A Ferrari voltou a colocar um monolugar na frente da tabela de tempos, mas é a Mercedes que continua a impressionar com a fiabilidade do seu W07.
Kimi Raikkonen colocou a Ferrari na frente da tabela de tempos pela terceira vez esta semana, no último dia de testes de Barcelona desta semana, mas foi novamente a Mercedes que realizou em pista o trabalho mais impressionante, já que o novo W07 completou mais 185 voltas, sem quaisquer problemas – quase três distâncias de corrida – com Hamilton e Rosberg novamente a partilhar o carro para ‘cuidar’ do físico.
Raikkonen rodou com todos os compostos de pneus da Pirelli e realizou, naturalmente, o melhor registo do dia. Tendo em conta a altura em que realizou o seu registo com pneus ultra macios, com a pista menos ‘rápida’, ficou a 0,6s do registo de Vettel na 3ª feira, também conseguidos com os pneus ultra-macios. Portanto, a Ferrari foi a mais rápida em três das quatro sessões, mas a Mercedes é que deu fortemente nas vistas, não tanto pela rapidez, que nem sequer tentaram evidenciar, mas pela fabulosa endurance, resistência e fiabilidade do seu W07. A Mercedes prosseguiu o seu programa baseado nas séries longas de voltas com pneus médios, com a fantástica fiabilidade do W07 a permitir que Lewis Hamilton completasse 99 voltas e Nico Rosberg somasse mais 85 à tarde, levando a equipa a totalizar mais de 3000 km, sem o mais pequeno problema técnico a atrasar o programa.
Tal como era esperado, a Mercedes surgiu com a nova asa dianteira, e um nariz que suscitou muita atenção no pitlane tendo em conta a sua complexidade e detalhe. Para além disso, o muito esperado S-duct no nariz do carro, e uma nova e radical asa para trabalhar em conjunto. Mas esta nova asa, ligada ao nariz através duma seção muito pequena, que não terá mais do que 3 cm, tem ainda que passar nos testes de impacto da FIA, portanto, a não ser que a Mercedes consiga fazê-lo antes de Melbourne, a sua estreia pode ter que ser adiada algumas semanas.
Se na 4ª Feira a atenção tinha estado focada no novo desenhado do fundo plano e na área em frente dos flancos, no último dia foi a vez das derivas da asa dianteira, que mostraram claramente como deverá funcionar a aerodinâmica no W07. Como se pode calcular, Hamilton estava contente no final do dia com o trabalho efetuado, e está confiante que há muito para vir do W07: “Foi uma semana incrível para nós e a equipa antes de vir para cá previa realizar qualquer coisa como 800 Km de testes. Têm sido dias loucos porque isto nunca foi feito no passado. O carro parece fantástico não conhecemos o seu ritmo ainda, mas já podemos assegurar que está pronto para disputar toda a distância dos Grandes Prémios. Portanto, metade da luta está cumprida. De qualquer modo não me parece que seja lento. Com a confiança que tenho na equipa, estaremos sempre a evoluí-lo, pois surgem sempre com novas ideias, sempre a forçar os limites e é o que tens que fazer para ser o melhor”, disse Hamilton.
Nico Rosberg, que pilotou de tarde, não igualou o registo de voltas do seu companheiro de equipa mas com a pista melhor bateu-o por 0.1s e estava também feliz com o progresso do novo W07: “A fiabilidade está boa, o carro é rápido e está lindo! Se olharmos bem para ele há ali grande inovações e é bom ver o progresso e onde chegámos como equipa. Se olharmos cinco anos para trás não era possível este nível de inovação mas agora há tanta coisa diferente que nos coloca na frente do ‘jogo’. Não digo que sejamos os mais rápidos, mas há muita coisa boa neste carro e é impressionante” disse o alemão, como se percebe muito feliz com o correr dos acontecimentos.
Luis Vasconcelos










