Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) venceu pela primeira vez na F1. Depois de vários – chegou à F1 em 2019 – anos e 15 pódios, o piloto da McLaren vence uma corrida em que um Safety Car, aliado a um erro de Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda) na chicane que lhe danificou um pouco o monolugar permitiram que pela segunda vez este ano não seja o neerlandês a vencer.
Depois da saída do Safety Car de pista pensava-se que rapidamente Verstappen iria pressionar Lando Norris, mas não foi isso que sucedeu, mas sim o piloto da McLaren logrou afastar-se um pouco mais a cada volta que passava, ficando claro que desta feita era o seu dia. Uma grande vitória – com alguma sorte, também – mas inteiramente merecido.
A McLaren já não vencia um Grande Prémio desde Monza 2021.
Max Verstappen foi segundo na frente de Charles Leclerc (Ferrari SF-24) com Carlos Sainz (Ferrari SF-24) em quarto.
Sergio Pérez (Red Bull RB20/Honda) foi quinto e fez uma corrida apagada depois do erro na partida.
Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15) foi sexto e a fechar o top 10 ficaram Yuki Tsunoda (RB VCARB 01/Honda), George Russell (Mercedes F1 W15), Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes) e com alguma surpresa Esteban Ocon (Alpine A524/Renault).
Lando Norris fez uma grande corrida, que começou em sexto, passou algum tempo atrás do Red Bull.
Na volta 20 começou a atacá-lo, e como atrasou a sua ida às boxes ficou na frente da corrida. E foi aí que teve sorte, porque foi nessa altura, enquanto os homens da frente iam trocando pneus, o Safety Car entrou na na volta 28 devido ao acidente de Magnussen e Sargeant, o que permitiu a Lando Norris ir às boxes e ficar na frente da corrida.
Houve alguma confusão com o Safety Car, que teve de diexar passar todos os carros, mas o piloto da McLaren ficou na frente e quando a corrida se reiniciou, depressa começou a afastar-se de Verstappen que se queixa que o carro “não virava”.
Nas primeiras voltas a margem estabilizou em 1.5s, mas na 37 já era 2.296s, na 39, 2.590s, na 44, 3.312s e aqui já se tinha percebido que Verstappen não tinha condições de ir ‘buscar’ o McLaren. E assim foi, com a diferença final a cifrar-se em 7.612s.
Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda) foi segundo e não venceu pela segunda vez este ano, só que hoje, terminou a corrida o que é uma novidade, chegar ao fim e não vencer.
Arrancou bem, foi para a frente, cedo foi alargando a margem que não era muito grande face a Oscar Piastri. Eram 3.026s na volta 16, mas na volta 22, Verstappen falhou a chicane e levou com ele o ‘meco’ que delimitiva a chicane e com isso danificou ligeiramente o seu RB20. O Virtual Safety Car ‘entrou’ na volta 23 foi à boxe e na volta 39 já se queixava que o “carro não virava, é um desastre”. Estava dado o mote para a derrota, que se confirmou. Há dias assim, mas de qualquer forma perdeu muito pouco no campeonato, só mesmo para Norris, ganhando pontos a todos os outros até pela Sprint que venceu.
Charles Leclerc (Ferrari SF-24) foi terceiro. Partiu muito mal, as rodas traseiras patinaram, mas teve a sorte do erro de Perez, e mais tarde foi passado por Piastri, rodando depois algums tempo atrás do McLaren. Estava a ter dificuldades com os pneus traseiros, e depois disso faltou-lhe sempre ritmo para mais, mas conseguiu gerir bem a corrida, aproveitou o Safety Car para se ‘recompor’ mas hoje não dava mesmo para mais.
Carlos Sainz (Ferrari SF-24) foi quarto, partiu bem, mas Perez passou-lhe à frente e com isso o espanhol voltou a perder a posição para Leclerc. Ficou por aí muito tempo, entretido numa grande luta com Oscar Piastri, na volta 24 estava 2.7s atrás do Mclaren, e na 34 a luta mantinha-se, muitas vezes roda a roda, até meteu investigações dos Comissários Desportivos pelo meio. Finalmente, na volta 40, Sainz passou Piastri, este tentou reagir, mas falhou travagem e ficou para trás. Sainz queixou-se logo a seguir de falta de downforce e por aí ficou até ao final da corrida. Hoje, os Ferrari estiveram claramente piores que os McLaren.
