GP Catar F1: Limites de pista ‘tramaram’ Lando Norris e Oscar Piastri 

Por a 6 Outubro 2023 19:57

Foram dos pilotos mais rápidos em Losail durante a qualificação, mas ao mesmo tempo, e especialmente Lando Norris, mostraram algumas fragilidades para controlar o monolugar da McLaren, que no final fez a diferença, ficando os dois pilotos mais longe de um possível segundo consecutivo duplo pódio. 

Norris teve problemas em todos os segmentos e foi para cada uma das suas últimas voltas rápidas na Q1 e Q2 pressionado para prosseguir na sessão. Fosse por excesso de limites de pista ou por um qualquer exagero que o obrigou a trocar de pneus e esperar pela altura de maior confusão para alcançar os lugares perto do topo da tabela de tempos. Estava rápido, mas faltava alguma tranquilidade. Perdeu o segundo posto da grelha de partida e passa a sair de décimo, um lugar que não demonstra o que foi capaz em pista. 

Oscar Piastri passou por menos momentos de pressão como aconteceu ao seu companheiro de equipa, mas ainda assim não terminou satisfeito com o seu desempenho. O carro permitia mais do que o quarto tempo com que terminou – passando a terceiro com a volta apagada de Norris, para depois baixar para o sexto posto – e poderia ter alcançado George Russell, mas não foi capaz.

Como Norris, Oscar Piastri mostrou estar muito rápido em ritmo de qualificação e os dois até podem alcançar um bom resultado no Sprint Shootout e na corrida de 100km, mas no domingo vão ter de mostrar mais, ainda por cima tendo Fernando Alonso à frente e os dois pilotos da Alpine instalados entre ambos.

Oscar Piastri realçou no final que “foi uma pena” ter ficado com o sexto posto final na grelha, “porque o carro estava rápido”. Acreditando que “amanhã vamos ter outra oportunidade com a qualificação e também na Sprint”, admite que será complicado, sendo “muito fácil cometer um erro, porque a pista está muito escorregadia e não facilita o nosso trabalho”.

Norris explicou o que aconteceu para exceder os limites de pista na Q3, afirmando que “tive uma correção depois do carro sobrevirar e saí da pista. A equipa fez um bom trabalho, eu é que estraguei tudo. Só pensava em fazer boas voltas e não cometer erros, e foi isso que aconteceu hoje, por isso não foi um bom dia para mim”.

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4 comentários

  1. jo baue

    6 Outubro, 2023 at 21:34

    Que tristeza, já ninguém lembra o François Cevert.
    Que chegou a vencer também com a McLaren, ( (the real one ), perguntem ao colega forista Can-Am, ou ao Cágado, que sabe de tudo dessa época.

    • Leandro Marques

      6 Outubro, 2023 at 22:53

      Sim, era bom e poderia ter sido um digno sucessor de Jackie Stewart na Tyrrell mas penso que temos sempre tendência a valorizar mais as pessoas quando morrem, ainda por cima tragicamente como foi o caso do piloto francês. Que era um futuro campeão em potência, principalmente com a saída de Stewart, era. Mas não penso que seria um dos mais aclamados devido à sua inconsistência e não pesar bem o risco. Aliás, a causa do acidente que o vitimizou foi mesmo por desvalorizar o estado da pista naquela sequência de curva contra curva, devido a isso mesmo.

      • jo baue

        7 Outubro, 2023 at 8:49

        Nunca foi comprovada a causa ou as causas do acidente. Até pode ter sido uma perda de pressão, mesmo mínima, naquele pneu traseiro que o fez sair da trajectória ideal e apanhar o alto do lado direito no início dos S, o que o projectou contra as barreira da direita, em 1º lugar.
        Não tinha a velocidade do Peterson e o calculismo do futuro Lauda, por exemplo. Mas a inconsistência nessa altura tinha muito a ver com o carro, o mesmo Lauda foi um bom exemplo disso antes de 74, e o Cevert nem era dos pilotos que cometia mais erros. Não ultrapassava certos limites como referiu várias vezes o Stewart, o mesmo que contou que se o francês quisesse o tinha ultrapassado no velho Nurburgring em 73.
        Após Monza /74 a classificação era: Regazzoni 46, Scheckter com o Tyrrel, 45 e Fittipaldi, 43. Schekter no seu 1º ano … o mesmo que que no ano anterior se envolveu em vários acidentes, o perfeito exemplo da inconsistência, bem ao contrário dos anos seguintes.

        • Leandro Marques

          7 Outubro, 2023 at 11:01

          Certo, não foram totalmente apuradas as causas do acidente mas o que apontei fala-se que é o mais provável. Aliás, já na véspera Stewart tinha avisado o francês para não cometer a loucura de ir uma velocidade acima devido ao betuminoso ser irregular naquela sequência de curvas. Mas ele queria ganhar potência extra e insistia em ir em quarta. No momento do acidente ele ia com a quarta engatada.
          Fala-se também que terá vomitado, devido à presença de vômito, e que isso lhe terá turvado a visão dentro do capacete e então o despiste tenha sido causado por isso. Mas o médico legista crê que isso foi consequência da degolação que ele sofreu.
          Conforme referi, as causas nunca foram conclusivas mas a presunção mais comum é tenha sido mesmo por querer ir mais além do que devia. Algo que o fazia várias vezes. Uma coisa tenho de lhe dar valor, era leal e um fiel “escudeiro”.

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