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GP Abu Dhabi de Fórmula 1 – 2º pelotão: Uma última dança frustrante | AutoSport

GP Abu Dhabi de Fórmula 1 – 2º pelotão: Uma última dança frustrante

Por a 21 Novembro 2022 16:40

Lando Norris teve uma corrida descansada, vencendo confortavelmente a batalha do 2º Pelotão no GP de Abu Dhabi, ao passo que a Aston Martin perdeu a oportunidade de bater a Alfa Romeo no Campeonato de Construtores devido a uma estratégia errada com Sebastian Vettel.

O piloto inglês arrancou da sétima posição da grelha de partida e, com uma táctica de duas paragens, nunca foi incomodado pelos seus perseguidores, terminando em sexto, ainda que com Esteban Ocon por perto.
No entanto, o resultado de Norris e Daniel Ricciardo, que na sua despedida da McLaren terminou em nono, foi insuficiente para que a equipa de Woking pudesse assegurar o quarto posto no Campeonato de Construtores, apesar do abandono de Fernando Alonso, que foi obrigado a rumar às boxes na sua despedida da Alpine com uma fuga de água.
Já a Aston Martin esteve muito perto de suplantar a Alfa Romeo na luta pelo sexto lugar da tabela de equipas, mas errou estrategicamente.
Vettel, na sua última corrida na Fórmula 1, tem vindo a mostrar um nível que já há algum tempo que não se via da parte do alemão, alinhando no nono posto da grelha de partida entre os dois Alpine.
O tetracampeão mundial manteve a sua posição no arranque e parecia ligeiramente mais rápido que Esteban Ocon, que não conseguia acompanhar Norris, mas não o suficiente para o ultrapassar decisivamente, tendo ainda Fernando Alonso nos seus espelhos.
Numa prova em que havia alguma indefinição estratégica entre uma ou duas paragens, seria a desgaste dos pneus que se verificaria durante a corrida a fazer pender as opções das equipas.
Com Vettel na sua zona de DRS, o francês parou nas boxes na décima quarta volta, trocando pneus médios por duros, o que na prática significava assumir uma estratégia de duas paragens, ao passo que o espanhol parava cinco voltas depois, o que o deixava numa situação em que poderia escolher parar pela segunda vez ou não de acordo com o comportamento dos pneus.
Já Sebastian Vettel manteve-se em pista até à vigésima quarta passagem pela linha de meta, assumindo a Aston Martin uma corrida com apenas uma passagem pelas boxes.
Numa situação perfeita, como Max Verstappen e Charles Leclerc mostraram, a estratégia de uma paragem poderia ser a melhor opção, mas no meio do pelotão, essa escolha era mais dificil de tomar, dado que isso significaria perder posição em pista, sendo o piloto em questão obrigado a fazer muitas ultrapassagens quando tivesse vantagem de pneus, perdendo tempo em excesso.
Foi exatamente o que aconteceu a Vettel, quando saiu das boxes, que caiu para décimo nono, tendo atrás de si apenas Nicholas Latifi, e no meio do tráfego.
O alemão foi ganhando posições em pista, mas nunca teve pista livre para maximizar os pneus mais frescos que tinha à sua disposição, deixando-o ainda numa situação de abusar das suas borrachas, o que teria um custo no final da corrida.
Quando os pilotos numa estratégia de duas paragens passaram pela segunda vez pelas boxes, Vettel era apenas décimo a mais de cinco segundos de Ocon, de que tinha estado a menos de um segundo antes das paragens, e atrás de Daniel Ricciardo, que arrancara apenas de décimo terceiro e assumira também uma paragem, mas criticamente parara mais cedo.
Pior que isso, Lance Stroll, que tinha parado na quadragésima volta pela segunda vez, estava a apenas dois segundos e com pneus bastante mais frescos – uma prova evidente do falhanço estratégico da equipa de Silverstone.
A estratégia engendrada pela Aston Martin para Vettel mostrava-se completamente errada e, para além de comprometer a corrida do seu piloto, via a possibilidade de poder bater a Alfa Romeo na luta pelo sexto lugar do Campeonato de Construtores esfumar-se, a quem tinha de ganhar apenas cinco pontos num dia em que os carros de Hinwil estavam longe de ser competitivos.
O alemão viu-se passado pelo seu companheiro de equipa, que foi até oitavo após suplantar Ricciardo, ficando fora dos pontos, situação em que, em circunstâncias normais terminaria o seu último Grande Prémio, quando no início da prova estava em luta com Ocon, que viu a bandeira de xadrez em sétimo.
Só o abandono de Lewis Hamilton, com problemas hidráulicos, permitiu que Vettel subisse a décimo e somasse assim mais um ponto ao seu recheado palmarés.
Daniel Ricciardo optou, também, por uma estratégia de uma paragem, mas criticamente, parou cinco voltas mais cedo que o alemão, o que lhe concedeu posição em pista. Vettel tudo tentou para ultrapassar o australiano, mas foi impotente para se ver livre do piloto da McLaren, terminando em décimo, o que foi insuficiente para que a Aston Martin pudesse bater a Alfa Romeo na batalha pela sexta posição do Campeonato de Construtores.
A equipa de Silverstone para além de escolher uma estratégia que era a menos correta para o Grande Prémio de Abu Dhabi, executara-a mal, o que foi determinante para uma corrida de despedida frustrante para Vettel e para que não conseguisse alcançar o seu objetivo – bater pontualmente a Alfa Romeo.

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