Sergio Pérez (Red Bull RB20/Honda) foi quinto e teve uma travagem para a primeira curva desastrada ao ponto de quase levar Max Verstappen consigo. Os pneus não devem ter ficado na bem e a verdade é que foi cedo às boxes, na volta 18, sendo o primeiro dos homens da frente a ir às boxes. Caiu para 10º mas recuperou até ao quinto lugar em mais uma corrida muito apagada.
Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15) foi sexto e lutou muito na corrida, teve várias lutas roda a roda com diversos adversários, novamente com os HAAS e mais tarde com o RB de Yuki Tsunoda. Na volta sete
Hamilton conseguiu ultrapassar Hulkenberg, subiu a sétimo, mas começando a corrida com pneus duros não deu para mais. Estranhamente foi cedo às boxes, e com médios fez um stint mais longo e bem melhor. Claro que foi ajudado pelo Safety Car na poupança dos pneus, na volta 35 passou Tsunoda, numa grande ultrapassagem, mas já não deu para mais. Como tem sido apanágio da Mercedes, muitos altos e baixos na performance do carro. É quase inexplicável como foi à boxe tão cedo com pneus duros, mas como não dava para andar mais depressa a Mercedes preferiu arriscar os médios mais tempo.
Yuki Tsunoda (RB VCARB 01/Honda) premiou a RB com um sétimo lugar, outro, depois do ter conseguido na Austrália e este é mesmo o melhor resultado da equipa até aqui em Grandes Prémios.
Oitavo posto para George Russell (Mercedes F1 W15), que perdeu lugares no início da corrida encetando depois uma boa recuperação. Apanhou Hulkenberg na volta 13, mas não conseguiu subir muito mais durante a corrida ficando a oito segundos de Tsunoda.
Mais perto ficou Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes) que terminou a 2.3s do piloto da Mercedes depois de uma corrida bem complicada pela falta de andamento da Aston Martin.
Boa surpresa foi o 10º lugar de Esteban Ocon (Alpine A524/Renault), o primeiro top 10 da equipa este ano, e logo com Pierre Gasly (Alpine A524/Renault) em 12º o que são sinais que as coisas estão a melhorar para os lados de Enstone.
Oscar Piastri (McLaren MCL38/Mercedes) foi 13º pois teve que ir às boxes depois de Sainz lhe ter ‘destruído’ a asa num encontro imediato frito da grande luta que estavam a ter.
Foi pena, porque poderia ter terminado bastante bem classificado .
Na volta 5 passou Leclerc, e assumiu o segundo lugar. Depois das passagens nas boxes ficou atrás de Leclerc, e em luta com Sainz, perdeu a posição na volta 40, tentou reagir, mas falhou travagem e logo a seguir perdeu posições para Perez e Hamilton, ficando claro que tinha a asa danificada e a corrida estragada.
Piastri não recuperou mais porque foi avisado pela McLaren para não provocar outro incidente e um período de Safety Car pois Lando norris liderava a corrida e o que a equipa menos precisava era de novo Safety Car. Depois de se ter destacado no Sprint, Daniel Ricciardo não conseguiu mais do que o 15º lugar no Grande Prémio, seguido por Valtteri Bottas (Kick Sauber) e Lance Stroll (Aston Martin), cuja luta com o Williams de Alex Albon lhe valeu uma penalização de 10 segundos por sair da pista e ganhar vantagem. Albon foi o último a terminar em 19º, atrás do Haas de Kevin Magnussen, que cumpriu nova penalização de 10 segundos devido a uma colisão com o piloto da Williams, Logan Sargeant, que colocou fora de pista. Um fim de semana para esquecer do dinamarquês.
A F1 prossegue em Imola, dentro de duas semanas.










