Depois do que se tem visto nos últimos GP’s foi com alguma surpresa que se assistiu à prestação da Mercedes em São Paulo. Foi, sem dúvida, o fim de semana mais dramático da F1 2021, com tudo o que sucedeu à Mercedes, mas ainda assim Lewis Hamilton recuperou um total de 25 posições, e de último, terminou o fim de semana em primeiro. O que fez a Mercedes no seu carro? Em primeiro lugar, uma nova unidade motriz. A Red Bull pede 0.1s por volta num motor novo face ao fim de vida, mas a Mercedes cede o dobro, 0.2s. Vezes 71 voltas é só fazer contas.
Por isso a Mercedes escolheu penalizar.
Pensava-se que haveria equilíbrio nesta lista com a Red Bull, cujo monolugar é claramente melhor no setor 2 da pista, com a Mercedes a ter vantagem no 1º e 3º.
Segundo a The Race, este Mercedes foi, de longe, o monolugar mais rápido em qualificação face à concorrência este ano. Exceção feita aos Red Bull, a vantagem da Mercedes para o ‘resto’ do plantel é 0.55%, no Brasil foi 0.98%.
Por aí se explica a facilidade com que Hamilton recuperou posições. Mas há mais.
A Mercedes terá descoberto uma forma ‘inteligente’ de utilização da sua asa traseira, e apesar das diretivas da FIA que foram impostas em França, o seu carro está a andar, visivelmente, mais em certas pistas. Verstappen foi multado por, provavelmente, tentar perceber qual é o segredo dessa asa. E não foi a margem de 0.2mm no DRS que levou à sua desqualificação, porque depois de mudada a asa a prestação foi a mesma. E na corrida.
O que também ajudou a Mercedes foi a temperatura nos três dias em São Paulo. Os pneus da frente dos Red Bull sofreram bem mais do que os da Mercedes, e isto pode variar de pista para pista. Por exemplo, nos EUA, mais uma volta e Hamilton poderia ter passado Verstappen. É a este nível que se ‘joga’ hoje em dia a F1. Por muito que as equipas trabalhem, a sorte também entra na jogada. Tudo misturado, a Mercedes foi melhor no Brasil. Faltam três corridas, vamos ver o que sucede daqui para a frente.













