Mario Andretti: “Os gloriosos dias da Fórmula 1 são agora”
Contra a corrente, em entrevista ao diário espanhol el Pais, Mario Andretti revelou ser de opinião que ao contrário do que muita pensa “os gloriosos dias da Fórmula 1 são agora”. O Campeão do Mundo de Fórmula 1 de 1978, que correu desde o final dos anos 60 até ao início dos anos 80, não é de opinião que aqueles tenham sido os melhores anos da F1: “Haverá sempre gente que dirá que, naqueles tempos é que era”, mas o italo-americano que conta agora com 75 anos diz que “prefiro olhar em frente, gosto da enorme popularidade que tem agora a F1 em todo o Mundo e a sua tecnologia de ponta. No meu tempo, vimos coisas muitos boas, e grandes pilotos, mas como tudo na vida, a modalidade progrediu e eu adorava ser quarenta anos mais novo e poder ser piloto agora. Sou de opinião que os campeões de agora teriam sido campeões noutras décadas, mas também penso que o contrário também era provável. A única diferença é que tínhamos carros e circuitos menos seguros que hoje em dia.”
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Macedo
10 Fevereiro, 2016 at 19:38
Finalmente alguém que não vem com a conversa da treta do ‘antes é que era’. Uma lufada de ar fresco, finalmente. Muitos dos que dizem que a modalidade está morta, esperem até que a Ferrari comece a dominar ou até que tenhamos temporadas competitivas como por exemplo de 2005 a 2010/2012 e aí quero ver se dizem o mesmo. Por termos uma equipa que domina por completo a F1 atualmente só são apontados os pontos negativos, da mesma forma que quando houver competitividade serão apontados os pontos positivos ou, muito mais provavelmente, não será apontado nada.
Ice77
11 Fevereiro, 2016 at 9:30
Se o problema fosse só a Mercedes a dominar…
Como é possivel dizer que estes são os gloriosos dias da F1 quando maior parte das ultrapassagens são artificiais, através do uso do DRS? Com regulamentos ridiculos que penalizam os pilotos por tudo e por nada, com Tilkedromos cada vez mais feios, com pneus que tornam os pilotos os “poupadores de borracha”.
É por isso que as pessoas dizem “antes é que era”, porque antes sim havia competição, isto agora é uma brincadeira de miúdos.
ZOA
11 Fevereiro, 2016 at 14:04
Tretas dizes tu, então porque vais buscar épocas antigas e não valorizas estas ultimas??
Aqui não há tretas é a realidade, a formula 1 está mais que morta e não são muitos que dizem a perca de adeptos está no auge, fora os que viam e agora não passam cartão por haver mais competições interessantes.
As épocas de 2005 até 2012 se achas que foi o ex-libris de competitividade então dá uma olhadela aos resumos das épocas anteriores até meio de 2001.
O problema não é teres uma equipa a dominar, é sim mais grave do que isso, tens campeonatos desinteressantes, carros telecomandados electrónicos completamente aborrecidos, circuitos artificiais em sítios menos interessantes e regras castradoras de rivalidades minimamente sérias, poucos construtores, comentários fúnebres e ignorantes na Tv e por fim ESTÀ A DEMORAR DEMASIADOS ANOS A REFORMULAR!!
Os melhores anos da formula 1 foi quando dava em canal aberto, era mais humana, com ambiente de categoria Rainha com muitas polémicas dentro da pista e não fora dela, pois isso de carros a dominar não importa, desde que haja rivalidade séria, não troco nada em 1996 ter ouvido os V8 V10 e V12 a gritar no Estoril, agora gramar este deporto conforme está nem pensar.
Queremos pilotos agressivos a correr contra pilotos pelo 1 lugar, não com ciborgues piegas, que andam a poupar pneus e combustíveis em circuitos plásticos com resultados previsíveis.
Patuleia
11 Fevereiro, 2016 at 15:13
amen!
Márcio
18 Fevereiro, 2016 at 18:41
Nem mais!!!
makkinen
11 Fevereiro, 2016 at 0:12
Este”artista”só foi campeão,porque em 1978 o contrato na Lotus assim o permitiu…ou tinha sido”arasado”pelo Ronnie.
Cágado1
11 Fevereiro, 2016 at 19:54
Esse artista já tinha sido um piloto em foco no ano anterior, qdo tinha a seu lado o rápido e promissor Gunnar Nilsson. Os comentário que desvalorizam a sua vitória são totalmente injustos.
