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GP Arábia Saudita F1: Pérez vence e Verstappen abre guerra na Red Bull | AutoSport

GP Arábia Saudita F1: Pérez vence e Verstappen abre guerra na Red Bull

Por a 20 Março 2023 17:14

A Red Bull conquistou no Grande Prémio da Arábia Saudita mais uma dobradinha, tendo sido deste feita Sérgio Pérez a vencer, mas num momento em que as restantes equipas apenas podem aspirar ao degrau mais baixo do pódio, começam a surgir alguns indícios de algum mau estar no seio da formação de Milton Keynes.

Depois das três sessões de treinos-livres em que Max Verstappen parecia caminhar para uma pole-position esmagadora e para uma vitória sem contestação, o RB19 mostrou a sua primeira debilidade – a fiabilidade.

Já no Grande Prémio do Bahrein a Red Bull tinha tido algumas preocupações com a caixa de velocidades e até à qualificação tanto o holandês como o mexicano montaram um destes componentes novo no seu monolugar.

Isto não significava qualquer penalização, uma vez que cada piloto tem direito a quatro caixas de velocidades por temporada, estando qualquer um deles longe do limite.

No entanto, na qualificação, quando Verstappen se preparava para realizar uma marca na Q2, o semi-eixo direito cedia, deixando o Bicampeão Mundial sem a possibilidade de avançar para a fase seguinte, quedando-se pelo décimo quinto posto da grelha de partida.

Subitamente, abria-se a possibilidade de termos uma qualificação disputada e, quem sabe, uma corrida, dado que Pérez, até então, nunca mostrara o nível de performance do seu colega de equipa, ficando na região em que poderia ser incomodado por Fernando Alonso, os pilotos da Mercedes e os da Ferrari.

O mexicano assegurou a pole-position, mas Charles Leclerc, com uma volta impressionante, assinava o segundo tempo, a apenas 0,155s. Contudo, a maior esperança da Ferrari na obtenção de um bom resultado tinha uma penalização de dez lugares por ter montado a sua terceira centralina eletrónica, o que o atirava para décimo segundo e promovia Alonso à primeira linha da grelha de partida, seguido de George Russell, Carlos Sainz e Lance Stroll, ao passo que Lewis Hamilton não se entendia com o comportamento do seu Mercedes e não ia além de oitavo atrás de Esteban Ocon, o que se transformaria com a penalização de Leclerc em sétimo.

À partida para a corrida de cinquenta voltas as questões que pairavam era perceber se Alonso poderia ser uma ameaça para Pérez e se Verstappen poderia ter uma possibilidade de recuperar para se colocar em situação de lutar pelo triunfo, esperando um Safety-Car no momento certo para o fazer.

No arranque, o espanhol da Aston Martin reagiu bem aos semáforos, assumindo o primeiro lugar na travagem para a primeira curva, liderando pela primeira vez uma corrida de Fórmula 1 desde 2013, mas Pérez seguiu-o sempre como uma sombra e, quando o DRS entrou em acção, o piloto da Red Bull reassumiu o comando para não voltar a perder.

Por sua vez, Verstappen ganhava duas posições, sendo cuidadoso nas primeiras voltas para evitar qualquer toque num circuito bastante propenso a isso.

Contudo, assim que o DRS foi ativado, começou a fazer a recuperação que se esperava dele, chegando a sexto, a um segundo de Leclerc, que com pneus macios no seu Ferrari estava a ganhar posições com alguma facilidade.

O holandês chegou ao quarto lugar com as paragens dos pilotos da ‘Scuderia’, mas então estava já a vinte e um segundos do seu colega de equipa, o equivalente a mais de uma passagem pelas boxes para troca de pneus, e a quinze de Alonso.

Apanhar o espanhol era uma possibilidade no horizonte de Verstappen, mas alcançar o seu colega de equipa só um Safety-Car no momento certo poderia ajudar o Bicampeão Mundial.

Mad Max faz tábua rasa nas ordens…

Foi então que, Stroll, que até à sua paragem nas boxes rodou à frente de Sainz, parou em pista com problemas técnicos na unidade de potência do seu Aston Martin, precipitando a entrada em cena do Vantage pilotado por Bernd Mayländer.

Sem que os quatro primeiros tivessem ainda parado para trocar de pneumáticos, todos rumaram às boxes, inclusivamente Lewis Hamilton, que assim suplantou Leclerc e Ocon, ficando todos em igualdade de circunstâncias para a restante corrida.

Verstappen tinha entre si e Pérez Russell e Alonso, mas com vinte e nove voltas pela frente e o ascendente que tinha evidenciado nos treinos-livres, uma vitória do holandês não estava fora de cogitação.

