GP de Portugal F1, Ni Amorim (FPAK): “o que se fez este fim-de-semana foi ímpar”

Por a 25 Outubro 2020 18:08

Hoje fez-se história no automobilismo português. 24 anos depois voltámos a receber um Grande Prémio de Formula 1. Os holofotes estiveram virados para Portimão e para o Autódromo Internacional do Algarve. Foram três dias de muita competição mas também emoção. No final a história fez-se com Lewis Hamilton no lugar mais alto do pódio. Mas para Portugal mais importante que o vencedor, foi mesmo colocar em pista este magnifico evento.

Ni Amorim, Presidente da FPAK, o primeiro impulsionador deste regresso, não escondia a satisfação por tão nobre feito: “Conseguimos o que nos propusemos quando no início da pandemia sugerimos à FIA a possibilidade de receber a Formula 1. E este fim-de-semana esse sonho tornou-se uma realidade depois de longos meses de trabalho. Ver o Grande Prémio acontecer foi um enorme alívio e uma grande satisfação. Foi uma missão cumprida para toda a direção da FPAK”, começou por referir.

“Desportivamente a prova foi um sucesso. Pilotos e equipas teceram largos elogios à pista e à organização, o que nos deixa extremamente satisfeitos. Não podemos esquecer que todo este ‘circo’ foi montado num curto espaço de tempo. O Presidente da FIA, Jean Todt, também ficou muito bem impressionado com a pista, com as infraestruturas e com a envolvência. Este Grande Prémio aconteceu num período difícil para todos com medidas muito especificas. Elogiado por muitos e criticado por tantos outros. Houve coisas que correram muito bem e outras que precisam ser melhoradas, mas isso é normal e faz parte de todo um processo.

Saio de Portimão com o dever de missão cumprida e ciente que estamos no bom caminho para fazermos parte do calendário da F1. Acredito que não foi um participação esporádica, vamos ter de trilhar todo um caminho, é certo, mas o que se fez este fim-de-semana foi ímpar. Todos os que estiveram envolvidos na organização estão de Parabéns, sem eles o sucesso não teria sido possível. O meu muito obrigado”, concluiu Ni Amorim.

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6 comentários

  1. rfz

    25 Outubro, 2020 at 22:57

    Foi ímpar… Uma irresponsabilidade ímpar meter 30 mil pessoas num circuito com o aumento de infetados que o país está vivendo… Para o próximo fds não se pode atravessar os concelhos mas hoje podiam ir aos milhares para Portimão…

  2. doubleseven

    26 Outubro, 2020 at 10:17

    Senti-me obrigado a deixar a minha opinião pois como adepto de Formula 1 que foi ao circuito assistir à corrida, estou indignado com as declarações do organizador, pessoas responsáveis e até de jornalistas tão longe da realidade do evento. Concordo com a parte do desportivamente correu bem, foi uma boa corrida mas acabou-se com a ilusão que seria um circuito único e espectacular para corridas de Formula 1, em relação ao resto só posso dizer ao Presidente da FPAK, saia da sua bolha e veja com olhos de ver, seja pragmático porque o circuito pode ser bom mas não tem capacidade para uma prova desta envergadura muito menos com lotação máxima permitida e este fim-de-semana serviu de exemplo para quem foi, com menos de um terço da capacidade total, na entrada houve espectadores a demorar quase 4 horas para chegar ao Autódromo e para sair a mesma coisa numa palavra caótico, as redes de comunicação falhavam ou simplesmente eram inexistentes, os escassos ecrãs espalhados pelo circuito pois para quem pagou o elevado valor dos bilhetes faria sentido no mínimo tentar proporcionar um melhor acompanhamento da prova e nem vou referir as falhas de organização e controlo da fase pandémica que estamos a passar pois não basta só obrigar a andar de mascara e sentar, também refere que o Presidente da FIA gostou da “envolvência”, só pode estar a falar da paisagem e da bonita Serra de Monchique visto que os acessos e a parte logística deixaram mesmo muito a desejar, peço sejamos realistas antes de ser Portugueses.

    • [email protected]

      26 Outubro, 2020 at 11:49

      Caos em toda a parte. Tinha parque-54 euros- e obrigaram-me a a dar uma volta de mais de duas horas. Não assisti ao principio da corrida pois a GNR não deixava entrar as pessoas !!!!! Por fim desta palhaçada e de muitos protestos entrou tudo e nem viram os bilhetes . A´saida igualmente e andei ás voltas pelas serras algarvias. INCRIVEL

      • rco3lho

        26 Outubro, 2020 at 15:29

        Não assistir a parte do que se pagou é inaceitável. Claro que depois vêm com as frases que se “deveria ter acautelado o acesso” i.e. chegar ao autodromo ás 7:00am e ficar a manhã toda a assitir a corridas patéticas do GT Challenge (7 carros com andamentos dispares) ou os protótipos que de 2 em 2 voltas tinham o SC à frente. A culpa é sempre dos espectadores

  3. fasar

    26 Outubro, 2020 at 11:26

    Como é possível alguém vir dizer que foi impar, depois do caos para se chegar ao AIA, e depois do caos que foi sair dos estacionamentos? É PRECISO TER LATA, OU ENTÃO ANDAR A DORMIR!

  4. rco3lho

    26 Outubro, 2020 at 11:43

    Mas podemos falar do programa paupérrimo, da falta de ecrãs para várias bancadas e da má qualidade dos mesmos (não havia dinheiro para proporcionar o mesmo que em UK https://bit.ly/3osYSW8), a inexistência de um feed que faça o acompanhamento das corridas. Havendo o excelente serviço da Sky F1 porque não mete-lo nas colunas como fizeram com as entrevistas e com os programas? A falta de cobertura de rede de telemóvel/internet (por mais que possa não ter a ver com a organização, é importante pedir o reforço em antecipação), o pouco controlo no distanciamento e uso de máscara e as decisões ridiculas de alguns dos agentes desde mandar sair de zonas afastadas até dizer para sentar no primeiro lugar disponivel, esquecendo o que estava nos bilhetes. Zonas de circulação pedonal não definidas, muita gente a trocar de lugares, gente barrada com bilhetes de 300€ (supostamente por a bancada estar cheia), bilhetes para lugares que não existiam, já para não falar dos enormes descontos que proporcionaram a quem tinha comprado bilhete de bancada peão, que atingiram mais de 60% de desconto(!) em algumas bancadas e criou uma gritante situação de desigualdade. Não se compreende a falta de respeito por quem paga estes valores. Somos tratados como pagantes que propocionam aos vips os confortos e o previlégio de ter F1 em Portugal. Foi gritante a desigualdade entre quem pode pagar os bilhetes caros e os “sortudos” a quem os bilhetes são oferecidos. Mas esses tinham todos os luxos, até comboio para levar para a torre VIP, enquanto o “povo” andava quilometros até à porta, já para não falar das filas para entrar que fizeram com que alguns nem vissem o que pagaram (falo principalmente de sábado). A atribuição dos lugares foi outra situação incompreensivel, com gente que comprou os bilhetes minutos depois de serem postos à venda e ficarem nas filas junto aos rails, junto de pessoas desconhecidas visto não ter havido um algoritmo que atribuisse lugares a grupos de compras, por trás de uma grua que não podia “mudar de lugar”. E gente que comprou depois e bilhete de um dia, a ficar nas filas superiores, com visão para o ecrã? E o culminar com o caos do trânsito no Domingo. Isto revolta qualquer um e faz com que percam um cliente, agora e no futuro. Pensava ir ver o Moto GP mas para ser tratado como gado? Não, nem pensem! Há muito para dizer, é pena não haver um lugar próprio onde tivessesmos a certeza que o AIA lesse, para verem o que se passou pela boca de quem lá esteve.Enfim, há muito que falar. Não duvido que consigam organizar um bom evento de F1, mas este não foi certamente e não foi só por causa do Covid-19. Foi porque fazemos as coisas de forma mediocre e depois damos palmadinhas nas costas como se fossemos os melhores. Meus senhores, não somos!

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