Cágado1
11 Fevereiro, 2016 at 19:55
Grande Mario, assim é que é, em vez de puxar a brasa à sua sardinha aceita aquilo que é uma verdade evidente: todas as épocas têm o seu valor.
ligier
12 Fevereiro, 2016 at 18:57
Percebo o Mario Andretti que para mais correu naquela época e portanto sabe do que fala. No entanto não posso concordar com ele. A Fórmula 1 1 era um teste muito mais físico na altura em que Mario correu e foi campeão. Esse glamour e verdade desportiva que a categoria viveu naqueles anos é agora irrecuperável. O Lotus com que ele foi campeão do mundo inaugurou na altura aquilo que se poderia designar como tecnologia de ponta da aerodinâmica: o efeito de solo. Foi o director técnico de Chapman que o descobriu por acaso num teste de túnel de vento e a partir daí a fórmula 1 nunca mais foi a mesma. Vieram o turbo, a suspensão activa, a caixa automática. Uma corrida tecnológica que teve o epílogo no que vemos hoje. Obsessão pela tecnologia sempre existiu, temos é que a relativizar aos anos que estamos a comentar. O problema é que a emoção e incerteza desapareceram, e é isso que faz a diferença para pior na fórmula 1 de hoje. Portanto nada contra a tecnologia de hoje, só contra a rigidez de regulamentos e os circuitos artificiais.
Mansell foi campeão com o Wiiliams FW 14 B activo, provávelmente o mais perfeito carro de sempre – relativamente aos adversários – e nem por isso a época deixou de ter emoções, porque não havia DRS e as pistas estavam desenhadas de forma a permitir ultrapassagens.
Agora não.
Super Danilo F1 Page
13 Fevereiro, 2016 at 2:00
Bom…nos 2000 dizia-se que os anos 80 e 90 foram os melhores e atualmente sentimos falta dos campeonatos enfadonhos dos anos 2000. Eu concordo também que desde o ano passado a F1 está pior do que nunca. Pelo menos antes mesmo com Schumacher vencendo tudo, tinhamos pilotos agressivos pilotando com agressividade. Os carros eram seguros tanto quanto são hoje, porém mais agressivos e com o belo som do v10. Aqui no Brasil o pessoal prefere as corridas antigas por causa dos pilotos de ponta brasileiros, mas acho que o problema não é apenas esse. A F1 vive seus momentos de glória financeiramente. Mas a popularidade é a pior da história e acho que isso só vai piorar.
http://www.superdanilof1page.com.br/opniao/7-coisas-esperar-f1-no-futuro.php
ligier
13 Fevereiro, 2016 at 13:10
Sem dúvida. Percebo a vossa saudade de 86 e 87 com Piquet e Senna degladiando-se pelo protagonismo. Foram pilotos excepcionais e Senna o meu preferido de sempre. A fórmula 1 antiga vai sempre parecer mais interessante para alguns, e eu sou suspeito nessa opinião. Mas é indubitável que está menos interessante agora. DRs Kers e quejandos não teem rigorosamente piada nenhuma. Então se os reabastecimentos regressarem ainda pior. Os pilotos deviam ter liberdade de escolher os pneus que vão usar e se querem ou não parar para trocar para um novo jogo. A táctica de corrida do piloto é algo que simplesmente desapareceu. Ver Prost a ganhar em San Marino 85 e 86 simplesmente porque poupou o carro, combustível e pneus, andando rápido ao mesmo tempo, é impensável hoje em dia. Felizmente fui um desses privilegiados…
Hoje, Prost ou mudava radicalmente de postura não ganharia uma corrida.
Super Danilo F1 Page
13 Fevereiro, 2016 at 20:29
Ola!! Na verdade eu conheço muito poucas corridas dos anos 80. O Senna eu acompanhei a partir de 1992 e 1993. Recentemente eu assisti a todas as corridas de 1993. Muitas corridas boas, mas outras terrivelmente chatas com o domínio total do Prost. Em 1994 e 1995 também corridas bem sem graças com uma outra exceção. Mas parece que as corridas atuais conseguem ser ainda mais chatas. E bem mais chatas! Sem equilíbrio, sem agressividade, sem uma ultrapassagem legal, sem nada. Ah não ser quando está chovendo e olha lá!