O caldo parece mesmo entornado. Depois da controvérsia no GP do Brasil e do pedido de revisão do incidente requerido pela Mercedes ter sido rejeitado pela FIA, a Red Bull coloca de novo “lenha na fogueira” e ameaça os adversários com um protesto formal ao órgão que rege o desporto, por causa das dúvidas que têm em relação às asas traseiras nos carros de Brackley. Será uma reta final de campeonato de luta acérrima em todas as vertentes.
A Red Bull acredita que as asas traseiras da Mercedes permitem reduzir o arrasto produzido a alta velocidade, mesmo quando o DRS não está em funcionamento, uma questão já levantada à FIA por Adrian Newey e Paul Monaghan.
“Não tenham dúvidas, se virmos no carro aqui [no Qatar, n.d.r.] será protestado”, disse Horner na conferência de imprensa ao lado de Toto Wolff. “Será provavelmente, menos um significativo aqui, embora obviamente tenhamos visto novamente uma velocidade diferente em linha reta naquela sessão [primeiro treino livre em Losail], provavelmente uma diferença de 7 km/h entre os nossos carros, mas particularmente Jidá e Abu Dhabi podem ser uma situação como a do Brasil, onde o carro é simplesmente impossível de seguir”. Horner acredita que os adversários alteraram este componente na pausa estival para melhorar a sua velocidade, enquanto a Red Bull, e outras equipas, tiveram de alterar o desenho das suas asas traseiras, após a introdução de uma diretiva técnica, para reduzir a flexão da asa. “Há regulamentos muito específicos sobre isto. Obviamente que as diretivas que saíram antes do Azerbaijão tiveram um efeito. Penso que isto é algo ainda mais avançado, está escondido na forma como funciona, por isso é mais difícil de detetar a partir de uma câmara. Mas é possível ver o desempenho em reta desde a Hungria, e particularmente nas últimas duas provas, tornou-se exponencial. Isso diz-nos obviamente respeito. E é por isso que Adrian e Paul têm estado a discutir o assunto com a FIA”, acrescentou o responsável da Red Bull.
Sobre o tema, Toto Wolff respondeu apenas que na sua opinião “está dentro do que é permitido e, portanto, não faz mal”. Sobre a possibilidade de um protesto dos adversários, o chefe da equipa Mercedes disse apenas que “é assim que as coisas são na Fórmula 1″.












