MotoGP sem público: “O que aconteceu na F1 é absolutamente inaceitável”

Por a 31 Outubro 2020 20:39

Duro! O Primeiro-Ministro, António Costa, disse há pouco em conferência de imprensa que o Grande Prémio MEO de Portugal de MotoGP não vai ter público nas bancas e a ‘culpa’ é do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1: “O que aconteceu na Fórmula 1 é absolutamente inaceitável e não se irá repetir”, disse, destacando a “incapacidade do promotor” na organização do GP de Portugal de Fórmula 1: “Ao contrário do que aconteceu em diversas outras atividades, de âmbito cultural, religioso, político e até mesmo desportivo, em que houve acontecimentos com público em que foi tudo bem organizado, e as regras foram todas cumpridas, e onde não houve problemas, o que aconteceu no Grande Prémio (ndr, de Portugal Fórmula 1, em Portimão) no fim de semana passado é absolutamente inaceitável e não vai repetir-se. Já foi comunicado ao Promotor que o próximo Grande Prémio de motos não terá público, porque já está revelada a incapacidade de organizar eventos com público e não podemos voltar a correr riscos”, concluiu.

Tal como já tínhamos referido, a DGS diz que aprendeu com a Fórmula 1: “Graça Freitas, Diretora Geral de Saúde disse que houve diferenças substanciais entre o que foi recomendado e o que realmente aconteceu, tendo daí tirado lições para o futuro. E o que isto significa: a DGS vai apertar o o laço, e “quem se lixa” pode ser o MotoGP”. E aí está a consequência.

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19 comentários

  1. Manuel Gonçalves

    31 Outubro, 2020 at 21:20

    E muito bem feito!… Quem se lixa é o povo que alimenta estas bandalheiras… agpra, assim “é melhor”!… Estes bandalhos nacionalistas que ostentam organizações só para a fachada, digam-me só isto:
    alguém do exterior que veio ver o gp e entrou no aeroporto de Faro, por acaso trazia algum documento (incluindo as equipas) com teste feito e autorização para entrar no pais!… Mas neste “burgo” só se pensa na economia

    • Pity

      31 Outubro, 2020 at 21:40

      Pensei que ia referir os adeptos P O R T U G U E S E S que andaram feitos salta-pocinhas, em vez de ficarem no seu lugar. Esses, é que tramaram aqueles que queriam ver o motogp. Provavelmente, alguns seriam os mesmos e, para esses é bem feito.

  2. Jorge Rosário

    31 Outubro, 2020 at 22:05

    Sendo um amante de todo o desporto motorizado tenho pena que se tenha chegado a este ponto, apontar o dedo ao promotor e dizer que foi incapaz de organizar correctamente o evento também é errado.
    O que aconteceu foi uma cadeia de eventos ao qual todos e refiro todos temos a quota parte na culpa.
    Eu trabalho perto do AIA e nos dias do evento as pessoas que se deslocaram para ver a prova foram poucas as que respeitavam minimamente as regras de segurança e distanciamento.
    Aqui a questão a meu ver é que antes de proibir publico nos eventos deve-se “educa-lo” porque nunca podemos esquecer que somos sempre a 1ª linha de defesa e não a policia, bombeiros, médicos, promotores ou governo…
    Pessoalmente queria ter ido já que nos últimos anos da F1 no Estoril estive lá mas não fui em parte não por minha causa mas por ter receio dos “outros”…
    Acreditando ou não na pandemia as pessoas sempre que vão a qualquer evento devem sempre respeitar minimamente as regras e recomendações de segurança e não agir de modo egoísta porque depois dá neste tipo de reacções…

  3. Lisboa

    31 Outubro, 2020 at 22:24

    Existem indivíduos que estiveram no AVANTE e que, curiosamente, contraíram Covid-19, mas dessa palhaçada ninguém fala e ninguém irá falar, pois o Governo precisava do apoio dos Porcuvistas para aprovarem o próximo Orçamento. Agora a culpa doa números que estão a subir desde o início de Outubro, é do Promotor do GP de Portugal.

  4. Lisboa

    31 Outubro, 2020 at 22:24

    Existem indivíduos que estiveram no AVANTE e que, curiosamente, contraíram Covid-19, mas dessa palhaçada ninguém fala e ninguém irá falar, pois o Governo precisava do apoio dos Porcuvistas para aprovarem o próximo Orçamento. Agora a culpa dos números que estão a subir desde o início de Outubro, é do Promotor do GP de Portugal.

  5. letsme

    31 Outubro, 2020 at 22:52

    Eu estive lá e curiosamente não tenho muito a apontar ao promotor. Os maiores riscos de contágio, a meu ver, foram devido à ação da GNR que amontoava as pessoas nas passadeiras antes de parar o trânsito e autorizar a passagem e nos aeroportos e aviões.

  6. Jó-nú

    31 Outubro, 2020 at 23:18

    Acontece que além das pessoas não terem o cuidado que deveriam ter, manter o distancianento dos outros, infelizmente existiram bilhetes vendidos sem respeitar essa distâncias, e mesmo bilhetes para os mesmos lugares ( pelo menos nas bancadas Portimão). E como é q se chega à porta com bilhete para liugar marcado e dizem que está cheio, e depois “ encaminham “ as pessoas para outraa bancadas!!! Pelo que percebi nalgumas bancadas (centrais e vips) correu bem
    – deve ter sido para a foto – mas noutras foi a confusão total, e falta de condições (comes e bebes uma vergonha), até tenso em conta os valores dos bilhetes e do que colocav à venda. Mas voltando à segurança a culpa é de todos, DGS e governo que permitem 30% da lotação (noutros eventos, em que até se consegue controlar melhor as pessoas, pavilhões e estádios p.e., no maximo até agora foi 10%) sem perceber se a organização consegue lidar com isso, a organização que fez o minimo possivel e criou condições inaceitáveis, e o publico que nalguns setores não teve o bom senso que faltou aos dois anteriores, mas bom senso das pessoas é aquilo que ae viu noa montes em Peniche a ver as ondas…Isto ou se proibe e fiscaliza ou então é à grande. Já agoar, era publico para F1 e MotoGp, mas no ELMS e outros eventos não, a sério que não percebo os critérios…

