GP China F1: Lewis Hamilton alerta Ferrari para défice de potência face à Mercedes

Por a 13 Março 2026 09:54

Satisfeito com a volta, preocupado com as retas…

Lewis Hamilton saiu satisfeito com o quarto lugar na grelha da Sprint em Xangai, mas deixou um aviso claro: a Ferrari precisa de recuperar potência se quiser desafiar a Mercedes nesta nova era. Depois de um treino livre marcado por um pião no TL1, o britânico elogiou o trabalho da equipa na inversão do cenário.

“Estou muito contente com a sessão”, afirmou à Sky Sports F1. “Os meus engenheiros fizeram um trabalho fantástico a transformar o carro porque o TL1 foi uma sessão complicada com aquele pião. No geral, o carro pareceu ótimo.” Ainda assim, Hamilton identificou rapidamente o ponto fraco: “Acho que estamos a perder nas retas – é muito tempo a perder.”

Pressão sobre Maranello para recuperar no motor

O sete vezes campeão mundial foi direto quanto ao desafio que a Scuderia enfrenta face ao bloco Mercedes. “Temos muito trabalho pela frente. Temos mesmo de puxar muito em Maranello para melhorar a potência”, sublinhou. Hamilton recordou que a equipa já vinha consciente desta desvantagem desde 2025 e estabeleceu um paralelo com o início da era híbrida.

“Era algo de que já estávamos conscientes no ano passado, pensávamos que a Mercedes tinha começado mais cedo do que nós ou do que o resto – como fizeram da última vez, em 2014”, explicou. “Fizeram um trabalho fantástico e nós temos de puxar para conseguir fechar essa diferença.” Para o britânico, a situação é clara: “O carro parece ótimo e acho que conseguimos competir com eles nas curvas, mas quando estás em desvantagem de potência é o que é.”

“Asa macarena” adiada depois de estreia apressada

Hamilton comentou ainda a decisão de a Ferrari retirar, após os treinos, a inovadora asa traseira rotativa – apelidada de “macarena” – que tinha sido antecipada para Xangai na esperança de reduzir o arrasto nas longas retas.

“Não sei bem porque é que voltámos atrás com isso”, confessou. “Apressamo‑nos a trazê‑la para aqui e não era suposto estar nos carros antes da corrida quatro ou cinco, ou algo assim.” O britânico elogiou, contudo, o esforço da equipa: “Fizeram um ótimo trabalho em apressar tudo para a ter aqui e só tínhamos duas. Talvez tenha sido um pouco prematuro, por isso tiramo‑la.”

Hamilton garantiu que, mesmo sem a nova asa, o SF‑26 manteve-se competitivo e apontou ao futuro: “O carro continuou ótimo e vamos trabalhar para a voltar a trazer quando estiver pronta.” A mensagem deixa clara a estratégia da Ferrari: continuar a atacar no desenvolvimento aerodinâmico, mas sem perder de vista que a verdadeira batalha, para já, está na potência da unidade motriz e na capacidade de encurtar o fosso para uma Mercedes que volta a parecer um passo à frente no arranque de um novo ciclo regulamentar.

FOTO MPSA Agency

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