Austin, Texas, palco do GP dos EUA de 2015. Era o primeiro ‘match point’ do ano, o primeiro GP em que Lewis Hamilton poderia assegurar antecipadamente o título e o que aconteceu aí, ainda hoje marca Nico Rosberg. Hamilton foi muito agressivo com Rosberg na primeira curva, o alemão reagiu, chegou à frente da corrida, mas depois cometeu um erro que decidiu esse Grande Prémio e o título.
Logo no final dessa prova foi visível a falta de harmonia entre os dois pilotos da Mercedes. Rosberg estava mesmo furioso, chegou a atirar o boné na direção do inglês, não festejou no pódio nem dirigiu a palavra a Paddy Lowe, para se lamentar publicamente pelo sucedido na primeira curva. Na altura, Toto Wolff admitiu que, “vamos deixar as cabeças arrefecerem e dentro de alguns dias vamo-nos sentar todos juntos para discutir o que se passou e o que fazer no futuro. Não foi fácil falar depois de Spa/2014 e não será fácil discutir o assunto agora, mas ao menos já começamos a ter alguma experiência destas situações…” A margem de manobra de Rosberg no seio da equipa continuou a diminuir com esse episódio, pois era cada vez mais claro que não tinha argumentos para o inglês na pista, tornando-se cada vez mais um segundo piloto de luxo, estatuto no qual não se sentia, visivelmente, nada confortável.
Por isso, não é de estranhar que ainda hoje fale nisso. Basicamente, o que fez foi agarrar-se a esses momentos, convertendo-os em ‘força’ para lutar: “Foi uma experiência horrível para mim perder o campeonato para o Lewis da forma que o perdi naquele dia. Passei dois dias a pensar sozinho no que tinha acontecido, e sinto-me orgulhoso de ter, como sempre, saído de um momento muito difícil, mais forte. Fiz isso da melhor forma e depois dessa corrida venci sete Grandes Prémios de seguida. E isso foi definitivamente um grande arranque para este título. Dei tudo o que tinha este ano, não ficou pedra sobre pedra quanto à minha determinação e em coisas a explorar que me pudessem ajudar a ser ainda melhor piloto” disse Rosberg que explicou onde começou a sentir verdadeiramente a sentir a pressão: “Foi após o GP do Japão, já que de repente vejo-me com 33 pontos de avanço e as contas a ‘dizer’ que podia ser segundo, segundo, segundo, e terceiro ou alguma coisa assim. Foi quando a pressão se tornou real, pois tinha uma grande chance de bater Lewis e vencer o campeonato.”










