GP Mónaco de F1: Vitória de Lando Norris, McLaren volta a vencer no Principado
Lando Norris (McLaren MCL39) estreia-se a vencer o GP do Mónaco de F1, dando a primeira vitória à McLaren desde 1998 no Principado. Charles Leclerc (Ferrari SF-25) bem tentou, mas não conseguiu melhor que o segundo lugar.
Terceiro lugar para Oscar Piastri (McLaren MCL39), com a corrida a terminar exatamente na ordem em que começou, com Max Verstappen (Red Bull RB21) em quarto lugar. Com este resultado, Lando Norris reduziu para três pontos a vantagem do seu companheiro de equipa na McLaren, Oscar Piastri, no campeonato.
Lewis Hamilton (Ferrari SF-25) foi quinto e o primeiro a fazer melhor do que estava na grelha, depois de partir em sétimo. Numa corrida em que as duas paragens nas boxes acabaram por não mudar muita coisa, houve muitas táticas de equipas com diversos colegas a tentarem-se ajudar ao manterem uma procissão atrás de si em pista de modo a dar espaço para que o colega fosse à boxe. O caso da Williams foi notório. No que diz respeito à luta pela liderança, a obrigatoriedade de duas paragens em nada mudou a luta pela liderança, mas sim levar a muitas táticas de equipa condenáveis no meio do pelotão, como já referimos.
Verstappen não teve ritmo para fazer melhor, mas a sua segunda paragem foi adiada ao máximo, na esperança de haver algum VSC ou mesmo Safety Car, o que lhe poderia ter dado uma paragem de ‘borla’. Não aconteceu.
Os quatro primeiros estavam juntos quando Verstappen foi às boxes pela segunda vez, caindo logicamente para o quarto lugar. Apesar da sua penalização, Lewis Hamilton manteve-se atrás de carros mais lentos até às primeiras paragens, mas a partir daí foi aproveitando bem e terminou em quinto.
Os Racing Bulls e os Williams usaram e abusaram da regra das duas paragens, Liam Lawson segurou o pelotão para permitir que Isack Hadjar, fizesse as suas duas paragens relativamente cedo, garantindo com isso o sexto lugar e na Williams, Carlos Sainz abrandou o ritmo para dar a Alex Albon espaço, com Albon depois a fazer o mesmo.
Quem não gostou nada foram os homens da Mercedes, que efetivamente estragaram as suas corridas na qualificação. George Russell e Kimi Antonelli cortaram a chicane evitando Albon, mas Russell não devolveu a posição e foi penalizado.
A Williams conseguiu uma dupla pontuação com Alex Albon e Carlos Sainz em P9 e P10, negando a posição aos Mercedes. O piloto da Haas, Ollie Bearman, recuperou bem da sua penalização de 10 lugares na grelha e de alguns momentos de ‘loucura’ na fase inicial da corrida, para chegar à bandeira axadrezada na 12ª posição, seguido pelos colegas estreantes Franco Colapinto (Alpine) e Gabriel Bortoleto (Kick Sauber). Bortoleto bateu nas barreiras em Portier, na primeira volta, depois de uma ‘discussão’ com Kimi Antonelli, mas recuperou para terminar logo à frente do Aston Martin de Lance Stroll, do experiente companheiro de equipa Nico Hulkenberg e do Red Bull de Yuki Tsunoda.
Antonelli foi o último a terminar em 18º, tendo completado as suas paragens nas boxes muito tarde na corrida, com Fernando Alonso a retirar-se para a Aston Martin devido a problemas de motor e Pierre Gasly, da Alpine, a desistir devido a um choque com Tsunoda à saída do túnel.
Filme da corrida
Não demorou muito a haver incidentes. Depois de Gabriel Bortoletto na primeira volta, depressa resolvido, na volta nove, Pierre Gasly despistou-se, bateu na travagem da saída do túnel, e teve de voltar às boxes, com um roda pendurada. As bandeiras amarelas foram mostradas, deixou cair alguns destroços, mas a corrida não foi interrompida.
