Por Pedro André Mendes e Fábio Mendes
Eis o que aprendemos no fim de semana do regresso do GP do Canadá, em Montreal:
Max Verstappen encontrou a melhor forma
Será difícil parar Max Verstappen este ano. Ainda faltam muitas corridas, é certo, mas o desempenho do campeão do mundo em título tem sido excelente. Seis vitórias em nove corridas, mais a vitória na corrida sprint, coloca o neerlandês na rota da revalidação. Está confiante e se conseguiu estes resultados tendo algumas dificuldades na adaptação ao monolugar, como será daqui para a frente?
Carlos Sainz ainda não tem estofo de campeão
O piloto espanhol pressionou ao máximo Max Verstappen nas voltas finais, mas não esteve sequer perto de tentar uma manobra de ultrapassagem ao líder da corrida. Terminou satisfeito com o resultado, e bem podia estar depois da maré de azares e erros que atravessou, mas nota-se que ainda falta alguma coisa para estar na discussão do título mundial.
Lewis Hamilton está a regressar
Pode ter sido apenas uma corrida mais bem conseguida por parte de Lewis Hamilton, mas parece ter estado pela primeira vez este ano em sintonia com o Mercedes W13. Foi trabalhando durante o fim de semana para terminar à frente do seu companheiro de equipa e subir ao pódio. Seria fantástico que a Mercedes se juntasse à luta com Red Bull e Ferrari, talvez em Silverstone como prometeu Hamilton.
Fernando Alonso não perdeu qualidades com a idade
Fernando Alonso deu excelentes indicações no circuito Gilles Villeneuve desde o primeiro treino livre. Já tinha provado estar em forma nas provas anteriores e conseguir bater o Ferrari de Carlos Sainz na qualificação não é fácil. Foi pena sair apenas com 2 pontos somados, num fim de semana que provou que “velhos são os trapos”.
Haas continua a desperdiçar oportunidades
A melhor qualificação de Mick Schumacher na sua ainda curta carreira de Fórmula 1 não teve sequência na corrida, assim como o quinto posto da grelha de partida de Kevin Magnussen. A corrida de Magnussen foi prejudicada pela paragem para troca da asa dianteira nas primeiras voltas e Schumacher sofreu uma falha na unidade motriz que o obrigou a desistir. São cinco corridas consecutivas sem pontuar para a Haas, uma equipa que tem um bom carro e provou que ainda é competitivo mesmo sem ter sido ainda atualizado, quando comparado com carros adversários completamente diferentes do início da época. Mas a soma dos pontos conquistados não espelha a competitividade do carro.
Zhou mostrou que pode ser mais do que um simples pagante
Zhou Guanyu começou bem o ano com um top 10 logo na sua primeira corrida, mas desde então as coisas têm-se complicado um pouco para o chinês. Em Baku já tinha dados bons sinais, mas problemas técnicos impediram-no de capitalizar essa boa prestação. Felizmente no Canadá manteve o nível e fez uma boa corrida, com bons pormenores. Foi o dinheiro que o levou para a F1, mas pode ser mais que um piloto pagante.
Stroll em casa é sempre forte
Não poucas vezes Lance Stroll é alvo de críticas, mas neste fim de semana merece crédito pela prestação. No sábado, tal como o seu colega de equipa, não conseguiu fazer muito, ele que é bom à chuva, mas no domingo compensou com uma boa recuperação. Stroll não tem muita sorte em casa, mas tende a fazer boas prestações perante o seu público.
Tsunoda voltou a comprometer
Yuki Tsunoda está incomparavelmente mais maduro do que no ano passado e este terá sido o primeiro erro grave do ano. Mas foi um erro que poderia ter comprometido a corrida da Red Bull. Exagerou na saída das boxes e foi contra as proteções, num erro evitável, a cereja no topo de um bolo de sabor amargo, que foi o fim de semana do japonês.
McLaren longe do desejado
Esta McLaren não vai longe. Problemas técnicos nos carros, ritmo longe do ideal, paragens nas boxes mal executadas. Muito longe do esperado e da evolução que vimos da equipa, parecendo um remake pouco apetecível das épocas negras com a Honda no arranque da era híbrida. A McLaren estagnou um pouco nesta fase do campeonato e tem de começar a fazer mais e melhor.
Leclerc cada vez mais longe do título
Mais uma vez e sem culpa própria, Charles Leclerc perdeu pontos para Max Verstappen. A diferença é de quase 50 pontos e apesar de ser recuperável, é já uma distância considerável, olhando que estamos no primeiro terço da época e que a Ferrari era considerada a grande favorita no arranque. Leclerc tem cumprido com a sua parte, mas a Ferrari nem por isso e o título fica cada vez mais distante, mais ainda olhando à forma de Verstappen.












