Pode considerar-se um excesso, mas se fizermos uma comparação direta, não deixa de ter a sua verdade. Todos se lembram de ouvir via rádio Max Verstappen dizer “o Checo é uma lenda” quando percebeu que Sergio Pérez tinha aguentado Lewis Hamilton atrás de si bastante tempo, o suficiente para Verstappen ficar bem mais perto do seu adversário direto.
Jolyon Palmer, no podcast Chequered Flag da BBC, disse entender que Valtteri Bottas “deixou ficar mal” Lewis Hamilton quando chegou o momento da verdade no Mundial de Fórmula 1.
Enquanto Max Vestappen teve um colega de equipa que claramente contribuiu para o desfecho final, já de Bottas quase nem se ouviu falar na corrida. Assim de repente, lembramos-nos de uma ultrapassagem de Yuki Tsunoda ao piloto da Mercedes.
Numa corrida destas teria sido bem importante ter Bottas lá na frente, como esteve Pérez, a ajuda Verstappen. Mas de Bottas, nem vê-lo.
Logo por azar, nesta corrida em que arrancava de sexto, Bottas ficou preso no meio do pelotão, depois de cair da sexta para a oitava posição, logo após a partida, ficando impotente para ajudar o britânico, que curiosamente tinha dito dias antes: “é o melhor companheiro de equipa na história deste desporto”.
Fazendo-lhe justiça, sim, ajudou-o muitas vezes, e estendeu-lhe a passadeira tantas outras.
Mas no dia em que mais foi preciso, não esteve lá. Falando no podcast Chequered Flag da BBC, Jolyon Palmer foi cáustico: “Bottas esteve muito mal. Será que isso custou o título ao Hamilton? Se o Bottas estivesse dentro de uma janela de pit-stop de Verstappen, ele não tinha tido paragens ‘grátis’ nas boxes. Um grande piloto para a equipa durante tantos anos, mas na sua última corrida desapareceu e isso significou que Verstappen teve uma paragem ‘grátis’ no Virtual Safety Car, e outra no Safety Car.
Se tivesse outro Mercedes lá dentro de 23 segundos dele, num carro que fosse mais rápido com Lewis Hamilton ao volante, ele não o poderia fazer e Hamilton iria tirar partido disso. O Bottas foi sólido ao longo dos anos, mas quando contou, ele não ajudou o seu companheiro de equipa. Já o Perez fez tudo o que podia, porque estava lá…”









