Alexander Albon expressou a sua frustração após ter sido apanhado no pião de Carlos Sainz durante o Grande Prémio do Canadá de Fórmula 1, o que lhe tirou as esperanças de somar pontos.
Alexander Albon conseguiu passar ao Q3 pelo segundo fim de semana consecutivo, assegurando um 10.º lugar à partida graças à capitalização das dificuldades da Ferrari e abrindo boas perspetivas para um possível lugar pontuável no final da corrida canadiana.
Albon teve um bom desempenho nas condições complicadas que se desenrolou grande parte da prova em Montreal e fez uma manobra arrojada na última chicane após o reinício, ganhando duas posições numa única curva. No entanto, a sua corrida sofreu uma reviravolta, não conseguiu evitar o Ferrari SF24 de Sainz desgovernado após o pião do piloto espanhol. O contacto acabou com as hipóteses de Albon de terminar em grande, tornando uma corrida potencialmente promissora numa experiência frustrante para o piloto tailandês.
“Sinceramente, foi frustrante”, admitiu Albon no final prematuro da prova no Canadá. “Quando olho para a corrida num todo, parece que não arriscámos muito na nossa estratégia, mas estivemos sempre a tomar boas decisões. Se olharmos para a Haas, fizeram uma boa aposta com os pneus de chuva no início da corrida. Se olharmos para alguns dos pilotos que ficaram com os intermédios, não fizeram um novo pitstop a meio da corrida. Fizemos o que achámos que era melhor para nós e mesmo que por vezes não resultasse, continuámos a recuperar as posições. Continuámos a lutar para voltar aos pontos e eu estava a gostar. Há muito para disputar e eu divertia-me muito. E depois, duas voltas seguidas, dois pilotos saíram de pista na mesma curva”, referindo-se ao episódio com Sergio Pérez no mesmo local onde Sainz perdeu o controlo do carro italiano.
“No primeiro, perdi a posição. Tive de evitar o acidente. E depois, na volta seguinte, o Carlos fez obviamente o pião”, acrescentou Albon, dizendo ainda que “estava à espera que ele parasse, mas como as coisas se desenrolaram e eu pensei, quando fiz o meu movimento inicial para ir para a esquerda, ‘OK, está tudo bem. Já tenho uma posição’. E depois, quando o vi a aproximar-se e rodar à minha volta, pensei: ‘OK, vai bater-me na traseira direita’. Fui um pouco como um passageiro”.
Na sua análise ao Grande Prémio do Canadá, Alexander Albon é perentório, afirmando que foi “muito frustrante”, porque poderia ter alcançado um lugar pontuável.
Foto: Philippe Nanchino/ MPSA












