Max Verstappen volta a atacar regulamentos: “Vai arruinar a Fórmula 1”

Por a 15 Março 2026 10:06

Max Verstappen lançou, em Xangai, aquele que foi um dos seus ataques mais duros ao atual regulamento da Fórmula 1, que considera responsável por um formato de corrida “terrível” e “artificial”.

O quatro vezes campeão do mundo abandonou o Grande Prémio da China por falha mecânica quando seguia em sexto, mas sublinhou que o seu desagrado com “o que são estas corridas” iria manter‑se mesmo que tivesse vencido.

Verstappen afirmou que o estilo de corrida criado pelas regras de 2026 é, na sua perspetiva, mais próximo de um jogo, do que de competição pura, descrevendo‑o como “tipo Mario Kart” e “não corrida”.

Segundo o neerlandês, as constantes alternâncias provocadas pela gestão de bateria — “passas com ‘boost’, ficas sem energia, eles passam‑te na reta seguinte” — transformam as lutas em pista numa “brincadeira” e não em disputas genuínas.

“Quem gosta disto não entende o que são corridas”

O piloto da Red Bull é de opinião que os adeptos que dizem apreciar este formato “não sabem o que são corridas”, defendendo que o atual modelo nada tem a ver com a essência da Fórmula 1. Em várias respostas, Verstappen insistiu que fala “em nome da maioria dos pilotos”, ainda que admita que alguns defendem o sistema por estarem a ganhar e não querem abdicar dessa vantagem.

Questionado sobre as disputas na frente, Verstappen minimizou o espetáculo, lembrando que as vitórias têm estado essencialmente nas mãos de Kimi Antonelli e George Russell, com Mercedes e Ferrari a resolverem as corridas após algumas voltas. Considera que os bons arranques da Ferrari apenas mascaram, por momentos, um pelotão “partido” e sem luta real pelo topo.

Regulamento “fundamentalmente falhado” e apelos a mudanças rápidas

Verstappen classificou o atual conjunto de regras como “fundamentalmente falhado”, defendendo que só pode ser melhorado “um pouco” e que a Fórmula 1 deveria ter ouvido os avisos dos pilotos já em 2023.

Na sua leitura, a insistência neste modelo poderá “acabar por arruinar o desporto” se a organização privilegiar a atração de público casual em detrimento da qualidade da competição.

O neerlandês lamenta ainda que um eventual regresso a motores V8 não possa acontecer já no próximo ano, considerando “doloroso” ter de conviver com este pacote durante mais tempo. Para Verstappen, o processo de mudança está preso em jogos políticos: algumas equipas sentem‑se beneficiadas pelas regras atuais e resistem a qualquer alteração profunda, mesmo que, na sua opinião, “não seja bom para o desporto”.

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1 comentários

  1. mariojscosta

    16 Março, 2026 at 9:38

    “Questionado sobre as disputas na frente, Verstappen minimizou o espetáculo, lembrando que as vitórias têm estado essencialmente nas mãos de Kimi Antonelli e George Russell”
    Mas em 2023 as disputas na frente, estavam entregues a quem?????
    Se não me engano apenas a ele próprio, não me lembro de ele estar MUITO chateado por isso.
    A atual F1 tem que melhorar, mas temos um ano para ver como corre.
    Em 2014 o domínio da Mercedes também era enorme.
    Como disse o António Felix da Costa, que os pilotos críticos dos atuais monolugares deveriam “ficar em casa”.

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