Max Verstappen pondera abandonar a Fórmula 1
Max Verstappen confirmou que está a considerar seriamente retirar-se da Fórmula 1. Após um frustrante oitavo lugar no Grande Prémio do Japão, o piloto neerlandês revelou que aproveitará as próximas semanas de pausa para refletir sobre o seu futuro na categoria, motivado pelo profundo descontentamento com os novos regulamentos técnicos introduzidos na temporada de 2026.
Atualmente com apenas 12 pontos somados ao fim de três fins de semana de competição e a 60 pontos de distância do líder do campeonato, Kimi Antonelli, a principal queixa de Verstappen não reside na falta de ritmo da Red Bull face aos líderes. Já passou por isso e recuperou ao ponto de lutar pelo título.
O problema central, assegura, é a fraca pilotagem e a falta de naturalidade dos novos monolugares, que obrigam a uma gestão extrema de energia em detrimento da velocidade pura.
A frustração em pista e a gestão de bateria
Durante a corrida em Suzuka, onde partiu do 11º posto, a frustração do neerlandês atingiu um ponto crítico. Ao ser ultrapassado com facilidade pelo antigo companheiro de equipa Pierre Gasly (Alpine), Verstappen chegou mesmo a acenar ironicamente ao francês.
“De repente, vou cinquenta quilómetros por hora mais devagar”, explicou o piloto de 28 anos, detalhando as limitações mecânicas. “Já na China fiquei preso atrás de muitos carros. Simplesmente não consegues fazer uma ultrapassagem a sério. Sim, podes ultrapassar, mas depois ficas sem bateria para a secção seguinte.
Tento rir-me disso, porque estar sempre frustrado também não ajuda.”
A impossibilidade de extrair o máximo do carro tem levado Verstappen a questionar a sua continuidade no ‘Grande Circo’ que é a Fórmula 1. “Aceito facilmente estar em sétimo ou oitavo (…), mas quando não desfrutas de toda a fórmula por trás disso, não parece natural para um piloto de corridas”, sublinhou à BBC, acrescentando que pondera se “vale a pena” continuar ou se prefere passar mais tempo com a família e os amigos.
Jos Verstappen alerta para a perda de motivação
Os receios sobre uma possível saída precoce da Fórmula 1 foram adensados pelo pai do piloto, Jos Verstappen. Em declarações ao jornal De Telegraaf, Jos confirmou que os novos regulamentos estão a afastar o filho do limite e a retirar-lhe o prazer de conduzir.
“Correr nestes carros não o desafia. Para ser sincero, temo que o Max perca a motivação”, admitiu. “Ele costumava achar que correr num carro de Fórmula 1 era a melhor coisa do mundo, mas agora estou bastante pessimista.” Jos espera que a direção da F1 ouça o descontentamento e promova “mudanças significativas na próxima época”.
Reuniões decisivas na pausa de abril
O futuro a curto prazo da competição será debatido durante a pausa de abril, antes do Grande Prémio de Miami, período em que as equipas e a F1 vão discutir eventuais alterações aos regulamentos de 2026. Verstappen espera que os encontros resultem em “carros um pouco mais fáceis de conduzir”.
Até lá, o tetracampeão vai afastar-se do ambiente do paddock para avaliar as suas opções, admitindo desde já o interesse em participar nas corridas de qualificação para as 24 Horas de Nürburgring, procurando fora da Fórmula 1 o desafio puro que sente ter perdido na categoria rainha.
FOTO Getty Images/red-bull-content-pool
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





[email protected]
29 Março, 2026 at 13:02
Não sou “fã” do Verstappen… mas neste assunto não posso estar mais de acordo!
mariojscosta
29 Março, 2026 at 14:02
Como disse o António Felix da Costa “quem não gosta destes regulamentos que fique em casa”.
Ainda me lembro quando o Lewis Hamilton se queixou do “porpoising” as reações foram, que ele era um “calimero”.
gearless02
29 Março, 2026 at 17:00
Infelizmente o Felix já nos mostrou que o seu forte não está entre as orelhas…
Nada se pode sobrepor à segurança, e neste momento, a segurança está em risco.
Para além disso, o politicamente correcto do tudo eléctrico, sabe-se lá de onde virá a electricidade, ou melhor, não interessa… não se pode impor a todos os desportos.
Porquê a F1? E as motos? Não poluem? E os barcos? Não poluem? E por aí adiante…
Há uma guerra aberta ao automóvel, como se fosse o mal maior de todos os males… e pior ainda, temos de aturar estes iluminados…
Pity
29 Março, 2026 at 18:22
Para quem ainda não percebeu, AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS SÃO UMA REALIDADE, basta ver como foram os meses de janeiro e fevereiro no nosso país.
O CO2 é um dos maiores contribuintes para isso, pelo que é primordial diminuí-lo ao máximo.
