Lewis Hamilton (Mercedes F1 W11) venceu o GP do Bahrein de Fórmula 1 marcado pelo grave acidente de Romain Grosjean, no início da corrida, com o seu Haas a sair de pista, bater violentamente nos rails e a incendiar-se violentamente, com o piloto no cockpit.
Os Marshalls e carro médico chegaram depressa e ainda ajudaram a tirar o piloto do ‘inferno’ do fogo. Grosjean sofreu queimaduras nas mãos e tornozelos e suspeita-se duma costela partida. Foi levado para o hospital para mais observações, mas tendo em conta o que sucedeu, podia ter sido muito mais grave.

A corrida esteve interrompido quase uma hora, para reparação dos rails, mas no recomeço, no Safety Car, depois de Lance Stroll capotar na sequência de um toque de Daniil Kvyat, que também já tinha estado envolvido no acidente de Grosjean.
Reiniciada a corrida, Lewis Hamilton dominou e triunfou pela 11ª vez este ano, mas com Max Verstappen (Red Bull RB16/Honda), que pouco pode fazer do que seguir o inglês à distância, durante a corrida. Verstappen terminou colado a Hamilton, por causa do Safety Car, mesmo em cima do fim da corrida.

Sergio Perez (Racing Point RP20/Mercedes) tinha novo pódio à vista, precioso para a equipa, depois de mais uma boa exibição, não dando grandes hipóteses à concorrência, isto podendo estar a três corridas do fim da sua carreira na F1, mas o azar bateu-lhe à porta e a sua corrida terminou com o seu monolugar em chamas. Quem herdou o pódio foi Alexander Albon (Red Bull RB16/Honda) que perseguiu o mexicano durante muito tempo, sem que Pérez lhe tenha dado hipóteses. Muito azar.
Grande ‘exercício’ matemático para a McLaren com Lando Norris a terminar em quarto na frente de Carlos Sainz, dando 22 pontos à equipa, que podem ser decisivos na luta pelo terceiro lugar das equipas no Mundial de Construtores. É que estamos a falar de uma diferença de 10 milhões de dólares entre ser terceiro ou quarto.
Com estes resultados, a McLaren tem agora 171 pontos, mais 17 que a Racing Point (154). A Renault teve um dia pouco produtivo e está 10 pontos atrás da Racing Point, com 144 pontos com a Ferrari a ter novamente um maus conjunto de resultados mau e a não passar dos 131 pontos. Com duas corridas pela frente o terceiro lugar sorri à McLaren ainda que não esteja ‘fechado’.
Com uma estratégia de apenas uma paragem, Pierre Gasly (AlphaTauri AT01/Honda) foi sexto na frente de Daniel Ricciardo (Renault R.S.20) com Valtteri Bottas (Mercedes F1 W11) em oitavo, depois duma corrida condicionada pelo furo que sofreu no reinício da corrida. Já tinha caído de segundo para sexto na primeira partida, passou para quarto no recomeço, mas depressa teve de ir às boxes com um furo lento, atrasando-se muito.
Recuperou até oitavo.
Esteban Ocon (Renault R.S.20) foi nono e o abandono de Perez permitiu à Ferrari herdar uma posição com Charles Leclerc (Ferrari SF1000) a somar um ‘pontinho’ num dia pobre para a equipa. Novamente os dois pilotos da ferrari desentenderam-se com Leclerc a não dar tréguas ao seu colega de equipa,
Sebastian Vettel (Ferrari SF1000), que bem se queixou via rádio, com qualquer coisa do estilo “é sempre a mesma coisa, não vale a pena discutir nada disto no briefing”. Vettel teve azar com o incidente de Kvyat com Stroll, perdendo várias posições. Terminou em 13º
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