  7. Roger M

    31 Outubro, 2020 at 23:36

    E já agora já consultaram a taxa de mortalidade do vírus por numero de infetados no país? Muitos recusam-se a ir ver isso. E já agora o numero de pessoas que sofreram for falta de acompanhamento médico, desemprego, fome, depressão, suicídio…devido a estas intermináveis medidas de quarentena. Estas medidas cada vez mais draconianas tresandam a Comunismo por todo o lado.

    • manuel-jgswissoptigmail-com

      1 Novembro, 2020 at 9:49

      Concordo. Anda tudo em pânico por causa de uma doença que tem uma taxa de mortalidade de menos de 0,3 %.
      Outra notícia que vi nos pasquins do regime foi que 15 pessoas do staff da F1 ficaram infectadas em Portimão. Corri todos os sites da F1 e não encontrei nada!!!

      • NACT

        1 Novembro, 2020 at 10:08

        Quando lhe morrer alguem proximo, vai olhar para os 0.3% de outra maneira

        • Leonardo Lewenhart

          1 Novembro, 2020 at 10:50

          Sem dúvida que quando nos toca a nós a perspectiva muda, mas o comentário acerca da percentagem da taxa de mortalidade não deixa de ser válido e é importante para que sejamos racionais relativamente a este vírus em vez de emocionais.
          Muitas das medidas que estão a ser tomadas pelos governos estão a causar mais danos do que beneficios e o mundo não deve girar apenas a volta do Covid-19.
          A maior causa de morte a nível mundial são doenças cardiovasculares. Se formos a agir do mesmo modo drástico para prevenir mortes de doenças cardiovasculares devemos então banir de vez por exemplo a venda de tabaco, o consumo de enchidos, devemos limitar o consumo de sal a todos e obrigar a prática de exercicio fisico. “Ah mas doenças cardiovasculares não são contagiosas”, mas os hábitos são e fumar, beber, comer são hábitos que passam entre familias e amigos. A diferença é que não acontece num espaço curto de tempo e portanto o meu ponto é 100% válido.
          Devemos ser racionais em vez de emocionais e devemos pensar em todos os afectados com estas medidas, não apenas os 0.3% que morrem desta doença mas também com a maioria que vai sobreviver com os danos causados que no caso de doenças mentais podem ser irreversiveis.
          Um bem haja a todos e não deixem o pânico controlar as vossas vidas.
          O ciclo da vida inclui a morte e viver com esta noção ajuda a disfrutar mais de cada dia que temos neste mundo.

        • Jorge

          1 Novembro, 2020 at 11:52

          E a quem morreram pessoas pelos cuidados médicos que deixaram de existir devido à pandemia?
          Tendo em conta os números são bem mais pessoas nessa situação.

          • Roger M

            1 Novembro, 2020 at 12:26

            Muitos ignoram os reais números de vitimas devido à Covid-19, “devido” ao invés de “com” o vírus.

  8. Speedway

    1 Novembro, 2020 at 8:29

    Esta narrativa que nos cantam há 8 meses, estes governantes que se preocupam tanto com a nossa rica saúde é digna de registo ! Que bem que nos governam no aviário !

  9. NACT

    1 Novembro, 2020 at 10:01

    Acho graça a que se ponham culpas nas pessoas que mudaram de lugar e a quem esqueça o organizador. Dou dois exemplos relativamente à organização. Bancada da recta e Portimão 2. Se venderam 27500 de 90000 lugares isso significa que deveria ver 30% de lugares ocupados e 70% vazios. Ora o que vi seria, em Portimao 2 e recta da meta, 70 a 80% ocupados. Na Portimao 2 não havia filas vazias. Tinha pessoas a meio metro à frente e a trás. Terão sido penetras à revelia da organização? Como é possivel aparecerem pessoas na televisão a exibirem bilhetes de 300 euros e barradas na entrada? Algo funcionou muito mal e não foram só as pessoas que mudaram de lugar. Isto é uma vergonha para a Organização. De facto a pista é optima, mas a organização não acompanha a excelencia da pista. Mais, se alguem à minha volta, estava fora de lugar, nem vi chegarem outros espectadores a reclamarem pela ocupação indevida, nem policias a exigirem filas vazias nem ninguem da organização. Conclusão, venderam mesmo aqueles lugares consecutivos…

  10. Pedro Mendes

    1 Novembro, 2020 at 10:44

    Todos falam muito, mas ninguém se entende! A verdade é que houve agrupamentos exagerados de pessoas e o sistema montado pela organização não conseguiu impedir que tal acontecesse. O público devia respeitar as regras sim é verdade, devia ter-se mantido na sua cadeira e não sair nunca de lá, ok. Mas a organização deveria ter métodos que impedissem esses ajuntamentos. No final do dia a conclusão só pode ser uma. É que a organização não tem competência para lidar com um público desrespeitador. Se o público fosse muito civilizado talvez tudo tivesse corrido melhor…. mas não somos suíços nem escandinavos pois não ? Isso não é surpresa… então há que conseguir organizar sistemas que funcionem em Portugal e isso não aconteceu . E no MotoGP também não iria estar resolvido esse problema pois o promotor não tem essa experiência nem essa competência

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