseguir reconstruir o carro a tempo. Alonso, único representante em pista, tirou partido das voltas acumuladas em FP3, onde a equipa recolheu dados considerados “valiosos”, mas acabou por falhar o acesso à Q2 por uma margem reduzida, superado nos instantes finais pelos Alpine.

O espanhol fechou a sessão com 1:21,969, suficiente apenas para o 17.º lugar. Apesar disso, sublinhou que o AMR26 “tem potencial” e que a equipa desbloqueou tempo por volta simplesmente ao rodar mais, apontando a falta de quilometragem como principal défice neste arranque de temporada.

Stroll lamenta fim de semana “duro”

Alonso admitiu que a Aston Martin está “curta em baterias” e que, por isso, não poderá arriscar demasiado em corrida, defendendo que o objetivo passa por somar o máximo de voltas possível para acelerar o processo de desenvolvimento.

Stroll classificou o fim de semana como “duro”, salientando que os sucessivos problemas o impediram de obter o tempo de pista necessário para ganhar confiança e trabalhar afinações. O canadiano elogiou o trabalho da equipa de mecânicos, mas reconheceu que “não houve tempo suficiente” para ter o carro pronto para a qualificação, garantindo, ainda assim, que a estrutura “vai continuar a trabalhar para melhorar”.

Newey vê potencial no AMR26 e fala em opções com a FIA

O diretor de equipa, Adrian Newey, descreveu o dia como “muito ocupado”, mas insistiu que o AMR26 “tem andamento para competir”, sobretudo à medida que a parceria técnica com a Honda se consolida. O engenheiro realçou a importância das voltas de Alonso em treinos livres e sublinhou que há “muito trabalho pela frente” para transformar esse potencial em resultados.

Quanto a Stroll, Newey explicou que o canadiano foi “azarado” com o problema de ICE em treino e que, apesar de o incidente ter sido resolvido, o tempo não chegou para reconstruir o monolugar antes da qualificação. O responsável adiantou que a Aston Martin irá discutir com a FIA as opções regulamentares para permitir a presença de Stroll em pista na corrida de domingo.

Regra dos 107% e caso excecional da Aston Martin

A regra dos 107% obriga cada piloto a registar, na Q1, um tempo dentro de 107% da melhor volta, sob pena de poder ser impedido de arrancar, salvo decisão em contrário dos comissários com base em circunstâncias excecionais. Nos últimos anos, essas dispensas tornaram‑se relativamente comuns em situações de acidentes ou problemas pontuais, desde que o piloto tenha demonstrado ritmo suficiente nos treinos livres, como aconteceu agora com Max Verstappen e Carlos Sainz, também autorizados a partir após falhas na qualificação.

No caso de Stroll, porém, os dados de pista eram muito mais frágeis: o canadiano não rodou no sábado, falhou a qualificação e nunca esteve perto da referência de Russell, ficando sempre bem para lá dos 107%. Isso obrigou a Aston Martin a construir um dossiê “convincente” para justificar a presença do piloto na grelha.

Por isso, a Aston Martin argumentou que o tempo de Fernando Alonso, claramente dentro da janela dos 107%, demonstrava o verdadeiro potencial competitivo do AMR26. A equipa invocou ainda a experiência de Stroll na Fórmula 1, o conhecimento prévio do circuito de Albert Park e o facto de a ausência em pista se ter devido a problemas técnicos na unidade motriz. Os comissários consideraram estes elementos convincentes e concederam a dispensa, permitindo a Stroll partir de 22.º e último, atrás de Verstappen e Sainz, que também largam do fundo após incidentes próprios.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

Deixe aqui o seu comentário

últimas F1
últimas Autosport
f1
últimas Automais
f1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado