O GP de Abu Dhabi de 2021 foi bom e mau ao mesmo tempo para a F1: ofereceu-nos um espetáculo e drama de exceção e ‘futebolizou’ quase ao extremo adeptos que não sabem o significado da palavra desporto.
Na sexta-feira, quando Lewis Hamilton saiu da pista com o seu Mercedes W13, num acidente forte em que o piloto ficou algum tempo dentro do carro, a festa laranja que foi feita na bancada mais perto, e provavelmente em todas as que tinham um ecrã gigante à frente, foi bem forte.
Mais de 50.000 adeptos holandeses foram à Áustria para a corrida deste fim-de-semana, que terá uma multidão estimada em 105.000 pessoas no domingo.
Lewis Hamilton disse que achou “surpreendente” que os adeptos tenham aplaudido um acidente, particularmente sem conhecerem o estado do piloto: “Estou grato por não me ter ferido, mas nunca se deve aplaudir um acidente de alguém. Os apupos não deveriam ter acontecido em Silverstone, embora não tenha sido um acidente, e não deveriam ter acontecido aqui”.
As coisas atingiram um nível ainda maior na Áustria. Existiram muitas queixas de assédio e racismo por parte de adeptos presentes na Áustria, vários adeptos publicaram comentários nos meios de comunicação social sobre o assédio que sofreram, incluindo o uso de calúnias homofóbicas e racistas.
Isso chegou “aos ouvidos da F1” que respondeu com uma declaração de que iria tomar medidas. “Fomos informados de relatos de que alguns adeptos foram sujeitos a comentários completamente inaceitáveis por outros no evento. Levantámos esta questão junto do promotor e da segurança e iremos falar com aqueles que relataram estes incidentes e estamos a levar esta questão muito a sério. Este tipo de comportamento é inaceitável e não será tolerado e todos os adeptos devem ser tratados com respeito”.
A F1 não gostou do que se passou com Verstappen em Silvertone, Hamilton na Áustria, como não gostou muita gente pelo mundo que sabe estar no desporto, e agora pretende discutir o assédio ‘inaceitável’ dos adeptos.
Vamos ver o que vai fazer…









