Já se sabe que o Grande Prémio de Espanha de F1 é uma corrida em que não é fácil ultrapassar, mas com o equilíbrio que há este ano lá mais para o meio do pelotão, espera-se uma excelente corrida a esse nível, porque neste momento ninguém é capaz de dizer qual a equipa que está em melhor posição de ser a ‘melhor das outras’. Em condições normais, Mercedes, Ferrari e Red Bull lutam na frente, pelo que a seguir tudo está muito bem embrulhado.
Se quisermos olhar para tendências, então talvez se deve falar da Racing Point, pois a Force India conseguiu um quarto e quinto lugares em 2017. E com Sergio Pérez a terminar em sexto em Baku, isto significa que a trajetória da Racing Point é ascendente. E levaram uma boa evolução para Barcelona…
Espanha é tradicionalmente a corrida da temporada em que as equipas trazem fortes evoluções dos seus carros, já que é agora que a parte ‘europeia’ do campeonato começa a ‘sério’. Mas quem estará melhor? Destacamos Sergio Pérez, como já referimos, mas também Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), e Carlos Sainz (McLaren). O espanhol conseguiu somar 22 pontos em apenas quatro Grandes Prémios em Barcelona, com uma sequência (9º-6º-7º-7º), batendo o seu famoso herói de infância, Fernando Alonso, no ano passado.
Quanto a Pérez, foi o piloto líder da Force India nessa corrida de 2017, conquistando o quarto lugar em Barcelona, seu melhor resultado em Espanha, enquanto Raikkkonen é duas vezes vencedor do Grande Prémio da Espanha com a McLaren e Ferrari, mas tem outros três pódios na sua conta aqui, algo natural tendo em conta as equipas por onde andou. No entanto, o finlandês abandonou nos dois últimos Grandes Prémios em Barcelona, pelo que vai querer ter certeza de que vai continuar a ser este ano o único piloto que não pertence às três equipas de ponta, que pontuou em todas as corridas.
Finalmente, devemos prestar atenção a Romain Grosjean no Haas. A equipa foi super rápida nesta pista, nos testes de pré-temporada, e sempre que Grosjean terminou uma corrida em Barcelona, fê-lo nos 10 primeiros. Se a Haas conseguir ‘ligar’ os pneus Pirelli como fez em fevereiro, o francês pode estar pronto para os seus primeiros pontos do ano.
É estranho que não tenhamos falado da Renault, não é? Nem sabemos muito bem o que dizer, de uma equipa que perspetivou ‘soltar-se’ do pelotão do meio e chegar-se às equipas da frente. Neste momento, está bem mais perto das três equipas de trás, do que das três da frente…