No arranque, Lando Norris teve um bom começo, embora tenha tido que travar forte para manter Charles Leclerc atrás. Pouco depois, Bortoleto passou Antonelli por fora no gancho do hotel, mas o piloto da Mercedes reagiu e surpreendeu o brasileiro, que foi em frente para as barreiras. Houve VSC, vários pilotos foram às boxes, mas depressa a corrida recomeçou Na volta 10 Gasly bateu na traseira de Tsunoda à saída do túnel! Perdeu a traseira durante a travagem e bateu na traseira do Red Bull. A via das boxes fechou-se, pois Gasly estacionou perto da entrada, não conseguindo regressar à boxe da Alpine. Pouco depois o Virtual Safety Car terminou Tsunoda, Gasly e Bearman já fizeram a sua paragem. Mas houve um problema para Bearman, os pneus não estavam prontos e ele perdeu muito tempo. Norris continuava à frente de Leclerc, Piastri e Verstappen.
Na volta 16, Norris liderava, dois segundos à frente de Leclerc. Piastri estava a tentar aproximar-se, rodava a 3s do monegasco. E, olhando para os tempos, Lawson ‘recuou’ para criar aquele espaço para o seu colega de equipa ir às boxes na última vez. Bom trabalho de equipa dos Racing Bulls. Pouco depois mais paragens nas boxes – Alonso troca de pneus duros por… mais pneus duros. Ocon pára para mais médios. Eles saem atrás de Hadjar, fica tudo como estava.
Na volta 19 os quatro primeiros permaneciam em pista, ainda sem ir às boxes até que Hamilton entra e retorna… à frente de Hadjar! Ultrapassou Hadjar e Alonso, e o timing funcionou perfeitamente para o homem da Ferrari.
Na volta 20, Norris foi às boxes, Leclerc continua, e passou a liderar a sua corrida em casa. Piastri e Verstappen também passam pelas boxes. Norris coloca pneus novos numa paragem de 2,7s, enquanto atrás Hadjar vai às boxes pela segunda vez. Uma aposta. Norris regressa em quarto, à frente de Hamilton. Hadjar sai em oitavo, à frente de Lawson. Bom trabalho do colega de equipa. Logo a seguir a McLaren traz Piastri para tentar ultrapassar Leclerc, mas faz uma paragem lenta, 3.8s e as posições não mudam.
Na volta 23 Leclerc faz uma boa paragem de 2.0s e calça pneus duros novos e sai entre os dois pilotos da Mclaren. Verstappen passou a liderar a corrida de Norris, 10,5s entre os dois.
Na volta 25 nenhum dos pilotos da Mercedes tinha feito qualquer paragem ainda, ambos estão nos pneus duros e estavam em 12º e 13º neste momento. Por isso, estavam à espera de Safety Cars tardios.
Várias equipas a cumprir estratégias, por exemplo, na volta 27 Russell estava frustrado, com Sainz a abrandar – estava a criar um espaço para Albon à sua frente.
Pouco depois, Verstappen vai às boxes e regressa em quarto.
Na volta 30, alguns dos pilotos pararam uma vez, outros duas vezes e outros não pararam de todo. Ainda há muitas decisões estratégicas a tomar. Logo a seguir Ocon em P10 fez a segunda paragem, Hadjar em P7 fez o mesmo. Lawson, em P8, ainda não parou, pelo que estas ordens de equipa podem custar-lhe qualquer hipótese de pontuar aqui. Albon faz, finalmente, a sua primeira paragem nas boxes da corrida. Ele coloca mais pneus médios e sai em P10, assim que Leclerc o ultrapassa.
Norris ainda lidera na volta 34, muitos companheiros de equipa estão a ser solicitados para fazer um trabalho aqui, mas será que a McLaren vai pedir mais alguma coisa a Piastri? Norris lidera por 6,5s enquanto Leclerc perde mais tempo no tráfego, Piastri está mais 5,1s atrás e tem Verstappen a 2,1s. Nessa altura estava a correr bem para a McLaren – se Norris voltar às boxes, regressaria em quarto, atrás de Verstappen.
Hadjar rodava em sétimo e muitas atenções estavam viradas para o francês, o piloto que já fez as duas paragens obrigatórias. Na volta 38 três pilotos ainda não tinham ido às boxes, os pilotos da Mercedes e Sainz.
Logo a seguir, Alonso encostou o seu Aston Martin numa escapatória, e abandonou ccom muito fumo no carro. Na volta 40 Norris tem cinco segundos de vantagem sobre Leclerc, mas é-lhe dito para acelerar. Os Safety Car continuavam a ser um perigo. Piastri perdeu ainda mais terreno, esta corrida não está a correr-lhe bem. Albon vai às boxes pela segunda vez, a para Sainz a sua corrida foi sacrificada pelo seu colega de equipa. Albon faz uma paragem para os pneus duros, Lawson também faz uma paragem. Lawson regressa em oitavo, Albon em nono.
