Max Verstappen foi líder do pelotão do Grande Prémio do Canadá durante todas as voltas da corrida, não tendo que se defender de qualquer ataque de um adversário. Foi mais um triunfo dominador do piloto neerlandês, que alcança a 41º triunfo da carreira e iguala o número de vitórias de Ayrton Senna, foi também a 100ª da Red Bull.
Enquanto Verstappen terminou com mais de 7 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Fernando Alonso e Lewis Hamilton discutiram entre si pelo degrau médio do pódio. O britânico da Mercedes tirou vantagem na partida, mas a recuperação do piloto espanhol deu-se antes do meio da corrida, mantendo esse lugar até à 70ª volta.
A Ferrari, com uma boa estratégia de corrida e com uma condução sem erros de Charles Leclerc e Carlos Sainz, garantiu o quarto e quinto posto, com vantagem para o monegasco. Depois de várias questões sobre as decisões da equipa italiana, hoje estiveram bem, apesar de não conseguirem acompanhar nem Hamilton, nem Alonso, deixaram Sergio Pérez à deriva, sem conseguir alcançá-los. O piloto da Red Bull terminou no sexto lugar da classificação da corrida e com a volta mais rápida.
Boa corrida de Alexander Albon, que parou apenas uma vez e conseguiu defender os ataques de George Russell e depois de Esteban Ocon, garantindo o sétimo lugar em Montreal. Atrás de si terminou o piloto francês da Alpine – depois do abandono de Russell – disputando com Lando Norris até aos últimos metros o oitavo posto. No entanto, o britânico da McLaren tinha uma penalização de 5 segundos e deixa de constar do top 10 e não pontua, visto que as diferenças naquela zona do pelotão foram sempre curtas. Assim, e com uma ultrapassagem a Valtteri Bottas mesmo em cima da linha de meta, Lance Stroll alcançou o nono lugar, com o finlandês da Alfa Romeo a somar um ponto.
Sergio Pérez, Kevin Magnussen e Valtteri Bottas arrancaram com pneus duros, Pierre Gasly com pneus macios e todos os outros com médios.
Logo no arranque, Fernando Alonso perdeu a segunda posição para Lewis Hamilton e ainda sentiu a pressão de George Russell, que conseguiu manter atrás de si. Mais para trás, Carlos Sainz tentou ultrapassar Sergio Pérez, com sucesso apenas na segunda tentativa, beneficiando espanhol por ter pneus mais rápidos do que o mexicano da Red Bull.
Quem perdeu bastante na primeira volta foi Yuki Tsunoda, que teve de parar no final da primeira volta e regressou à pista, obviamente, no último posto com pneus duros.
Passadas as cinco primeiras voltas, Alonso passou a ter DRS para tentar ultrapassar Hamilton, enquanto Russell estava a mais de 1.3s de diferença.
Na sétima volta do Grande Prémio do Canadá, o engenheiro de corrida avisou Logan Sargeant para parar o carro o mais rapidamente possível, dando por terminada a corrida do piloto norte-americano. Houve por alguns instantes um período de Virtual Safety Car, mas que não permitiu qualquer paragem com benefício de tempo.
Logo após o breve período de VSC, Alonso voltou a estar mais próximo de Hamilton, assim como Russell estava do piloto espanhol da Aston Martin.
Na volta 11, Pierre Gasly parou e deixou na box os pneus macios para regressar com pneus duros.
George Russell bateu no muro de proteção da curva 9 do Circuito Gilles Villeneuve na volta 12 quando perseguia Fernando Alonso pela terceira posição. Fim da luta pelo pódio para um dos britânicos da Mercedes, ficando as três equipas da frente apenas com 1 carro cada. Russell ainda conseguiu parar na box e regressar à pista na 19ª posição
Na paragem, aproveitando o SC, Lewis Hamilton quase bateu no Aston Martin de Alonso na saída das boxes. Cinco pilotos não pararam nesta situação de SC, Charles Leclerc, Carlos Sainz, Sergio Pérez, Kevin Magnussen e Valtteri Bottas.
Na volta 16, o Safety Car saiu de pista e Verstappen manteve a liderança, não existindo mudanças na classificação naquela altura. Nas voltas seguintes, a luta pela última posição pontuável deu-se entre Lando Norris e Oscar Piastri, que numa travagem para a última chicane teve de seguir pela escapatória, perdendo a 11ª posição para Alexander Albon.
A ultrapassagem de Fernando Alonso foi consumada no final da 22ª volta, aproveitando a zona de DRS e a travagem para a entrada da última chicane do traçado. O piloto espanhol conseguiu galgar terreno e ganhar vantagem sobre Hamilton.
Pouco depois, Carlos Sainz comunicava com a equipa que podia ter mais ritmo do que o seu companheiro de equipa que estava à sua frente. A resposta foi dada a Charles Leclerc, com o seu engenheiro a dizer que o piloto espanhol não o iria atacar e queriam um turno de condução limpo.
Enquanto a Ferrari mantinha os dois pilotos em pista com pneus médios e na frente Alonso tinha mais de 5 segundos de diferença para o líder Max Verstappen, Nyck de Vries tentou ultrapassar Kevin Magnussen na curva 1, com um toque entre os dois carros, voltando a tentar na curva 3, mas falhou a travagem e levou a que os dois tivessem de parar apenas na trajetória.
Com algumas equipas a decidirem parar duas vezes os pilotos, Russell tinha conseguido alcançar o 8º posto na volta 37. Nessa mesma volta, Sainz parou primeiro para trocar os pneus médios por duros, uma situação que se repetiu com Leclerc na volta seguinte. Não perderam qualquer posição, enquanto Pérez teve de recuperar o sexto posto depois de ultrapassar Albon.
Lando Norris foi penalizado com 5 segundos a cumprir numa paragem ou que seria acrescentado ao seu tempo final, por abrandar demasiado a velocidade atrás do Safety Car.
Max Verstappen foi chamado à box na volta 41, depois da paragem dos seus adversários que vinham muito mais atrás. O neerlandês voltou com pneus médios, enquanto Alonso tinha duros para o final da corrida e Hamilton o mesmo composto que o líder da corrida.
Apesar de imprimir um ritmo alto, Lewis Hamilton mantinha-se a mais de 3 segundos de Alonso, que dizia à equipa que queria aumentar o ritmo para vencer a corrida (problemas nos travões do Aston impediam o espanhol de puxar mais).
Nessa altura da corrida, dentro dos dez primeiros classificados, a maior luta era entre Russell e Albon, com o piloto da Williams a agarrar-se ao sétimo posto, levando a que Esteban Ocon recuperasse terreno para o britânico da Mercedes.
Quando se formou um grupo de pilotos atrás de Albon, Russell foi obrigado a desistir, possivelmente resultante do toque no muro na fase inicial da corrida.
À entrada para as últimas 15 voltas da corrida, Hamilton passava a ter 1.5s de diferença para o segundo classificado Fernando Alonso, enquanto Ocon via Albon a defender a sua sétima posição de forma irrepreensível. O francês perdeu um pouco o contacto com Albon devido à pressão que sofreu de Lando Norris. A luta entre os pilotos da Alpine e da McLaren dominou as atenções até aos últimos metros da corrida, mas Norris tinha que cumprir a penalização de 5 segundos, ficando de fora dos lugares pontuáveis.
Lance Stroll ultrapassou pouco antes da linha de meta Valtteri Bottas, pelo 10º lugar em pista, subindo a nono com a penalização de Norris, voltando a pontuar no seu GP caseiro.

Foto: Dan Mullan/Getty Images/Red Bull Content Pool











