Suzuka é um circuito conhecido por ser um dos maiores desafios para os pneus do calendário da F1, graças às altas cargas de energia que implica, sendo que mesmo assim a Pirelli não escolheu para a pista nipónica o seu composto de pneu mais duro, decidindo-se pelos P Zero brancos (médios), amarelos (macios) e vermelhos (super macios). Estes terão de suportar as longas e rápidas curvas da pista japonesa, como a 130R – que proporciona a maior força G.de todo o ano – e também a Spoon, que coloca os pneus sob constante stress ao longo de uma volta.
Com as voltas mais rápidas a serem cerca de cinco segundos mais baixas do que 2016, será de esperar outra melhoria significativa de tempos em Suzuka, com uma alarga gama de estratégias possíveis, o desafio será encontrar o melhor compromisso entre a performance e a durabilidade. Entre os aspetos a ter em contra pelos pneus estão as forças laterais nas curvas, mais do que a tração e a travagem, as condições meteorológicas, que são muito imprevisíveis nesta pista nesta altura do ano, altos níveis de degradação, sendo que provavelmente os pilotos terão de fazer duas paragens, a necessidade de uma boa carga aerodinâmica para ajudar nas curvas, a dificuldade de ultrapassar devido à pista ser estreita, e a possibilidade de ‘safety-car’ pode baralhar a estratégia que se siga.
Sobre a pista japonesa, Mario Isola, responsável da Pirelli para a competição, refere: “O Grande Prémio do Japão continua a tendência que vimos este ano, trazendo o composto macio, e por isso mais rápido, que vimos em vários grandes prémios, em comparação com o que sucedeu no ano passado. No caso de Suzuka. Isto é particularmente pertinente já que é uma das pistas mais exigentes para os pneus, com uma grande ênfase nas cargas laterais, o que pode causar degradação térmica se os pneus não forem geridos devidamente. É também uma das razões porque os pilotos gostam tanto de Suzuka, com os carros a passarem rápido nas curvas, com os novos regulamentos e pneus maiores, sendo possível que vejamos um novo recorde de volta e algumas forças G que não vimo até agora esta época”.










Um problema difícil de gerir para Ferrari, que tem acabado provas deste género com os pneus em papa ou mesmo estoirados. Podem conseguir uma vantagem grande face à mercedes, mas esta poderá ser anulada se tiverem que recorrer a uma troca extra de pneus.