Na volta 43 Norris lidera com Leclerc, Piastri, Verstappen e Hamilton. Mas atrás, é muito interessante. Hadjar, em sexto, parou duas vezes, assim como Ocon, Lawson e agora Albon. O jogo de equipa tem funcionado muito bem para a Racing Bulls, com Lawson a ser salvo pelas manobras de Sainz.
Albon tenta aguentar o pelotão por Sainz, a Williams está realmente a jogar o jogo de equipa hoje – exceto que Sainz precisa de ir às boxes duas vezes, e não uma.
Piastri entra na volta 49 com uma paragem muito melhor desta vez. Ele coloca alguns médios e sai… Em quarto. Leclerc paral ogo a seguir, que sai bem à frente de Piastri. Depois é a vez de Norris, noutra boa paragem para a McLaren, com Norris a colocar mais pneus duros. Ele sai logo atrás de Verstappen, que passou a liderar.
Na volta 51 Russell ultrapassa Albon Russell mas fê-lo cortando a chicane. O que está a ser investigado. Russell é instruído a devolver a posição, mas diz que vai aceitar a penalização. Mas os Comissários Desportivos não gostam destas táticas e aplicam-lhe uma penalização de drive trought pelas boxes
Antonelli faz a mesma coisa, mas devolve o lugar. Tudo isto acontece porque Albon está a ir muito devagar para aumentar a diferença para Sainz. Russell tinha que ir às boxes duas vezes e também cumprir uma penalização por drive through e por isso iria cair bem na ordem.
Hamilton faz a sua segunda paragem para a Ferrari na volta 57, na volta 60 Verstappen estava a atrasar Norris e Leclerc, não só na esperança de que eles tropeçassem um no outro ou de um Safety Car. O que sucedeu foi Piastri juntar-se a ele.
Somente na última volta, a 78, Verstappen foi finalmente ir às boxes e Norris confirmou o que se esperava, o triunfo.
Atrás dos três primeiros, a paragem tardia de Verstappen nas boxes fez com que caísse para quarto, à frente de Hamilton em quinto. Hadjar foi um brilhante sexto, à frente de Ocon e Lawson. Albon e Sainz completaram o top 10, à frente de Russell, que de alguma forma manteve o P11, apesar do caos no último terço da corrida.
Graças aos dois pontos conquistados, a Racing Bulls passou a Aston Martin para o sétimo lugar da classificação, a apenas quatro pontos da Haas. A Williams continua com uma diferença considerável para o resto do pelotão, em quinto lugar, mesmo que hoje só tenha conquistado os pontos mais pequenos.

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simiao jms
25 Maio, 2025 at 18:56
Regras?… Quem pode pode!… Façam 5 paragens e com pneus de chuva se for o caso…. Vergonhoso.
Danny Ric Fan Club
25 Maio, 2025 at 19:26
Apenas duas notas acerca de um grande prémio tépido, para cujo interesse a regra das duas paragens em nada contribuiu. Não só não contribuiu como favoreceu tácticas antidesportivas.
A primeira é para manifestar a minha perplexidade pela táctica absolutamente absurda da Mercedes. Refiro-me ao momento das paragens, mas sobretudo à batota de ultrapassar cortando a direito na Nouvelle Chicane. Que tinha aquela gente na cabeça? Resultado: Russell fora dos pontos, Antonelli em último. Não se pode dizer que tenha sido uma táctica brilhante…
Outra nota: parece que alguns leitores ficaram iludidos com a proximidade do Leclerc em relação ao Norris nas ultimas voltas e imaginaram que o piloto da Ferrari tinha alguma hipótese de o ultrapassar e vencer a corrida. Pelos vistos, não se aperceberam que o Lando estava apenas a ser inteligente: em vez de destruir os pneus a tentar ultrapassar o Verstappen – o que, além de arriscado, seria inútil -, preferiu atrasar o Leclerc para que o Oscar Piastri se aproximasse e colocasse alguma pressão no piloto da Ferrari. Deviam ter percebido tudo isto pelo facto de o Norris ter aberto uma margem de 3 segundos em apenas duas voltas, depois de o Verstappen ter parado pela segunda vez.
Mas o que sobressaiu deste GP foi o fracasso de (mais) uma tentativa estúpida de aumentar artificialmente o «espectáculo». (Refiro-me, evidentemente, à obrigatoriedade de duas paragens.)