Claro que os carros não são os únicos, nem os maiores poluidores, mas tem de se começar por algum lado. A F1 sempre foi um laboratório para os carros de estrada, pelo que é normal que continue a procurar soluções, cada vez mais eficientes.
Exageraram com este regulamento? É possível. Na teoria estará certo, só que as baterias precisarão de ser mais desenvolvidas, para aguentarem uma volta sem que aconteça o que aconteceu hoje.
gearless02
29 Março, 2026 at 20:00
Oh Pity, vá lá estudar um pouco e páre de gritar.
Por acaso faz alguma ideia da proporção de CO2 na atmosfera? Reduzi-lo ao máximo?!!!
Se não faz ideia eu digo-lhe… o CO2 é 0,042% da atmosfera. Agora faça lá as contas e veja como reduzi-lo.
E já que vai estudar, vai aprender que as alterações climáticas (ninguém as ignorou, apenas não aceitamos as agendas que dizem que é o CO2) são cíclicas e devem-se muito mais à inclinação do eixo da Terra, do que a outra qualquer coisa.
Se não percebeu eu também posso gritar…
Pity
29 Março, 2026 at 20:37
gearless02, eu não gosto de gritar mas, infelizmente, com este novo modo de comentários, não podemos usar o sublinhado ou o negrito, pelo que só me resta utilizar as maiúsculas, quando quero destacar uma palavra ou frase.
E já agora, os gases de efeito de estufa, também são culpa da inclinação do eixo da terra? Ou serão do excesso de poluição?
Ricfil
29 Março, 2026 at 21:06
Existem outras formas de usar mecanismos que poluam menos. Sendo os combustíveis sintéticos uma possibilidade gritante que deve ser tida em conta a SÉRIO, e na qual deve ser investido desenvolvimento e pesquisa. Desta forma consegue manter-se os motores de combustão interna (infinitamente mais interessantes também para a competição do que elétricos ou híbridos).
Veja-se os exemplo de Vettel com os seus carros Williams FW14B e Mclaren MP4/8, onde ele nas demonstrações que fez usou combustíveis sintéticos e aquilo atrai atenção de pessoas a quilómetros de distancia.
A produção não chega para todos? Talvez, mas ainda assim, prefiro mil vezes ver corridas com metade das voltas (se tivesse que ser) com carros com motores de gente grande – a consumirem esse tipo de combustivel – do que as atuais – com aquelas aberrações a que chamam motores.
gearless02
29 Março, 2026 at 22:27
Ok Pity, explicação aceite. Sem stress.
Em relação à poluição e aos gases de estufa, aí estamos a falar de coisas diferentes. Curioso que, os mais importantes são o vapor de água, o metano, o óxido nítrico, o ozono, os clorofluorcarbonetos e o CO2. Mas o CO2 apenas conta com os seus 0,042%. Pelo que a treta da pegada de carbono, o efeito de estufa do carbono, não tem quase nada a ver com o CO2, mas com todos os outros compostos de carbono.
Agora, existem estudos publicados muito interessantes que deitam por terra a agenda do CO2… estes estudos demonstraram que o CO2 é um gás fundamental à vida, e que o seu aumento faz proliferar a vegetação. Aliás aqueles estudos, com efeito de CO2 em concentrações muito superiores ao encontrado actualmente na atmosfera, proporcionaram crescimento mais intenso e com vegetação mais viçosa, do que na concentração actual. O grande regulador do CO2, nunca será o eléctrico, mas sim a mancha verde do planeta, que tem vindo a desaparecer e não é por causa do automóvel. Bem, na região asiática, ultimamente está a ser dizimada para exploração do lítio… curioso, não é?
Os maiores produtores de metano, vapor de água e ozono, são, para os primeiros, os aviões, e para o ozono, o sol. Quanto ao sol, estamos conversados, nada poderemos fazer. Agora aos mais de 40000 voos diários de aviões comerciais neste mundo, poderíamos agir.
Como vê, transformar o automóvel e a pretensa F!1como laboratório (outra falácia) para o dia-a-dia, é apenas para cumprir a agenda dos construtores de automóveis que encontraram a maneira de fazer mais dinheiro. Para além de todo o rol de empreendimentos pagos que se lhe colam…
Thor
29 Março, 2026 at 22:46
Não gosto muito do Verstappen sobretudo por algumas atitudes em pista, mas neste caso tem razão. Ultrapassagens artificiais, horrível.
Já agora, um avião produz a poluição de quantos veículos. É que preocupação sobre isso…
Thor
29 Março, 2026 at 22:47
Não gosto muito do Verstappen sobretudo por algumas atitudes em pista, mas neste caso tem razão. Ultrapassagens artificiais, horrível.
Já agora, um avião produz a poluição de quantos veículos? É que preocupação sobre isso…