Numa corrida marcada pela bandeira vermelha logo na primeira volta decorrente do acidente entre Alexander Albon (Williams FW46/Mercedes) e Daniel Ricciardo (RB VCARB 01/Honda), Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda) dominou por completo a corrida, só não liderando aquando das trocas de pneus, com alguns pilotos a manterem-se em pista durante mais tempo. esta é a 57ª vitória do neerlandês, e mais uma dobradinha para a Red Bull, a terceira do ano.
A Ferrari bateu a McLaren e maximizou o que podia fazer este fim de semana, colocando os seus dois carros atrás dos Red Bull, com Carlos Sainz (Ferrari SF-24) a terminar novamente no pódio, na frente de Charles Leclerc (Ferrari SF-24).
Os Comissários Desportivos ainda vão ter algum trabalho já que têm de investigar o acidente de Ricciardo e Albon na primeira volta, mas também o ‘momento’ na chicane antes da reta, entre Oscar Piastri e George Russell.
Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) não conseguiu manter o ímpeto inicial e terminou a corrida atrás dos dois Ferrari, na frente de Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes) que consegue aqui o seu segundo melhor resultado do ano.
George Russell (Mercedes F1 W15) termina em sexto, e vamos ver se não é penalizado, na frente de Oscar Piastri (McLaren MCL38/Mercedes), com Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15) em nono na frente do ‘vencedor’ do 2º pelotão, Yuki Tsunoda (RB VCARB 01/Honda), que pontua em casa e oferece à Red Bull a ‘vitória’ nas duas ‘metades’ da corrida. Grande exibição do japonês em total contraste com o seu azarado colega de equipa, Daniel Ricciardo (RB VCARB 01/Honda), que perdeu mais uma oportunidade de mostrar que ainda faz sentido manter-se na equipa.
Max Verstappen partiu bem e depressa os dois Red Bull começaram a deixar o McLaren de Lando Norris para trás. Na volta 10, Verstappen falou na rádio de alguma subviragem, e o ajuste da asa dianteira foi feito nas boxes. Depressa criou uma vantagem de 3.2s sobre o seu colega de equipa. Com ar fresco, foi gerindo os pneus com relativa facilidade. Foi às boxes na volta 17, regressou em segundo, atrás de Leclerc, passando na volta 21, com pneus muito novos e DRS. na volta 30 a vantagem de Verstappen era de mais de dez segundos, no que foi uma tarde bastante confortável para o holandês.
Na volta 35, Verstappen faz uma boa paragem e sai atrás do novo líder da corrida, Carlos Sainz. A sete voltas do fim, Verstappen liderava com 11,6s de vantagem sobre o seu colega de equipa, naquela que foi a melhor resposta possível ao mau resultado de Melbourne: uma dobradinha.
Sergio Pérez (Red Bull RB20/Honda) foi segundo depois de uma corrida muito consistente. O mexicano não esteve sempre em segundo devido às estratégias muito diferentes hoje usadas pela Ferrari, McLaren e Aston Martin, Pérez foi à boxe na volta 16, voltou a coloca mais pneus médios e ainda tinha que ‘meter’ outro composto. Na volta 18 Russell era terceiro à frente de Norris e Perez, na volta 23 Perez já tinha conseguido passar Norris, na volta 25 já estava em cima de Leclerc. Foi à boxe na volta 34 e meteu pneus duros, passando Leclerc na Curva 1, na volta 36 construindo depois uma diferença razoavelmente confortável para Leclerc.
Carlos Sainz (Ferrari SF-24) terminou no pódio, já que com uma estratégia diferente de Leclerc, a Ferrari não arriscou face ao facto de Lando Norris rodar por perto. Na volta 10, Sainz era 4º a apenas um segundo da McLaren, passou para terceiro na volta 14 com Leclerc em quarto.
Na volta 16 Sainz foi às boxes, colocou médios e sai atrás de Norris, na volta 20 passa Hamilton que se manteve em pista e sobe a sexto, sexto, passando a perseguir o outro Mercedes, também com uma tática distinta. Com a ida às boxes de Verstappen, Sainz passou a liderar a corrida, mas precisava de parar novamente. Começa a ter dificuldades com os pneus médios de 21 voltas e na volta 37 vai às boxes e volta a sair em… sétimo, à frente de Alonso. Todos os 10 primeiros completavam as suas paragens previstas e Verstappen, Pérez e Leclerc tinham os lugares no pódio, mas na volta 45 Leclerc é aconselhado a não perder tempo a lutar com o seu colega de equipa, pois estavam a lutar com Norris, e Sainz assegura o lugar mais baixo do pódio.
Charles Leclerc (Ferrari SF-24) foi quarto, pois Sainz geriu melhor os pneus e estava mais rapido no fim da corrida. Na volta 18, Leclerc ainda não tinha ido às boxes e liderava a corrida com 3,6s de vantagem sobre Verstappen, fez um bom trabalho com os seus pneus médios, que usou desde o reinício no final da segunda volta, com isso, Perez apanhou-o. Na volta 28 era sexto, e o primeiro que iria tentar ir até ao fim. A Ferrari tinha estratégias divididas, e na volta 36 Perez passou Leclerc na Curva 1, com DRS.