Pity
25 Maio, 2025 at 20:42
Sobre as ultrapassagens da Mercedes, penso que foi uma forma de protesto perante o ritmo demasiado lento do Albon, mas que não compensou, assim como não compensou esperarem pelo D. Sebastião (safety car), que não apareceu, tal como o nosso rei. De qualquer forma, dificilmente iriam pontuar.
Danny Ric Fan Club
25 Maio, 2025 at 22:24
Concordo que dificilmente iriam pontuar, atendendo às posições de que partiram, mas aquela táctica de retardar ao máximo as idas às boxes foi completamente disparatada. E as ultrapassagens na Nouvelle Chicane foram para tentar ganhar posições fazendo batota. Não há uma forma mais doce de o dizer. E só mandaram o Antonelli devolver a posição quando perceberam que o Russell, em lugar de ir ser penalizado em 10s, iria cumprir um drive-through (que era a única sanção possível para não beneficiar o infractor).
simiao jms
26 Maio, 2025 at 15:53
Claro
, essa do Norris/Leclerc/Piastri foi notório, só quem não esteve com atenção, até porque Norris tinha “duros” e Charles “médios” e com mais voltas rodadas….
Certíssimo.
Patucho10
26 Maio, 2025 at 16:34
Concordo! O Max é que retardou a paragem caso ele tivesse parado nas mesmas voltas que os 3 primeiros, o Lando dava uma volta de avanço ao Hamilton.
JoaoLima
25 Maio, 2025 at 20:50
Vou contra a opinião da grande maioria. Considero essencial a manutenção deste circuito icónico. Um Mundial tem que contar com todo o tipo de circuitos. Permanentes, semipermanentes, citadinos, rápidos, lentos, muito rápidos, muito lentos, longas rectas, poucas rectas, curvas rápidas, curvas lentas, etc
São 24 provas, tem que existir a maior variedade e não uma semelhança de tipo de circuitos.
asfonseca
26 Maio, 2025 at 11:13
O circuito é iconico, mas quando a corrida são os treinos, não faz sentido, têm que se criar uma zona que permita ultrapassar, senão só é giro para quem lá vai. na TV não tem interesse nenhum.
simiao jms
26 Maio, 2025 at 16:03
Quem lá vai tem apenas interesse por ser ao vivo, pq interesse algum é mais na TV, pelo menos vê-se tudo.
simiao jms
26 Maio, 2025 at 16:01
Já somos “2”… E muitos mais !… Este circuito sempre foi assim havendo “surpresas” qd chove ou há batidas!… Voltamos ao passado por muito que custe e aqui não há clubite:
Qd determinado piloto o consideraram o “rei” do principado, quantas poles/vitórias teve ou, quantas vitórias teve não tendo sido poles?….
… Mais não digo, o Mónaco é assim, sempre foi e continue no mundial. De referir, que nessas épocas não havia tanta competição e igualdade como hoje… Haviam 3 equipas o resto eram obstáculos móveis praticamente… Grosso modo.
Relembro para rematar:
As novas ideias de circuitos que aparecem por aí, quantos têm os tais pontos de ultrapassagem ” tão desejados”?
joaopereira1696
25 Maio, 2025 at 20:58
Corrida aborrecida. Acho que este grande prémio tem que se manter no calendário pelo representa para a fórmula 1, mas tem que ser encontrada uma solução para a corrida ter interesse e não ficar decidida na qualificação. A minha solução era o fornecedor de pneus disponibilizar um composto mais macio tipo uns C8 e a na corrida apenas se poderiam usar esses compostos. Iria resultar em muitas paragens que iria baralhar as coisas pois as equipas não iam conseguir controlar tão bem a posição de saída do carro porque os pneus iriam esfrangalhar-se antes que se desse por ela
Pity
25 Maio, 2025 at 21:37
O C6 foi feito a pensar no Mónaco e eles já são demasiado macios.
Manuel Araujo
26 Maio, 2025 at 15:01
bem… chamar a isto corrida é um pontapé no léxico …. depois de ter visto as 500 milhas e o festival Alex Palou / Honda ter que assistir a este passeio pelo Mónaco é um autentico pesadelo tipo argumento barato de qualquer filme de terror de 3ª categoria …
Rui Andrade
27 Maio, 2025 at 9:28
Bom artigo, deixo apenas uma nota e uma correção. Norris sem Verstappen pela frente faz o melhor registo da corrida na última volta, dois segundos mais rápido do que Leclerc.
Acho que queriam dizer desde 2008 e não 98, porque desde esse ano, a Mclaren venceu em 2000, 2002, 2005, 2007, 2008