GP do Brasil de F1: ‘Ping pong’ entre São Paulo e Rio de Janeiro
Há muito se fala da possibilidade do Grande Prémio do Brasil de Fórmula 1 passar de São Paulo para o Rio de Janeiro e é o próprio Chase Carey, CEO da F1 que tem o assunto nas mãos, ao ponto de ter enviado uma carta para o Governador em exercício da ‘Cidade Maravilhosa’ basicamente a dizer que só faltam as ‘licenças’. Só que a questão é muito mais intrincada do que parece à partida.
O Diario Motorsport, uma publicação brasileira revelou que o diretor executivo da F1, Chase Carey, enviou uma carta ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, onde revela que a Liberty Media chegou a um acordo com o promotor, a Rio Motorsports: “Escrevo para vos informar que concluímos o acordo para uma corrida com a Rio Motorsports LLC, que irá acolher, organizar e promover eventos de Fórmula 1 no Rio de Janeiro. Estes acordos estão prontos para serem executados e anunciados pela Fórmula 1 quando todas as licenças necessárias tiverem sido emitidas pelas autoridades competentes”, escreveu Carey.
Mas esta questão é muito mais profunda já que o novo circuito permanente previsto para Deodoro, um bairro na zona oeste do Rio, precisa de licenças ambientais para a sua construção, pois há muitas preocupações sobre o potencial impacto no ecossistema florestal vizinho da Comboata e pouco ou nada tem avançado já que neste momento vive-se uma batalha judicial devido ao licenciamento do autódromo. Já em agosto, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro concluíram que o projeto de autódromo é ilegal.
Não sabemos como este assunto vai terminar, mas sabemos que há muito Carey anda de candeias às avessas com os homens de São Paulo, especialmente depois de se ter entendido com os do Rio de Janeiro. Só que a questão ‘emperrou’. Vamos ver como termina…
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Lagafe
7 Outubro, 2020 at 15:58
Interlagos pode não ter as melhores condições de infraestrutura e ser relativamente pequeno mas é um excelente circuito que proporciona corridas interessantes que é o mais importante. Não mudem o que está bem.
Ayrton Senna
7 Outubro, 2020 at 15:59
Se for mais um Autódromo para o palerma do Tilke pegar no layout, mais vale estar como está…
Pity
7 Outubro, 2020 at 16:51
Parece-me que o Carey meteu a pata na poça, ou pôs a carroça à frente dos bois.
Já vi vários comentários, de sites brasileiros, sobre esse assunto e há quem fale em lobby…
Cágado1
7 Outubro, 2020 at 17:15
Desde que o Brasil não perca o GP não me preocupo muito. Gostava tanto do antigo Interlagos, como de Jacarepaguá e estive em ambos. Na altura preferia o Rio, que era onde eu morava. Regressado a Portugal, tanto me faz.
jo baue
8 Outubro, 2020 at 13:17
Ida em 75/76 como infelizmente muitos portugueses que foram constrangidos a sair e escolheram o Brasil?
Frenando_Afondo™
7 Outubro, 2020 at 22:47
“Mas esta questão é muito mais profunda já que o novo circuito permanente previsto para Deodoro, um bairro na zona oeste do Rio, precisa de licenças ambientais para a sua construção, pois há muitas preocupações sobre o potencial impacto no ecossistema florestal vizinho da Comboata e pouco ou nada tem avançado já que neste momento vive-se uma batalha judicial devido ao licenciamento do autódromo. Já em agosto, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro concluíram que o projeto de autódromo é ilegal.”
Um país que tem N problemas para resolver, tem o GP num circuito histórico, conhecido pelas suas lutas no final dos campeonatos, que sempre tem corridas interessantes, de repente quer mudar de sítio para um circuito que não está construído e que tem problemas de impacto ambiental e quase de certeza vai haver derrapagem financeira (que depois é o povo que paga). Querem mais provas que isto é um arranjinho entre o governo e umas quantas construtoras para fazer desvio ou lavagem de dinheiro?
Cágado1
7 Outubro, 2020 at 23:02
É outra coisa que quem não viveu no Brasil não entende: a eterna luta entre os 3 grandes (Rio de Janeiro, S.Paulo e Minas Gerais, especialmente os 2 primeiros).