Realiza-se no Mugello a nona prova do Mundial de Fórmula 1. Já vamos na terceira tripla da temporada, e logo com uma novidade absoluta o Grande Prémio da Toscânia Ferrari 1000, que se realiza no Autódromo Internazionale del Mugello. Inaugurado em 1974, o circuito de Mugello, perto da cidade de Florença, é mais conhecido como a casa do Grande Prémio de Itália de Motociclismo, tendo sido o anfitrião desse evento em 30 ocasiões. O circuito será um dos mais rápidos do calendário da F1 deste ano, rivalizando com Silverstone e Spa-Francorchamps em termos de velocidades médias. A peculiaridade do circuito é que não tem curvas lentas ou zonas de travagem forte, e é pouco provável que os pilotos mergulhem abaixo da quarta velocidade em qualquer lugar do circuito. As duas curvas de Arrabbiata 1 e Arrabbiata 2, muito provavelmente vão ser feitas a fundo.
Para fazer face a uma combinação de curvas rápidas e asfalto abrasivo, a Pirelli leva os seus compostos mais duros para Mugello, com os C1, C2 e C3, também para proteger as equipas contra uma potencial degradação térmica exacerbado por tempo muito quente. A pista é estreita, face ao que estamos hoje em dia habituados na F1 e a natureza técnica do traçado são suscetíveis de dificultar as ultrapassagens, colocando um ónus extra nas decisões estratégicas.
Apesar de registar o seu pior resultado da época em Monza no fim-de-semana passado, a liderança de Lewis Hamilton no Campeonato de Pilotos manteve-se estável nos 47 pontos, com o companheiro de equipa Valtteri Bottas a passar para a segunda posição, depois de Max Verstappen ter registado o seu segundo abandono da época. A Mercedes, entretanto, aumentou a sua liderança no Campeonato de Construtores, graças à falha da Red Bull Racing em pontuar. A sua liderança ascende agora a 123 pontos. Atrás deles, a batalha é bastante mais intensa.
A McLaren alcançou o seu melhor resultado de conjunto desde 2014. Com isso, a liderança na corrida pelo o terceiro lugar foi ampliada, passando a diferença a cifrar-se em 16 pontos, em relação à Racing Point, que por sua vez tem uma vantagem de 11 pontos em relação à Renault. O duplo abandono da Ferrari em Monza, faz com que tenham caído ainda mais na batalha pelo terceiro lugar, e estão agora dez pontos atrás da Renault.