Na volta 38 Norris, em quarto, estava a tentar perseguir Leclerc, mas o Ferrari aguentou-se, três voltas depois Leclerc estava a segurar o lugar no pódio, mas está de olho em Norris atrás. No entanto, atrás dos dois Sainz estava com borrachas muito mais frescas. Na volta 45 Leclerc é aconselhado a não perder tempo a lutar com o seu colega de equipa, e cede-lhe passagem, pois estavam ambos a lutar com Norris.
Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) foi quinto, e na luta estratégica com a Ferrari, a McLaren perdeu e isso notou-se logo na volta 12 quando a McLaren não estava a ser gentil com pneus dos seus carros e Norris teve que entrar para a troca para os duros, saindo em 10º.
Na volta 17 Norris desenvencilhar-se de Hamilton para o quarto lugar, na volta 27 foi às boxes sem estar feliz com a estratégia e tinha razão. A McLaren estava a olhar para a ameaça de Russell e ‘esqueceu’ a Ferrari, percebendo que não iria conseguir derrotá-los.
Na volta 38, Norris era quarto e tentava perseguir Leclerc, mas Sainz era uma ameaça maior, porque tinha pneus bem melhores e assim foi. Um erro na volta 44 custou a Lando Norris mais uns décimos vitais, e depois de tentar perseguir Leclerc pelo um pódio, passou a defender-se de Sainz que o passou rapidamente.
Sexto posto para Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes), que ‘venceu’ uma luta a três pela posição com Oscar Piastri e George Russell. Na volta 25, rodava entre Sainz e Piastri, foi às boxes na volta 34 para colocar pneus duros, caiu para oitavo. Na volta 48 lutava com pelo sexto lugar com pneus duros de 14 voltas, face a Piastri com pneus duros de 15 voltas e Russell com pneus médios de 11 voltas. ‘Venceu’ o espanhol.
Oscar Piastri (McLaren MCL38/Mercedes) foi oitavo mas ainda pode subir na classificação se Russell for penalizado. Foi às boxes na volta 33, apostou nos pneus mais duros, mas Russell com pneus mais frescos apanhou-o, perdendo a luta com o piloto inglês.
Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15) foi nono e teve mais uma má corrida. Depressa começou a andar para trás, claramente a estratégia de pneus duros da Mercedes não estava a funcionar, já que não tinham posição em pista e ainda tinham de parar. Ou os pneus duros estavam maus ou o carro voltou a estar mal afinado. nota para o facto de se ter oferecido para deixar Russell passar durante a fase inicial após o reinício, o que a Mercedes fez depois ao tentar replicar a tática de uma paragem de Leclerc antes de mudar os seus carros para uma dupla paragem.
Yuki Tsunoda (RB VCARB 01/Honda) terminou nos pontos o que só por si é muito positivo já que foi o único carro não pertencente às ‘big five’ a pontuar. Para gáudio dos adeptos da casa, Yuki Tsunoda garantiu o último ponto, isto depois de fazer uma corrida de ataque, incluindo duas belas ultrapassagens na zona dos Esses.
Depois de duas corridas no top 10, Nico Hülkenberg (Haas VF-24/Ferrari) foi 11º após uma corrida difícil para a HAAS que não tinha em Suzuka o melhor do traçados para brilhar.
Lance Stroll (Aston Martin AMR24/Mercedes) partiu em 16º, terminou a corrida em 12º, esperava-se mais para quem tem um carro das ‘big-five’. Depois do acidente na Arábia Saudita foi o seu pior resultado do ano até aqui. A comprovar que esta pista não era a melhor para a HAAS, Kevin Magnussen (Haas VF-24/Ferrari) foi apenas 13º.
Valtteri Bottas (Kick Sauber C44/Ferrari) foi 14º na frente dos dois Alpine com Esteban Ocon (Alpine A524/Renault) na frente de Pierre Gasly (Alpine A524/Renault). A dupla dos franceses teve um ligieor contacto – mais um – que podia ter acabado muito mal e as actualizações trazidas para o Japão, claramente não correram como planeado.
Depois da Williams perder Alex Albon logo na primeira partida, Logan Sargeant (Williams FW46/Mercedes) teve uma saída de pista na volta 43, bloqueou a travagem e foi direto para a gravilha na Degner 2, mas conseguiu, de alguma forma, não ficar lá. Custou-lhe algum tempo mas terminou a corrida.
De fora ficaram Alexander Albon (Williams FW46/Mercedes), Daniel Ricciardo (RB VCARB 01/Honda), no acidente da primeira volta e ainda Zhou Guanyu (Kick Sauber C44/Ferrari) LAP 14/53 devido a um problema de caixa de velocidades. A F1 volta dentro de duas semanas na China.











