Fórmula 1: Ultrapassagens parecem mais difíceis
No papel o
plano da FIA era excelente, embora ambicioso: um novo pacote aerodinâmico de
transição para 2020 que iria aumentar as possibilidades de ultrapassagem. A
maior alteração está na asa dianteira, mais larga e despida das estruturas
complicadas pensadas para desviar o fluxo de ar das rodas da frente. Sobrolhos
levantaram-se quando alguém disse que os carros seriam mais lentos 1.5 segundos
por volta e o fluxo de ar deixaria de ‘acertar’ nos carros que vinham atrás.
“Porque razão é que voltaram a alargar as asas da frente se há uns anos todos
diziam que elas é que eram o problema?” perguntou
Sebastian
Vettel, quase que profetizando aquilo que se comprovou nos testes.
As asas de dois
metros de largura e o génio criativo dos engenheiros conseguiram manter o
efeito de lavagem, ou seja, afastar das rodas da frente o fluxo de ar. Com a
agravante de, agora, esse ar ser atirado para trás, acertando em cheio no carro
que vem atrás, roubando-lhe apoio. E como as asas têm menos perfis e menos
apoio, este ar turbulento piora as coisas para quem vem atrás.
Isso ficou
claro durante esta primeira semana de testes, quando no terceiro dia de testes,
Sebastian Vettel “apanhou” Carlos Sainz e viu-se e desejou-se para o
ultrapassar. “Não tive possibilidade de o ultrapassar. Nunca consegui ficar
perto o suficiente”, disse Vettel. Ou quando Lewis Hamilton ficou “preso” atrás
do Alfa Romeo de Kimi Räikkönen.
Mais pilotos
experimentaram a mesma situação e foram unânimes em dizer que nada mudou, com
Nico Hulkenberg a apontar: “Parece que fizeram CTRL Copy, CTRL Paste!”. E
quando os responsáveis técnicos decidiram falar sobre as novas regras, parece
que Helmut Marko, consultor da Red Bull, tinha razão quando vociferou: “É uma
idiotice, não oferece nada de novo e só nos vai custar dinheiro!”
Adrian Newey
(Red Bull) acredita que será ainda pior manter-se no cone de aspiração:
“Perdemos tanto apoio como anteriormente, mas agora de uma forma mais instável
por que nos falta o apoio vertical que a cascada de asas nos oferecia.”
Já Andy Green,
o responsável técnico da Racing Point, sustenta: “Não estou surpreendido com o
facto dos esforços do comité técnico para aumentar as ultrapassagens tenham
dado em nada. Nós não fazemos os nossos carros para facilitar quem vem atrás de
nós, mas sim para os tornar o mais rápido possíveis. E para isso, o ar tem de
passar pelo lado de fora das rodas, por isso, sempre que tenhamos a chance de o
fazer, é isso que vamos fazer!”
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