O Bicampeão Mundial suplantou o Mercedes e o Aston Martin com facilidade no espaço de cinco voltas, chegando ao segundo posto a cinco segundos do seu colega de equipa.

Era o momento de Verstappen evidenciar a superioridade que mostrara na sexta-feira e no sábado de manhã. O titular do carro número 1 atacou com todas as suas armas, mas Pérez respondeu sempre, mostrando que, em ritmo de corrida, nada tinha a perder para o seu colega de equipa, mantendo a sua vantagem de cinco segundos.

A Red Bull, percebendo que a dobradinha estava assegurada e que o ritmo dos seus pilotos era semelhante, começou a instruir os seus pilotos para manterem o ritmo por volta de 1m33,0s, para proteger a mecânica dos seus monolugares, até porque Verstappen reportava um ruído estranho dos semi-eixos, o componente que cedera no seu carro no dia anterior.

Contudo, o holandês nunca respeitou a ordens dadas pelo seu engenheiro, rodando no 1m32 baixo, o que levou a equipa a ceder e avisar os seus pilotos que estavam livres para o dar o máximo, para grande surpresa de Pérez.

Apesar de estar em ‘attack mode’, Verstappen nunca conseguiu aproximar-se do seu colega de equipa, que seguiu para uma vitória autoritária, a quinta da sua carreira na Fórmula 1.

O neerlandês, desagradado e em rota de colisão com as ordens emanadas pela Red Bull, terminou em segundo, conseguindo o ponto da melhor volta na sua última passagem pela linha de meta, apesar de a equipa o ter instruído para não o fazer.

A equipa de Milton Keynes conseguia a sua segunda dobradinha da temporada, em duas corridas, mas Christian Horner poderá ter uma guerra para gerir entre mãos, sobretudo, se Pérez continuar ao longo da temporada a evidenciar o elevado nível que demonstrou na corrida de domingo.

Fernando Alonso ficou com o terceiro posto, não tendo tido a sua segunda subida ao pódio desta temporada nunca em risco durante a corrida, apesar de uma penalização de cinco segundos, por ter alinhado na grelha de partida ligeiramente fora do seu lugar.

No entanto, pouco depois da cerimónia do pódio foi divulgado pela FIA que teria uma nova penalização de dez segundos, por um dos seus mecânicos ter tocado com o macaco traseiro no Aston Martin do espanhol, quando este cumpria o castigo original.

A equipa de Silverstone, porém, conseguiu mostrar perante os comissários desportivos que o macaco não era considerado como um componente para este tipo de penalizações, tendo a decisão sido revista, o que permitiu a Alonso coleccionar o seu centésimo pódio na Fórmula 1.

Russell, que chegou a estar no terceiro lugar por algumas horas, acabaria em quarto, sem nunca conseguir incomodar verdadeiramente o espanhol da Aston Martin, sendo seguido por Hamilton.

O inglês ultrapassou Sainz depois da intervenção do Safety-Car, tendo o hispânico da Ferrari terminado em sexto à frente de Leclerc num dia de grande desapontamento para a ‘Scuderia’.

FIGURA: Sérgio Pérez

O piloto mexicano não arrancou bem da pole-position, perdendo a liderança para Alonso, mas rapidamente recuperou, lançando-se para uma prestação notável.

Quando Verstappen chegou a segundo, a 5s do seu colega de equipa, chegou a pensar-se que seria uma questão de tempo até alcançar a liderança, tal a forma que tinha mostrado até à Q2, mas Pérez teve sempre resposta para o holandês, mantendo a sua vantagem estável, o que foi determinante para que deixasse o seu perseguidor sem esperança de vencer.

O mexicano conquistou a sua quinta vitória e, se mantiver este nível, poderá ser um osso bem mais duro de roer para Verstappen do que este esperaria depois do Bahrein.

MOMENTO: Qualificação

Verstappen parecia ter tudo sob controlo, rodando em tempos que eram inalcançáveis para os seus perseguidores, inclusivamente para Pérez. Porém, um semi-eixo acabou por travar o holandês, que terminou na décima quinta posição da grelha de partida.

Isto abriu o caminho para o mexicano que aproveitou bem a oportunidade para assegurar a sua primeira vitória da temporada, tendo demonstrado um ritmo mais forte em condições de corrida que em de qualificação, o que foi determinante para segurar a aproximação do seu colega de equipa.

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breno_mascarenhas2020_hotmail_com
breno_mascarenhas2020_hotmail_com
11 meses atrás

Será muito interessante vermos o Perez tendo melhores resultados que o Verstappen e como a RB conseguirá administrar esse conflito !

GTONE
GTONE
11 meses atrás

Mas alguém acredita nisso?!

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