A Fórmula 1 tem tentado – com êxito – atrair novos fãs, aumentando assim a sua popularidade em mercados fora da Europa, o interesse comercial e os lucros dos envolvidos. Poder-se-ia pensar que depois de anunciarem mais um GP nos Estados Unidos da América em 2023, após a estreia de Miami este ano e os bons resultados obtidos no Circuito das Américas durante os últimos anos, que a Fórmula 1 estaria interessada em colocar na grelha mais uma equipa daquela país. No entanto, existe uma crescente resistência à entrada da Andretti Autosport, que afirmam ter tudo preparado para o fazer.
Michael Andretti não guardou para si o seu desejo de entrar na Fórmula 1, mas várias equipas atuais levantaram as suas objeções.
Antes do Grande Prémio da Bélgica do próximo fim de semana, o CEO da F1, Stefano Domenicali, voltou a mostrar não ser a favor da entrada de mais nenhuma equipa na competição.
“Andretti foi bastante vocal acerca do seu pedido, mas há outros que dizem de uma forma diferente”, explicou Domenicali sobre as constantes entrevistas e declarações de Michael e Mario Andretti. “Mario, eu conheço-o muito, muito bem, desde há muito tempo. Está a tentar apresentar a sua ideia de uma forma que pensa ser a forma correta de fazer, mas acredito que existe uma governação e a decisão tem de seguir o protocolo que está em vigor”.
O responsável máximo da competição incidiu na questão do protocolo a seguir por todos os interessados em entrar na Fórmula 1 e acrescentou que têm de demonstrar que “sejam realmente sólidos, que sejam realmente forte e que tenham um compromisso total durante um longo prazo”. O italiano disse ainda que “hoje em dia, não vejo honestamente a necessidade desse aumento [de equipas na grelha] para aumentar o valor da Fórmula 1″.
Domenicali comparou a situação da Andretti, e daqueles que diz estarem em “silêncio” mas que gostariam de entrar na Fórmula 1, com os promotores dos Grandes Prémios. “É a mesma situação dos Grandes Prémios. Há mais pessoas que querem entrar, de longe, do que pessoas que querem sair. A Fórmula 1 exige hoje um nível incrível de profissionalismo e investimentos, não só durante um ano, mas a longo prazo. Porque há muito interesse por parte de muitos fabricantes, mas também de muitas equipas”.
O italiano reforçou que na sua opinião, é preciso dar o devido “valor para aqueles que já cá estão, sabendo que à sua volta estão fabricantes ou outras equipas que querem estar no negócio”.













