Depois de nova derrota, no Mónaco, a Mercedes sabe que tem de reagir face ao ascendente da Ferrari, e o GP do Canadá é perfeito para isso poder suceder. Contudo, a questão é se alguém consegue parar a Ferrari, que tem mostrado um pouco por todo o lado que está em grande forma e em qualquer pista. Claro que a margem é pequena, de longe mais pequena que aquela que a Mercedes teve em anos anteriores, mas ainda assim os homens de vermelho vestidos estão a fazer um trabalho melhor que os flechas prateadas. A dobradinha da Ferrari no Mónaco causou fortes dores de cabeça nos homens da Mercedes e estes já avisaram que o Canadá não é a melhor pista para reagir. Mas será assim?
A questão da Mercedes passa pela janela ótima de utilização dos pneus, algo que a Ferrari já terá descoberto – com o que isso tem dado de conversa entre corridas – mas se a Mercedes não descobrir um caminho, então o que agora parece, pode mesmo tornar-se forte tendência daqui para a frente. Julgou-se, até Espanha que a Ferrari simplesmente estava a trabalhar bem e a dar grande luta à Mercedes, mas agora já se percebeu que é a Mercedes quem tem de “dar ao pedal” para “não ficar pelo caminho”
Como se sabe, cada vez que uma época termina todos fazem um ‘reset’ ainda mais como sucedeu este ano com regras completamente novas, e apesar da Mercedes ter surgido com o monolugar forte, afinal ganhou três das seis corridas realizadas, já se percebeu que está muito longe do domínio que exerceu nos anos anteriores. A Red Bull foi ao pódio no Mónaco, graças a Daniel Ricciardo, mas parece mais um bom aproveitamento das circunstâncias da corrida do que ritmo efetivo e o Canadá vai confirmá-lo.
No meio do pelotão a luta é intensa, entre a Force India, atual quarta classificada no Mundial e as suas perseguidoras já há uma margem pontual significativa, 24 pontos para a Toro Rosso, mas isto é mais fruto de boa regularidade exibicional do que rapidez, e é certo que os números enganam face à Toro Rosso, Williams, Renault e Haas, pois estão todos muito equilibrados. Por exemplo se olhássemos para os melhores pilotos de cada uma das equipas a margem de Carlos Sainz para Sergio Pérez são nove pontos e Felipe Massa está apenas cinco pontos mais atrás do espanhol. De qualquer forma, existe aqui um tendência e já se percebeu há muito que a Force India tem (não de longe, mas tem) a melhor dupla do segundo pelotão.
De resto o fim de semana vai ser importante para Lance Stroll, que se vai tornar no primeiro piloto canadiano a correr em casa desde Jacques Villeneuve em 2006, logo numa altura em que recebe críticas de todos os lados. Para quem tem um Williams, estar após seis corridas atrás de Marcus Ericcson (Sauber), Jolyon Palmer (Renault) e Pascal Wehrlein (Sauber) não é um bom cartão de visita, mas também nenhum deles tem 18 anos e tão pouco tempo de F1.
Por nós, vamos esperar para ver. A paragem do verão aprece boa para tirar conclusões.
Amanhã já se ouvem os motores, e ao contrário do habitual, vamos ter horários um pouco distintos das corridas anteriores. Os treinos livres arrancam amanhã o primeiro às 15h00 e o segundo às 19h00 e no dia seguinte, sábado, o terceiro treino livre realiza-se também às 15h00 e a qualificação, às 18h00. Por fim a corrida é às 19h00 de domingo.









