Imola quer garantir permanência do Grande Prémio no calendário da F1

Por a 14 Maio 2024 12:48

A organização da prova de Imola fará tudo para “resistir” no calendário da F1, apesar das propostas mais vantajosas de outros países fora do espaço europeu. 

O Grande Prémio da Emilia-Romagna ainda não tem o futuro garantido no calendário da Fórmula 1, mas a organização italiana quer que isso aconteça o mais brevemente possível, até porque há muitas opções fora da Europa com mais argumentos económicos prontas a ocupar um lugar que possa ficar vago. 

Em novembro do ano passado, o Presidente do Automobile Club d’Italia (ACI) afirmou ao La Gazzetta dello Sport que o país tem quase tudo acertado para se manter no calendário da competição durante “mais cinco anos”, tendo como objetivo assinar a renovação com a Fórmula 1 no final de 2024. Salientando que havia um acordo, Sticchi Damiani dizia que apenas faltavam “pormenores, para assinar um novo contrato que prevê a confirmação dos dois grandes prémios, em Monza e Imola, por mais cinco anos. Ter duas corridas no calendário até 2030 seria um feito extraordinário para o nosso país. Gostaríamos de assinar um pré-contrato até ao final de 2024”. 

Garantindo, nessa altura, que em Imola as autoridades regionais e um consórcio de empresas estão empenhados em manter o circuito na Fórmula 1, Sticchi Damiani insiste agora que ainda “há algumas discussões a ter com a Fórmula 1”, uma vez que “a situação é obviamente complexa”. O primeiro passo, admite “seria recuperar a corrida de 2023 para 2026”, referindo-se ao facto da corrida do ano passado em Imola ter sido cancelada devido a inundações e haver possibilidade de ser realizada em 2026, um ano depois do final do atual contrato com a F1. 

Stefano Domenicali confirmou a negociação com os promotores italianos das provas em Monza e Imola para renovar o contrato dos dois Grandes Prémios, mas sublinhava no ano passaod, a necessidade de existirem melhorias em ambos os circuitos, especialmente no de Monza. Por não haver ainda a certeza do que acontecerá, Sticchi Damiani relembrou que “há mudanças em curso, novos candidatos, alguns estão em risco. O panorama não é apenas nacional, é internacional e sobretudo europeu. É evidente que quando se fala em retirar os grandes prémios da Europa, pensamos naturalmente nos países que têm dois deles”. 

No entanto, Damiani diz que Imola está determinada a resistir no calendário da F1. “Stefano Domenicali sabe como estivemos disponíveis no ‘tsunami’ da covid, ajudando a garantir a atribuição de pontos completos na F1. Em tempos de necessidade, estivemos lá. Por outro lado, temos de tentar ser competitivos, tanto em termos da nossa oferta como da nossa hospitalidade”. 

Sobre o calendário da F1, o diretor-executivo da Liberty Media revelou recentemente, que a estratégia para capitalizar a forte procura mundial serve para aumentar o valor pago, colocando os promotores locais uns contra os outros. 

Uma vez que a F1 apresenta, atualmente, um calendário de 24 corridas, apenas uma corrida a menos do que o máximo permitido, Maffei salientou que o aumento do interesse mundial levou a um sentimento de “escassez” entre os potenciais promotores e que a Formula One Management (FOM) utilizou astutamente isso em seu proveito, para aumentar o valor das corridas existentes. 

Em conferência com analistas de Wall Street no início desta semana, o responsável da Liberty Media, que detém os direitos comerciais do mundial, explicou que “passamos de 18 ou algo assim, para este nível de 24 [corridas], sendo aquele em que não prevemos aumentar mais corridas, mas, na verdade, isso cria uma grande escassez de incentivos, para podermos colocar os promotores uns contra os outros  e não para tentar tirar partido deles, apenas devido à elevada procura que temos, tanto entre os fãs para participarem, como entre os promotores para organizarem um evento”. 

Maffei acrescentou que “conseguimos encontrar preços atrativos e bons aumentos. E continuamos a encontrar novos locais e novas localizações, que o consideram muito atrativo, dada a elevada procura que temos e dadas as oportunidades que sentem outros a procurar. Portanto, até agora, tudo bem com a promoção. Penso que continua a ser uma área em crescimento”.

Por seu turno, Stefano Bonaccini, presidente da região de Emilia-Romagna, garantiu que a prova se manterá no calendário. “Disseram-nos ser impossível trazer a F1 de volta. Disseram-nos que a Volta à França era impossível. Disseram-nos que a Taça Davis era impossível. O Grande Prémio continuará a realizar-se em Imola”, disse o responsável.

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