É oficial! A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1, confirmou a compra de 86% dos direitos do MotoGP por 4.2 mil milhões de Euros.
Os proprietários da F1 concluíram a aquisição de 86% do MotoGP, marcando uma mudança significativa no panorama do desporto automóvel. Com este acordo, os atuais proprietários da Dorna mantêm apenas 14% da propriedade do mundial de motociclismo. Esta aquisição vai além do próprio MotoGP, abrangendo outros ativos da Dorna, incluindo as categorias júnior do MotoGP e Superbikes, mantendo Carmelo Ezpeleta o seu lugar de diretor executivo da competição.
A transação atribui um valor substancial à Dorna e ao MotoGP, totalizando 4,2 mil milhões de euros, com um valor patrimonial de 3,5 mil milhões de euros, sublinhando a crescente influência e alcance da Liberty Media na indústria do desporto automóvel.
“Estamos entusiasmados por alargar a nossa carteira de ativos líderes em desporto e entretenimento ao vivo com a aquisição do MotoGP”, afirmou Greg Maffei, Presidente e Diretor Executivo da Liberty Media. “O MotoGP é uma competição mundial com uma base de fãs leais e entusiastas, corridas cativantes e um perfil financeiro altamente gerador de fluxo de caixa. Carmelo [Ezpeleta] e a sua equipa construíram um grande espetáculo desportivo que podemos expandir para um público global mais vasto. O negócio tem vantagens significativas e pretendemos fazer crescer o desporto para os fãs do MotoGP, as equipas, os parceiros comerciais e os nossos acionistas”.
“Este é o próximo passo perfeito na evolução do MotoGP, e estamos entusiasmados com o que este marco traz para a Dorna, para o paddock do MotoGP e para os fãs das corridas”, disse Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna. “Estamos orgulhosos do mundial que desenvolvemos, e esta transação é um testemunho do valor do desporto hoje em dia e do seu potencial de crescimento. A Liberty tem um historial incrível no desenvolvimento de ativos desportivos e não podíamos desejar um parceiro melhor para aumentar a base de fãs do MotoGP em todo o mundo”.
Espera-se que a aquisição seja concluída até ao final de 2024 e está sujeita à receção de autorizações e aprovações por parte das autoridades da concorrência e da lei de investimento estrangeiro em várias jurisdições.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA











