Drama no GP da Malásia de Fórmula 1 com Lewis Hamilton a ver o motor do seu Mercedes ‘explodir’ quando liderava confortavelmente, deixando o caminho aberto à Red Bull para regressar às vitórias, com Daniel Ricciardo a vencer, na frente de Max Verstappen e Nico Rosberg, que completaram o pódio. Kimi Raikkonen foi quarto, na frente de Valtteri Bottas, posição conseguida fruto de uma grande estratégia. Fernando Alonso foi sétimo depois de partir de último e Jolyon Palmer pontuou com o Renault…
Lewis Hamilton dominou por completo o fim de semana de Sepang, mas a fiabilidade da Mercedes traiu-o e roubou-lhe uma vitória que parece certa desde o segundo treino livre. As corridas são mesmo assim, a fiabilidade já teve muitas vezes ‘mão’ na resolução dos campeonatos e agora a cinco corridas do fim da temporada, Nico Rosberg, que foi um merecido terceiro classificado, passa a ter 23 pontos de avanço. Longe de ser decisivo, vai permitir-lhe gerir bastante mais as suas corridas, pois a pressão passa a estar muito mais em cima de Hamilton.
Tudo estava preparado para Hamilton interromper a sequência de triunfos de Nico Rosberg, que fez um pião na primeira curva, depois do seu Mercedes ter sido embatido pelo Ferrari de Sebastian Vettel, que causou uma enorme confusão na primeira curva ao envolver-se novamente com Max Verstappen. Desta vez a culpa foi claramente de Vettel, que ‘ficou’ logo ali. Rosberg caiu para o fim do pelotão, mas foi recuperando e terminou na terceira posição, mesmo depois de ter sido penalizado em 10 segundos em virtude duma ultrapassagem mais musculada a Kimi Raikkonen. Deve ter sido a política e não os Comissários Desportivos a penalizar Rosberg, mas o alemão tornou ainda mais inútil essa penalização ao ficar a mais de dez segundos de Raikkonen. Sendo verdade que o alemão forçou a ultrapassagem e poderia ter danificado ambos os carros, se passam a penalizar manobras destas, acabam-se as corridas…
Depois do abandono de Lewis Hamilton, os dois Red Bull ficaram na frente e ainda esboçaram uma luta pela liderança, mas apesar de se terem mantido sempre por perto, cedo se percebeu que Ricciardo não iria facilitar em nada a manobra a Verstappen, que deve ter percebido ser preferível segurar a vitória da sua equipa e uma dobradinha para a Red Bull.
Sergio Perez foi sexto com o Force India, mas foi Fernando Alonso, que trouxe o McLaren-Honda da última posição até ao sétimo lugar, a realizar uma grande prestação que mostra claramente uma grande evolução da Honda durante esta época. Vamos ver o que fazem com o novo motor daqui para a frente. Nico Hulkenberg foi oitavo, com o segundo Force India, com Jenson Button e Jolyon Palmer a encerrarem o top 10. Uma estreia para o piloto da Renault esta época.
O essencial da corrida
A corrida iniciou-se sob grande animação, com a confusão da primeira volta. Quando as luzes se apagaram, o homem da pole, Lewis Hamilton partiu bem e na primeira curva, Vettel meteu o Ferrari por dentro, ao lado de Verstappen e ficou sem espaço, batendo em Rosberg, que fez um pião, caindo para o fim da grelha. Vettel partiu a suspensão dianteira esquerda e abandonou.
Hamilton ficou facilmente na frente e foi aumentando a margem para Daniel Ricciardo, que ainda reagiu, mas logo Hamilton respondeu de pronto. Enquanto isso, Rosberg continuava a sua corrida de recuperação, depressa ganhando posições. Os homens da frente mantiveram os pneus macios durante as primeiras 20 voltas. Hamilton foi o primeiro a ir às boxes, na 21ª volta, Ricciardo e Räikkönen, que já tinha caído para quarto atrás de Verstappen, também foram às boxes. Nesta altura, Rosberg já estava na zona dos pontos e Max Verstappen, que ficou em pista, estava 10s na frente de Hamilton. Só que essa diferença foi diminuindo à medida em que os pneus macios do Red Bull do holandês foram ‘acabando’. Verstappen foi às boxes na volta 28 das 56 da corrida malaia, Hamilton voltou à liderança, e depressa abriu para 15 segundos na frente de Ricciardo e 18 para Verstappen, que se mantiveram numa boa luta pela segunda posição.
Na volta 41, o drama. Fogo saía da traseira do Mercedes, num acontecimento muito raro e que deixou o inglês possesso (veja declarações em artigo separado) “Não, não não”. A Red Bull ficou na frente, Rosberg que tinha passado Raikkonen no ‘braço’ e com um chega para lá, depois de apanhar o finlandês uma pouco distraído – deixar aquele espaço ao líder do campeonato é fatal – mas os Comissários entenderam penalizar o alemão em 10 segundos, numa manobra que nos pareceu ‘dura’, mas que faz parte das corridas. De qualquer forma, Rosberg terminou com mais de dez segundos de avanço para Raikkonen e terminou no pódio.
Lá na frente, Ricciardo controlou bem Verstappen e levou a Red Bull a uma saborosa dobradinha, alcançando a sua primeira vitória em 2016 e a quarta da carreira na F1. Max Verstappen terminou em segundo, contribuindo para o 1-2 da Red Bull, que não sucedia desde 2013 no Brasil. Com o terceiro lugar, Rosberg deu um enorme salto para o título…
Mais atrás, os destaques foram claramente Fernando Alonso (McLaren-Honda), de último para sétimo, Jenson Button, que contribuiu para colocar dois McLaren-Honda no top 10 naquela que foi o seu 300º Grande Prémio, e finalmente Jolyon Palmer, que ao fim de 16 Grandes Prémios, pontuou pela primeira vez pela Renault.












