GP Canadá F1: Uma vitória especial para Verstappen em Montreal

Por a 10 Junho 2024 16:53

Max Verstappen venceu o Grande Prémio do Canadá, naquela que foi uma das melhores vitórias do piloto da Red Bull, numa corrida que teve três líderes diferentes – George Russell, Lando Norris e Max. A certa altura da corrida, Oscar Piastri (McLaren) e Lewis Hamilton (Mercedes) também estiveram na luta, não só por um lugar no pódio, mas pela vitória, embora tenham terminado em quinto e em quarto, respetivamente.

Esta foi a 60ª vitória de Max na Fórmula 1, a terceira consecutiva em Montreal e a sexta da temporada. Foi a 119ª vitória da Red Bull, a quinta neste Grande Prémio.

No pódio, os três pilotos e o representante da equipa Red Bull Racing exibiram uma edição especial do clássico boné de pódio da Pirelli (totalmente branco com o logótipo da Pirelli em vermelho, com a típica folha canadiana na pala), desenhado especificamente para esta edição da corrida de Montreal.

Filme da corrida

A corrida começou com o piso molhado e 18 pilotos optaram por iniciar com pneus intermédios, enquanto a dupla da Haas escolheu pneus de chuva. Com esta escolha, Magnussen e Hulkenberg proporcionaram o espetáculo nas primeiras fases da corrida, já que os pneus Pirelli Cinturato Full Wet ofereceram uma aderência excelente, permitindo que ambos os pilotos subissem na classificação, com o dinamarquês a alcançar a quarta posição na volta 3, tendo começado em 14º. No entanto, a pista secou rapidamente e, por isso, os dois pilotos da equipa americana foram os primeiros a trocar para pneus intermédios, pois os seus tempos por volta tinham diminuído consideravelmente.

Na segunda parte da corrida, com condições que alternavam entre chuva e sol, o pneu Cinturato assumiu-se como a escolha mais indicada. Com o primeiro período de Safety Car, quarenta minutos após o início da corrida, a maioria dos pilotos aproveitou para trocar para um segundo jogo de intermédios, enquanto um trio composto por Ocon, Tsunoda e Bottas apostou que os seus pneus durariam o suficiente para prolongar a paragem até a pista estar em condições de usar slicks. O finlandês da Sauber foi até à volta 42, enquanto o francês da Alpine e o japonês da Racing Bulls esperaram mais duas voltas. Estes três foram os únicos pilotos a completar as setenta voltas da corrida com apenas uma paragem.

Quando os slicks se tornaram viáveis, a maioria (14) dos pilotos escolheu os médios, procurando uma melhor fase de aquecimento, enquanto cinco optaram pelos duros, pensando mais no desgaste, com o conhecimento de que, nos treinos livres, os médios sofreram com algum fenómeno de graining.

Dadas as condições meteorológicas durante o fim de semana no circuito Gilles Villeneuve, não é surpreendente que todos os pneus (P Zero duro, P Zero médio, P Zero macio, Cinturato intermédio e o Cinturato de chuva) tenham sido usados. Mas não foram os únicos pneus em ação, pois os Ferrari Challenge P Zero e Ferrari Challenge foram utilizados pelos carros da série monomarca da Ferrari, da qual a Pirelli é o único fornecedor desde que foi estabelecida em 1993.

Para Mario Isola, Diretor da Pirelli Motorsport: “Que corrida! Depois das críticas ao Grande Prémio de Mónaco, que, objetivamente, não foi exatamente emocionante, a Fórmula 1 respondeu aos críticos com um espetáculo incrível do início ao fim, com três líderes diferente e mais dois na luta pela vitória. Parabéns ao Max por uma grande vitória, e também a todos os outros protagonistas deste Grande Prémio do Canadá, porque acredito que todos os que amam este desporto realmente se divertiram. Em termos de pneus, pudemos ver quatro dos cinco tipos disponíveis em ação durante a corrida. Mesmo o pneu de chuva, que normalmente não é muito utilizado, mostrou ser competitivo numa pista de baixa energia com muita água na superfície. O Intermédio também conseguiu fazer stints muito longos, confirmando a sua adequabilidade em condições de piso molhado e de piso quase seco. Quanto ao duro e ao médio, é difícil dizer qual funcionou melhor, já que o segundo Safety Car nos privou de poder avaliar qual seria o preço a pagar em termos de degradação para aqueles que escolheram os médios para garantir mais aderência nas primeiras voltas, quando a pista ainda estava molhada.”

O que se segue…

Após esta breve passagem pela América do Norte, a Fórmula 1 regressa à Europa para uma longa série de corridas de verão. A primeira paragem é em Barcelona, que acolhe o Grande Prémio de Espanha de 21 a 23 de junho. Antes disso, a Pirelli realizará mais uma sessão de testes de dois dias, desta vez no circuito de Mugello, nos dias 13 e 14 de junho, novamente com o apoio da Scuderia Ferrari. Tal como aconteceu na semana passada em Le Castellet, Charles Leclerc e Carlos Sainz.

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canam
canam
7 dias atrás

Ao contrário do que muitos opinaram sem fundamento, o campeonato este ano está equilibradíssimo. Red Bull, AMG, Mclaren e Ferrari equivalem-se, e depende das circunstâncias das corridas uma superiorizar-se à outra. A Red Bull tem uma mais valia que se chama Vestappen, um dos grandes de sempre como tem provado, e que muitas vezes faz a diferença. Daí que seja o favorito , mas nunca será um passeio, para mais este ano parece que a equipa anda coxa do 2º piloto, o que ainda dificulta mais, e com um menu de 24 provas. E para compor o ramalhete, como é… Ler mais »

Last edited 7 dias atrás by Canam
Thor
Thor
Reply to  canam
6 dias atrás

Até ao Mónaco foi tudo equilibrado.

Patucho10
Patucho10
7 dias atrás

O Sargent é que decidiu esta corrida porque ninguém mais apanhava o Lando, os McLaren eram os mais rápidos em pista, o Lando já levava 8 seg ou mais, e o Piastri preparava-se para ultrapassar o Russell e o Max por isso ia ser uma corrida fácil para a McLaren, mas a pista é no canadá e surpresas á sempre e safety car também.

NOTEAM2.0
NOTEAM2.0
7 dias atrás

Na minha opinião, uma das melhores vitórias do Max que vi. Foi eficiente durante a primeira metade da corrida, mas para mim tudo se resume às últimas 10 voltas após a saída do safety car. Quando se esperava que o Norris fosse passar o RB de Max Verstappen, tal como já tinha acontecido anteriormente noutra fase da corrida, o campeão mundial puxou dos galões e como uma classe tremenda disparou na frente. Não acusou a pressão do momento minimante, fez com que aquele último stint parecesse um passeio no parque, mas uma boa parte dos pilotos não teria conseguido ganhar,… Ler mais »

driver-on-track
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Reply to  NOTEAM2.0
6 dias atrás

excelente e lucida apreciação , parabéns

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