Hamilton volta a defender um Grande Prémio em África: Ruanda e África do Sul “bons” para a F1
Lewis Hamilton renovou, em Melbourne, o apelo para que a Fórmula 1 regresse ao continente africano, defendendo que o campeonato tem corridas em todos os outros continentes e questionando “porque não África”. O piloto afirmou que tem trabalhado “nos bastidores” há seis ou sete anos — “talvez há mais tempo” — junto de diferentes intervenientes para viabilizar um Grande Prémio africano e disse não querer abandonar a modalidade sem competir lá.
“Porque não África?”: pressão antiga e motivação pessoal
Confrontado por Nqobile Mahlambi (SuperSport Africa) sobre a cidade ou local preferido para receber uma corrida, Hamilton começou por contextualizar a sua ligação ao continente. “Tive o privilégio… já estive em 10 países em África. Ainda há muito mais para ver”, disse. O britânico recordou que a proposta tem sido analisada em vários países e que a discussão, na sua perspectiva, deveria ser inevitável: “Há uma [corrida] em todos os outros continentes, porque não África?”
Hamilton afirmou ainda que a ambição tem um carácter pessoal e de legado: “Não quero sair do desporto sem ter um Grande Prémio lá, sem poder correr lá.” O piloto acrescentou que tem acompanhado conversas sobre potenciais datas e admitiu sentir urgência. “Eles estão a definir certas datas e eu penso: ‘bolas, posso estar a ficar sem tempo’”, afirmou, antes de garantir que continuará no pelotão “por mais algum tempo” até isso acontecer.
Ruanda e África do Sul no topo das preferências
Hamilton destacou alguns países que mais o marcaram nas visitas recentes. “Adorei o Quénia. Não acho que vamos ter um Grande Prémio no Quénia, mas o Ruanda, particularmente, foi espectacular”, afirmou, acrescentando que foram “dois lugares” onde sentiu que poderia viver. O piloto incluiu ainda a África do Sul na lista: “A África do Sul é deslumbrante. Acho que esses são bons lugares para, potencialmente, irmos.”
Raízes africanas e mensagem sobre o futuro do continente
Hamilton justificou o empenho também pela sua herança familiar. “Sou meio africano”, disse, referindo “raízes” em diferentes locais, como Togo e Benim, e recordando que visitou o Benim no ano passado, além de ter passado por países como Senegal e Nigéria. “É algo de que me orgulho muito”, afirmou.
Numa intervenção mais ampla, Hamilton descreveu África como “a parte mais bonita do mundo” e criticou aquilo que vê como exploração histórica e presente. “Não gosto que o resto do mundo ‘seja dono’ de tanto [de África] e tire tanto dela e ninguém fale sobre isso”, afirmou. O piloto disse esperar que os líderes africanos se unam e “recuperem África”, chegando a mencionar explicitamente antigas potências coloniais europeias.
A declaração surge na semana de abertura de uma temporada marcada por mudanças técnicas profundas e por um calendário global que, até ao momento, continua sem uma prova em território africano. Para Hamilton, a ausência mantém-se difícil de justificar: “Estou a persegui-los: quando é que vai ser?
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