MEMÓRIA: O grande fracasso de Frank Williams


Foi campeã do mundo várias vezes, com nomes como Alan Jones, Keke Rosberg ou Nigel Mansell, mas nos anos 70 a Williams era uma das ‘coitadinhas’ da F1. Tal como está rapidamente a tornar-se novamente…

Uma Fórmula 1 sem a Williams é hoje algo difícil de imaginar, embora cada vez menos a equipa conte para o ‘totobola’. Nos últimos anos os erros sucedem-se e na verdade, pior do que está, só mesmo se acabar.

Não há adepto da Williams que não tenha saudades de Frank Williams e Patrick Head. Mas não é a primeira vez que a Williams está assim, embora há 40 anos ninguém estranhasse.

A atual encarnação da equipa, a Williams F1 (ex-Williams GPE), foi fundada em 1977, tratando-se da segunda tentativa de criar uma equipa.

A primeira, a Frank Williams Racing Cars, teve uma história mais tumultuosa e sem final feliz.

Depois de algum sucesso na Fórmula 2, Williams deu o salto para a F1 inscrevendo um Brabham privado para o seu protegido, Piers Courage. O primeiro ano correu melhor que o esperado, com Courage a conseguir dois segundos lugares, o que lhe valeu um convite recusado para a Ferrari. Courage resolveu ficar com Williams, pois este conseguiu um contrato com a De Tomaso para 1970.

Infelizmente, Piers Courage morreu nos treinos para o GP da Holanda e Alessandro de Tomaso resolveu acabar com a parceria, obrigando Williams a voltar a um chassis cliente em 1971, adquirindo um March para Henri Pescarolo.

Em 1972, Williams conseguiu o patrocínio da marca de brinquedos Politoys para construir um chassis pela primeira vez, o FX3. O resultado foi que Pescarolo destruiu o carro nos treinos para a corrida de estreia.
Em 1973, Marlboro e Iso financiaram a construção de um novo carro, o FW, mas o dinheiro não chegou e Williams foi obrigado a usar pilotos pagantes até ao final de 1975, quando vendeu a sua equipa ao magnata canadiano Walter Wolf, mas mantendo o cargo de diretor por mais um ano, altura em que Wolf pôs Frank Williams na rua.
O pior é que em 1977 a Wolf começou a ganhar corridas, enquanto a nova Williams foi obrigada a começar do zero.

OPORTUNIDADES
Mesmo nos anos em que tinha uma nítida falta de sorte, Frank Williams quis continuar a dar oportunidades a muitos pilotos para se estrearem na Fórmula 1. Passaram por esta escola pilotos como José Carlos Pace ou Jacques Laffite, que depois tiveram sucesso na F1, bem como outros ases do volante que se deram melhor noutras disciplinas, como Gijs van Lennep (duplo vencedor de Le Mans), Graham McRae (campeão da Tasman Series) e Tim Schenken (fundador da marca Tiga).