Fórmula 1 planeia alterações no DRS e um kit para reduzir spray em piso molhado
A quarta e última reunião de 2022 da Comissão de Fórmula 1 realizou-se hoje antes da última ronda do campeonato do mundo de Fórmula 1. Foram discutidos e aprovados alguns pontos interessantes e importantes para a competição a partir do próximo ano, faltando ainda unanimidade em outros temas como as corridas Sprint. Todas as decisões desta Comissão terão de ser ratificadas pelo Conselho Mundial do Automóvel da FIA, por isso algumas poderão ainda sofrer alterações até entrarem em vigor.
Do mais importante que foi discutido na reunião da Comissão, diz respeito à alteração do período de DRS, de um kit que está em estudo e que pretende reduzir o spray em pistas molhadas, melhorando a visibilidade dos pilotos, e as penalizações devido às trocas de componentes de unidades motrizes. Numa versão resumida, a Comissão deu a conhecer alguns temas debatidos hoje.
Em comunicado, a Comissão deu a conhecer que haverá lugar a uma revisão geral do Regulamento Desportivo para 2024 como parte do “contínuo esforço na evolução e aperfeiçoamento dos seus processos regulamentares”, garantindo que “a FOM e as equipas serão consultadas durante toda a revisão, prevendo-se que quaisquer alterações resultantes sejam aprovadas até ao final de Abril de 2023”. Além do regulamento desportivo, “a FIA realizará uma revisão geral do seu processo judicial para 2024”.
Após “feedback dos pilotos” em relação à falta de visibilidade em piso molhado com estes novos carros, a “FIA iniciou um estudo para definir um pacote de peças com o objetivo de reduzir o spray gerado quando em em condições de chuva”, pode ler-se na comunicação. Ainda sem uma solução definitiva, o estudo centrou-se na “definição de um kit padrão para a carroçaria, com o objectivo de reduzir o spray do pneu em condições de piso molhado através da utilização de um pouco de carroçaria sobre as rodas”. Além disso, e ainda sobre este tema, a ser usado um kit padrão, a FIA quer “assegurar que o design não impeça indevidamente as mudanças de pneus”. O estudo encomendado pela FIA, pretende ainda, compreender como a água do piso molhado circula nos túneis dos novos fundos dos monolugares, podendo ainda serem adicionadas novas luzes nos carros. A FIA prevê dar mais informações sobre as melhores soluções encontradas em 2023.
Foram discutidas pela Comissão possíveis atualizações das penalizações às infrações por exceder o número de unidades motrizes usadas por ano e definido no regulamento. Lê-se no comunicado que “foi acordado que o sistema atual não é suficientemente forte para dissuadir as equipas de efetuarem mudanças estratégicas na unidade motriz e encoraja a mudança de mais elementos do que o necessário quando um piloto tiver acumulado mais do que um determinado nível de penalização”, algo que aconteceu por mais do que uma ocasião e por mais do que por uma equipa este ano. Como tal, este tema “continuará a ser discutido nos Comités Consultivos das Unidades de Motrizes e do Desporto para uma análise mais aprofundada e aperfeiçoamento” do regulamento.
Sobre a questão do fim das mantas de aquecimento dos pneus, que levou a críticas de alguns pilotos quando testaram pela primeira vez o protótipo de pneus da Pirelli para 2023, o comunicado garante que “o objetivo da FIA e da FOM continua a ser a remoção” das mantas em 2024, “no entanto, na sequência de numerosas discussões e reações dos pilotos, a Comissão decidiu adiar quaisquer decisões finais até Julho de 2023, permitindo a recolha de dados adicionais e o teste de reações para informar plenamente as conclusões”.
Discutiu-se ainda a ativação do DRS após o arranque e reinício de corridas. Foi aprovada uma proposta, ainda de avaliação e que será testada em todas, e apenas, corridas Sprint de 2023, para que seja antecipada a ativação do DRS em uma volta depois de ter sido dada a partida da corrida, ou seja recomeçada depois de um Safety Car ou bandeira vermelha. Depois de testada durante as seis corridas de Sprint de 2023, será introduzida “em todas as corridas em 2024”. Ainda em relação às Sprints, a questão da situação de parque fechado foi discutida, mas no comunicado publicado, não aborda qualquer alteração ou proposta de alteração, referindo apenas que “foram discutidas atualizações relativas a formas de simplificar os processos de parque fechado em eventos que incluem uma sessão de Sprint”.
Foram ainda aprovadas “pequenas alterações ao Regulamento Técnico e Financeiro de 2023”. Lê-se em comunicado que foram aprovadas “por unanimidade” estas alterações, mas sem salientar em pormenor quais as alterações. Além disso, estão finalizados “os regulamentos que introduzem os requisitos adicionais e mais rigorosos para a resistência dos roll hoops [proteção do piloto]”, após a análise ao acidente sofrido por Zhou Guanyu em Silverstone. Estas alterações deverão ser introduzidas em 2024.
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Luís Sampaio Howell
19 Novembro, 2022 at 1:14
E que tal um mundial de pista coberta? O verdadeiro kit anti-spray